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Marcão vive chance da carreira no Fluminense e sonha com Libertadores: “Eu acredito muito”

Marcão vive chance da carreira no Fluminense e sonha com Libertadores: “Eu acredito muito”

Marcão comenta chance de ganhar a Libertadores
A personalidade tranquila e a calma para expressar o que enxerga de futebol são características sempre presentes quando Marcão assume a responsabilidade de guiar o Fluminense na temporada. Foi graças a essa “calmaria” que os tricolores viraram a chave e têm grandes chances de garantir uma vaga na semifinal da Libertadores nesta terça-feira.
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Não é a primeira vez que o ídolo tricolor ajuda a salvar um ano quando as coisas desandam, mas, quando a bola rolar, às 19h (de Brasília), para o jogo de volta das quartas de final contra o Platense, será um dos principais passos de sua carreira como técnico. A primeira chance de um título que seria histórico e está a quatro jogos de se tornar realidade.
— A gente não pode falar que não está vendo, e o torcedor passou a acreditar no que temos construído juntos. Prefiro viver cada jogo. Sábado, terça, muda o foco e, devagar, degrau a degrau, sonhando. Eu acredito muito, temos um elenco muito forte e capaz, mas eu, pessoalmente, prefiro viver o jogo a jogo. Se acontecer, será um sonho escrever essa página linda na história do clube — afirmou o técnico em entrevista exclusiva ao ge.
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Marcão explica acordo sobre efetivação no Fluminense
Somando os sete anos como jogador e as duas passagens como auxiliar, Marcão tem quase 20 anos de Fluminense. Conhece nas minúcias o que é o clube, o centro de treinamento e a identidade de seus exigentes torcedores. A atual passagem começou em 2019, com a eleição de Mário Bittencourt, e se manteve durante toda a gestão. Nesse período, já teve que livrar o time do rebaixamento uma vez e corrigir a rota para garantir classificação à Libertadores em outras duas oportunidades.
Mesmo tendo cumprido todas essas missões, Marcão nunca foi efetivado. Sempre voltou a ser auxiliar e ajudou na integração da comissão técnica seguinte. Isso faz parte do acordo com o clube e, segundo ele, não o incomoda.
— Cara, não penso, de verdade (em ser promovido). As coisas acontecem de forma tão natural para mim que a gente fala que é no tempo de Deus. Eu, como jogador, fui chegar ao Fluminense com 27 anos. Hoje, o menino sobe com 17. Eu comecei no Bangu com 19 para 20. Se fosse agora, eu nem jogaria. As coisas que acontecem comigo são sempre no tempo de Deus. E a gente não sabe o dia de amanhã. Eu só vou vivendo hoje, me programo para os próximos dois jogos e para o que a diretoria, o Mattheus, o Mário, combinou comigo. A minha ideia é essa — explicou.
— Vamos até o final do ano e eu estou com isso na cabeça. Se tiver que fazer um jogo, vou fazer. Se tiver que fazer dois, eu faço, se tiver que fazer até o final do ano… A gente se prepara para isso e depois, no final do ano, quando tudo terminar, se organiza da melhor maneira, pensa e conversa o que vai ser feito — completou.
Marcão em Fluminense x Platense
André Durão
Aprendizados
A tranquilidade no trato com os jogadores é algo que chama atenção na personalidade de Marcão. Em cada parada técnica, é possível vê-lo passando orientações de forma calma para que o time consiga executar dentro de campo.
Em um universo em que não existe certo ou errado, mas sim características diferentes de cada profissional, o técnico explica que é a experiência que ajuda a moldar esse momento. Saber quando e com quem é possível ser mais enérgico.
— Isso são coisas que a gente vai adquirindo como treinador. O que é melhor para o jogador nesse momento. A gente vê, o Bernardinho gritava e dava certo lá atrás. Hoje, se o Bernardinho gritar, os meninos ficam reativos. É difícil. E o Zé Roberto já é um cara mais ponderado, sabe a hora de dar um grito e a hora de segurar. Então a gente tem que achar esse meio-termo. Tem hora que tem que dar um grito e tem hora mais tensa em que é preciso baixar um pouquinho a adrenalina, dar um pouco de calma e de informação, que é o que eles precisam — explicou.
O comandante tricolor acumulou experiência por trabalhar e também observar outros treinadores com quem teve contato no Fluminense. Nomes como Fernando Diniz, Abel Braga, Oswaldo de Oliveira, Roger Machado, Odair Hellmann, Renato Gaúcho e Mano Menezes foram alguns com quem ele trabalhou nesse período.
Teve a oportunidade de tirar um pouco de cada um para ajudar a construir sua própria identidade e forma de trabalhar. Esse acúmulo é o diferencial em um momento decisivo para a temporada de 2026.
— Tive a oportunidade de trabalhar com treinadores maravilhosos aqui. É até difícil você falar um ou dois, a gente tira de cada um pouquinho para montar o que a gente quer de estrutura de trabalho e de pensamento de jogo. Consegue pegar o treinador que é mais ofensivo, o que é mais defensivo, para encontrar um equilíbrio. Teve um exemplo aqui: a gente estava falando há pouco tempo com nossos jogadores e com a minha comissão. Falei que o que a gente quer de ideia de jogo, o que a gente precisa para esse momento, é um pouquinho da construção do Fernando com um pouquinho de um time mais aguerrido, mais forte defensivamente, entendeu? — contou Marcão.
O Fluminense chega a Buenos Aires com uma vantagem de 2 a 0 conquistada no jogo de ida contra o Platense. Com isso, pode até perder por um gol de diferença que se garante na semifinal. Uma derrota por dois leva a decisão para os pênaltis.
Gustavo Di Sarli traz informações direto do treino do Fluminense, em Buenos Aires
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