Ponte acumula recordes negativos, e média projeta 100 gols sofridos no ano
Ponte Preta pode chegar a 100 gols sofridos no ano
A Ponte Preta acumula vexames em 2026. O maior deles é, sem dúvida, os atrasos salariais de jogadores e funcionários que se arrastam desde o ano passado e que acabam causando manchas na história do clube, com uma marca negativa atrás da outra dentro de campo.
Ponte é dominada pelo Londrina e sofre segunda goleada por 6 a 0 na Série B
A derrota por 6 a 0 para o Londrina, na terça-feira, ampliou a lista de humilhações em 2026 e colocou o clube diante de uma projeção preocupante: a possibilidade de terminar o ano com 100 gols sofridos.
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Os números ajudam a dimensionar o problema. Em 38 jogos na temporada, a Macaca sofreu 77 gols, média de 2,02 por partida. Na Série B, o cenário é ainda pior: são 62 gols sofridos em 28 jogos, média de 2,21.
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Ponte não vence há 22 jogos na Série B do Brasileiro
Marlon Costa/AGIF
Se mantiver esse índice nas 10 rodadas restantes da competição, a Ponte sofrerá mais 22 gols e terminará a Série B com 84. Somando aos 77 já sofridos no ano, a projeção chega a 99 gols em 2026. Ou seja, mais um gol sofrido no restante da temporada faria a Macaca atingir a marca centenária.
A marca de 100 gols sofridos em uma temporada seria incomum para clubes brasileiros. O Vitória terminou 2018 com 94 gols sofridos em 67 partidas. Mais recentemente, o Vasco também chegou a 94 gols contra em 2025, em 71 jogos, número que repetiu a marca de 2021.
Em novo vexame, Ponte é goleada pelo Londrina por 6 a 0
O time mais vazado (por muito)
A temporada da Ponte já havia começado com um rebaixamento no Campeonato Paulista. Foram 14 gols sofridos em oito partidas. No total de 2026, são 30 derrotas, cinco empates e apenas três vitórias em 38 compromissos.
O clube é por muito a pior defesa da Série B: a diferença para o América-MG, vice-lanterna, é de 14 gols. Um dos fatores que contribui para isso é que a Macaca foi quem sofreu as duas maiores goleadas da competição – as duas por 6 a 0, sendo uma contra o Vila Nova, em agosto, pela 23ª rodada, e agora contra o Londrina.
A Ponte não perdia por uma diferença assim desde 8 de fevereiro de 1995, quando foi goleado pelo mesmo placar pelo XV Piracicaba, no Paulistão daquele ano, em casa.
Ponte perdeu por 6 a 0 para o Vila Nova
Roberto Corrêa
A defesa não é o único setor que apresenta números negativos. A Ponte não marca há seis partidas e, desde a paralisação de uma semana dos jogadores em razão dos salários atrasados, disputou quatro jogos, com 12 gols sofridos e nenhum marcado. Sob o comando de Gilson Kleina, a equipe ainda não balançou as redes.
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A Ponte está isolada na lanterna da Série B, com 10 pontos (aproveitamento de 11%), e acumula 22 jogos sem vencer, a maior sequência de partidas sem vitória da história da competição. São seis derrotas consecutivas.
Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história
A situação na tabela está perto de se tornar definitiva nas próximas rodadas. Faltam 10 jogos para o fim da Série B, com 30 pontos ainda em disputa. A Ponte está 21 pontos atrás do Botafogo-SP (31), primeiro time fora da zona de rebaixamento.
Se perder os dois próximos jogos (CRB, domingo, no Majestoso, e Botafogo-SP, dia 28, em Ribeirão Preto) e Botafogo-SP e Ceará (32) somarem pelo menos três pontos no período, a Macaca não conseguirá mais alcançar nenhum adversário fora do Z-4 em pontuação e terá a queda sacramentada.
A campanha alvinegra também caminha para ser a pior da história da Série B. O posto pertence ao Duque de Caxias de 2011, com 17 pontos em 38 partidas (duas vitórias, 11 empates e 25 derrotas – aproveitamento de 14,9%). No recorte após 28 rodadas, o Duque tinha 12 pontos – dois a mais que a Ponte atual.
Londrina foi a segunda goleada sofrida pela Ponte por 6 a 0
Rafael Martins
Fora de campo, o colapso financeiro também causou capítulos constrangedores para além das pendências salariais com elenco e funcionários.
Contra o América-MG, dia 30 de agosto, por exemplo, a Ponte relacionou apenas jogadores formados nas categorias de base para evitar W.O. diante da paralisação do grupo principal, enquanto na semana passada o clube só conseguiu derrubar três transfer bans (um na CNRD – Comissão Nacional de Resolução de Disputas – e dois na Fifa) com a ajuda do Boavista para poder inscrever novos jogadores – o clube carioca ainda emprestou cinco jogadores para a reta final da Série B.
A crise sem fim da Ponte reforça uma velha máxima do futebol: a bola não entra por acaso. Ou no caso específico da situação alvinegra, entra (contra o time) por uma série de fatores.
Veja abaixo as marcas negativas que a Ponte acumula em 2026:
22 jogos seguidos sem vencer (maior jejum da história da Série B)
62 gols sofridos na Série B (pior defesa) e 77 no ano
3 vitórias em 38 jogos no ano
Duas goleadas por 6 a 0 (as duas maiores da atual Série B)
Pior campanha da história da Série B após 28 jogos (10 pontos, contra 12 do Duque de Caxias de 2011)
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