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Olten Ayres destitui dois membros da Comissão de Ética e é alvo de nova representação no São Paulo

Olten Ayres destitui dois membros da Comissão de Ética e é alvo de nova representação no São Paulo

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Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, destituiu dois membros da Comissão de Ética do clube: José Edgard Galvão e Fabio Cezar de Souza Azambuja. A decisão foi oficializada na última segunda-feira.
As destituições ocorrem em meio à análise, pelo órgão, de representações que investigam a conduta de Olten Ayres e que podem resultar na expulsão do dirigente do quadro associativo do clube.
A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Gabriel Sá, do UOL.
Em contato com a reportagem do ge, o presidente do Conselho afirmou que as destituições ocorreram para “assegurar a credibilidade da Comissão de Ética”.
Interlocutores ouvidos pela reportagem, no entanto, afirmam que os afastamentos ocorreram após o vazamento de possíveis votos dos relatores contra Olten em duas representações que tramitam na Comissão de Ética.
Uma delas envolve o caso de uma possível “funcionária fantasma” ligada ao presidente do Conselho. A outra trata da suspeita de que Olten tenha forjado um documento relacionado ao processo de reforma estatutária e foi apresentada pelo presidente do clube, Harry Massis.
Desde julho, Olten afastou quatro membros da Comissão de Ética do São Paulo. Antes, o presidente do Conselho destituiu Antonio Maria Patiño Zorz e Marcelo Felipe Nelli Soares sob a justificativa da constatação de “fatos que comprometem a confiança necessária para o exercício das funções”.
Olten Ayres, presidente do Conselho do São Paulo
Bruno Giufrida
Diante das novas destituições, José Edgard Galvão e Fabio Cezar de Souza Azambuja protocolaram uma representação contra Olten Ayres. Eles acusam o presidente do Conselho de realizar manobras na Comissão de Ética em benefício próprio.
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Fabio Azambuja foi um dos conselheiros que protocolaram a representação envolvendo a suposta funcionária fantasma e, por isso, se declarou impedido de participar da apuração do caso. Na última sexta-feira, porém, pouco antes de sua destituição, vazou a informação de que ele recomendaria a expulsão do presidente do Conselho no processo relacionado à suspeita de documento forjado para a reforma estatutária.
O inquérito que investigava o caso foi arquivado pelo Ministério Público neste mês. No entendimento de integrantes da Comissão de Ética, porém, o arquivamento não impede a apuração de uma eventual infração administrativa no âmbito do clube.
José Edgard Galvão, por sua vez, era relator do procedimento envolvendo a suposta funcionária fantasma e, segundo interlocutores ouvidos pelo ge, pretendia votar contra Olten.
Olten Ayres vive um momento conturbado à frente do Conselho Deliberativo e também responde a uma denúncia por gestão temerária protocolada por Harry Massis em abril. Ao fim da apuração conduzida pela Comissão de Ética, o dirigente pode ser expulso do quadro associativo.
Olten chegou a se afastar temporariamente do cargo, mas retornou em junho, após o Conselho votar por sua permanência por mais 120 dias. A justificativa foi a necessidade de aprofundar a apuração antes de uma definição sobre um eventual afastamento definitivo.
Conselho São Paulo
Marcos Ribolli
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Em nota encaminhada ao ge, Olten Ayres se defendeu das acusações feitas pelos ex-membros da Comissão de Ética.
Nota de Olten Ayres
“Olten Ayres não tomou conhecimento de qualquer intenção de voto de José Edgard Galvão e de Fabio Azambuja, em processo que o envolvesse. Versões atribuídas a interlocutores nos bastidores não chegaram ao presidente do Conselho e, portanto, não tiveram qualquer influência sobre sua decisão.
As substituições foram realizadas no exercício das atribuições da Presidência do Conselho Deliberativo.
Olten Ayres considera que a credibilidade da Comissão de Ética deve ser preservada pelo respeito ao Estatuto, ao contraditório, à ampla defesa e à independência de seus integrantes. Qualquer associação entre as substituições e alguma intenção de voto antecipada não procede.”
Relembre os casos
Em maio, o São Paulo abriu um procedimento interno para investigar a possível atuação “fantasma” de uma secretária ligada a Olten Ayres. Contratada pelo clube desde 2021, a funcionária não frequentava o Morumbis ou o CT da Barra Funda, trabalhava de forma remota e apresentava registros mensais de ponto com horários idênticos. Ela também utilizava um e-mail com o domínio do escritório de advocacia de Olten.
À época, o presidente do Conselho Deliberativo negou qualquer irregularidade e afirmou que a funcionária exercia atividades relacionadas ao Conselho e que o trabalho remoto havia sido acordado desde a contratação.
Em dezembro de 2025, Julio Casares iniciou um processo de reforma estatutária com duas propostas: reduzir o quórum necessário para aprovar a criação de uma SAF e separar o futebol do clube social.
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Segundo relatório da Comissão de Ética, baseado em denúncia de Harry Massis, Olten Ayres encaminhou a proposta ao Conselho Consultivo no mesmo dia. O órgão também emitiu parecer favorável às mudanças em 17 de dezembro, o que levantou suspeitas sobre a regularidade do andamento do processo.
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