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Rainha-mãe de Uganda diz estar em prisão domiciliar em meio a disputa pelo trono

Rainha-mãe de Uganda diz estar em prisão domiciliar em meio a disputa pelo trono

 A rainha mãe de Toroo, Best Kemigisa
Reprodução: Wikimedia Commons
A Rainha-Mãe de Uganda, Best Kemigisa, mãe do rei tradicional Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV, morto no mês passado, afirmou nesta quinta-feira (10) que está sendo mantida contra a vontade no palácio, junto com outros integrantes da família real, em meio a uma disputa pela sucessão.
O rei Oyo, que assumiu o trono aos 3 anos e governou o Reino de Tooro por 31 anos, morreu enquanto recebia tratamento contra o câncer nos Estados Unidos.
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O Guinness World Records reconhecia Oyo como o monarca reinante mais jovem do mundo.
Uganda é uma república, mas reconhece oficialmente os reis tradicionais, que atuam principalmente como autoridades culturais e têm poder político limitado.
Na quarta-feira (9), um comitê de seleção do clã real Babiito anunciou que o príncipe Edward Rukidi Kijanangoma havia sido escolhido para suceder o primo como rei.
A decisão foi rejeitada pela princesa Ruth Komuntale, irmã do falecido rei. Ela acusou “abutres malvados” de conspirar contra ela e contra a Rainha-Mãe.
A princesa apresentou um testamento que, segundo ela, havia sido escrito pelo rei em 2022. No documento, Oyo teria designado “um filho biológico” como herdeiro, mas sem revelar o nome da criança.
A informação surpreendeu integrantes da elite de Tooro, que afirmaram nunca ter ouvido falar do filho. Por isso, o comitê decidiu excluí-lo da votação para a sucessão.
“Um rei não pode se deitar com uma prostituta na rua ou com uma empregada doméstica, ter um filho e depois colocá-lo no trono”, escreveu no X Andrew Mwenda, uma influente figura política de Uganda originária de Tooro.
“Isso não significa que Oyo tenha feito algo assim. Significa simplesmente que ele não era oficialmente casado e que, se deixou um filho, Tooro precisa conhecer a mãe e seu passado”, acrescentou.
Nesta quinta-feira, a Rainha-Mãe divulgou um comunicado no qual afirmou que tropas haviam “retirado os guardas reais sem aviso prévio e sido posicionadas ao redor do palácio”.
“Não podemos sair nem receber pessoas livremente. Estamos sob prisão domiciliar”, denunciou.
A África tem apenas três monarquias soberanas — Essuatíni, Lesoto e Marrocos. Outros países do continente reconhecem reinos tradicionais como instituições culturais, mas sem poder político formal.g1 > Mundo Read More