NFL no Rio: como o Cowboys se tornou a equipe mais valiosa do mundo, avaliada em R$ 66 bi
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O Dallas Cowboys, que enfrenta o Baltimore Ravens, no Maracanã, neste domingo, às 17h25, é a equipe esportiva mais valiosa do mundo. O time da NFL é avaliado em US$ 13 bilhões (R$ 66,3 bilhões na cotação atual), superando potências como o Real Madrid, por exemplo.
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A franquia do Texas mantém a ponta da lista, elaborada pela revista Forbes, desde 2016. Os valores dão noção de quanto dinheiro a liga de futebol americano movimenta. A diferença de valor dos Cowboys para o Real, primeiro time de futebol da lista na 20ª posição, é praticamente o dobro.
O gigante espanhol tem valor estimado em US$ 6,75 bilhões (R$ 34,4 bilhões na cotação atual), mesmo sendo parte de um esporte mais popular globalmente e que movimenta uma audiência global muito superior.
Mas como os Cowboys se tornaram tão valiosos, mesmo sem ganhar um Super Bowl há 30 anos? Muito disso vem da capacidade da própria NFL de gerar mercado consumidor nos Estados Unidos e de expandir sua marca.
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A força econômica, fruto do modelo coletivo e da competitividade, das ligas americanas é a base de tudo. Não à toa os 19 primeiro times da lista da Forbes são franquias dos Estados Unidos, seja da NFL, da NBA (basquete) ou da MLB (beisebol). Sendo 13 delas de futebol americano, fruto do salto nas receitas de direitos de mídia.
Com ganhos financeiros expressivos em áreas como patrocínio e assentos premium, as equipes americanas tiveram um aumento de quase 100% de seu valor na última década.
Além disso, Dallas é o único time da NFL que consegue negociar de forma independente patrocínios e produtos licenciados, fugindo do modelo coletivo da liga, e maximizar seus lucros, mérito de Jerry Jones, dono que comprou a franquia em 1989 por US$ 150 milhões.
A força da marca de “America’s Team” (Time da América na tradução livre), o mais popular da modalidade, e o moderno estádio em Arlington, que foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, são outras fontes de receita que tornam a equipe tão valiosa.
AT&T Stadium Dallas Cowboys NFL
Getty Images
Bilionário excêntrico muda história de Dallas
Grande parte do sucesso econômico dos Cowboys e da própria NFL se deve ao trabalho de Jerry Jones, bilionário dono da franquia. Jones é o responsável pela renegociação dos direitos televisivos da liga no início dos anos 1990, que tornou a Fox como a principal emissora da Conferência Nacional.
A partir dali, a NFL se tornou uma verdadeira máquina financeira nas décadas seguintes, até se tornar a liga esportiva mais rica do mundo na atualidade, com uma receita que se aproxima do triplo dos ganhos da Premier League, por exemplo.
Jerry Jones, dono do Dallas Cowboys
Michael Reaves/Getty Images
Para além do impacto econômico, Jones também tem um histórico esportivo de peso na administração do Dallas Cowboys. O início foi polêmico: após assumir o comando da franquia em 1989, o bilionário demitiu Tom Landry, que era o treinador do time desde sua fundação, em 1960.
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Para substituir Landry, o nome escolhido foi Jimmy Johnson, que jogou futebol americano com Jerry Jones na faculdade. Johnson acumulava grandes feitos no futebol universitário, incluindo um título comandando Miami. Sua temporada de estreia foi acidentada, com apenas uma vitória e 15 derrotas, mas a sequência foi de grande sucesso, com dois títulos seguidos do Super Bowl em 1992 e 1993.
Johnson e Jones brigaram após o bicampeonato, e o técnico acabou deixando a equipe, que ainda conquistaria mais um troféu em 1995. Desde então, os Cowboys passam por uma enorme seca de conquistas. A equipe não apenas nunca retornou ao Super Bowl, como sequer voltou a disputar uma final de conferência (o equivalente à semifinal da NFL).
Jones convive com críticas da torcida e da imprensa, mas segue acumulando as funções de dono e “general manager” (uma espécie de diretor de futebol).
Confira a lista dos 20 times mais valiosos pela Forbes:
Dallas Cowboys (NFL) – US$ 13 bilhões
Golden State Warriors (NBA) – US$ 11 bilhões
Los Angeles Rams (NFL) – US$ 10,5 bilhões
New York Giants (NFL) – US$ 10,1 bilhões
Los Angeles Lakers (NBA) – US$ 10 bilhões
New York Knicks (NBA) – US$ 9,75 bilhões
New England Patriots (NFL) – US$ 9 bilhões
San Francisco 49ers (NFL) – US$ 8,6 bilhões
Philadelphia Eagles (NFL) – US$ 8,3 bilhões
Chicago Bears (NFL) – US$ 8,2 bilhões
New York Yankees (MLB) – US$ 8,2 bilhões
New York Jets (NFL) – US$ 8,1 bilhões
Las Vegas Raiders (NFL) – US$ 7,7 bilhões
Washington Commanders (NFL) – US$ 7,6 bilhões
Los Angeles Clippers (NBA) – US$ 7,5 bilhões
Miami Dolphins (NFL) – US$ 7,5 bilhões
Houston Texans (NFL) – US$ 7,4 bilhões
Denver Broncos (NFL) – US$ 6,8 bilhões
Los Angeles Dodgers (MLB) – US$ 6,8 bilhões
Real Madrid (futebol) – US$ 6,75 bilhões geRead More


