Reginaldo Ferreira defende combate ao agronegócio e à ‘chuva de veneno’ e quer congresso ‘a serviço da classe operária’
Reginaldo Ferreira defende combate ao agronegócio e à ‘chuva de veneno’ e quer congresso ‘a serviço da classe operária’
TV Verdes Mares
O candidato do Partido Socialista Dos Trabalhadores Unificado (PSTU) ao Senado no Ceará, Reginaldo Ferreira, apontou como sua prioridade o combate ao agronegócio e à “chuva de veneno”, termo usado por ativistas para se referir à pulverização aérea ou por drones de grandes quantidades de agrotóxicos nas plantações.
Reginaldo concedeu entrevista ao Bom Dia Ceará, da TV Verdes Mares, que foi ao ar nesta sexta-feira (4). O candidato disse que quer propor a nível nacional uma lei semelhante à Lei Zé Maria do Tomé, que proibiu a pulverização aérea de agrotóxicos na agricultura, tornando o Ceará o primeiro estado do país com esse tipo de vedação.
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A mesma lei estadual leva o nome de um ativista assassinado em 2010 por lutar contra a contaminação por veneno na Chapada do Apodi. Em 2024, entretanto, o Ceará liberou uma exceção a essa lei, permitindo que drones apliquem os produtos sobre as plantações.
“A minha prioridade é o combate ao agronegócio, principalmente o combate à chuva de veneno. (…) Infelizmente, mataram Zé Maria, a lei retornou, mas a gente veio para a luta aqui no estado e no estado por quatro anos existia essa lei. O estado do Ceará era o único estado do Brasil, quiçá da América Latina, que tinha uma lei que proibia a pulverização aérea de veneno. E essa lei a gente pretende levar para a esfera nacional”, declarou o candidato.
Congresso “a serviço da classe operária”
Reginaldo Ferreira também fez críticas ao Congresso Nacional, afirmou que o Legislativo está a serviço de empresários, banqueiros, latifundiários e do agronegócio e defendeu que o mesmo esteja “a serviço da classe operária”.
“Nós vamos fazer conselhos populares. Esse é o formato que a gente defende, a gente acredita que os trabalhadores têm direito de ser consultados, decidir os seus rumos. Por isso, a gente acha que, por exemplo, (o fim da) escala 6×1 vai ser possível se a gente chamar a classe operária do país para discutir esse tema. Nós não podemos deixar que esse Congresso que está aí, que é um Congresso serviçal do grande capital, do agronegócio, dos banqueiros, ele não pode determinar os rumos dos trabalhadores, que são quem verdadeiramente bancam a nossa economia aqui”, disse.
📌 O Bom Dia Ceará entrevistou nesta semana candidatos ao Senado pelo Ceará; confira a ordem:
Segunda-feira (31): Cid Gomes (PSB)
Terça-feira (1º): Luizianne Lins (Rede)
Quarta-feira (2): Capitão Wagner (União)
Quinta-feira (3): Alcides Fernandes (PL)
Sexta-feira (4): Entrevistas gravadas de Lino Alves (PCO), General Theophilo (NOVO), Catarina Matos (UP) e Reginaldo Ferreira (PSTU).
Quem é Reginaldo Ferreira
Reginaldo Ferreira de Araújo é natural de Limoeiro do Norte. Tornou-se historiador e educador, integra o Movimento 21 de Abril e a Central Sindical e Popular Conlutas. O ativista participa da campanha “Revoga Já – Chuva de Veneno Nunca Mais”, alertando sobre os riscos da pulverização de agrotóxicos com o uso de drones em comunidades do Vale do Jaguaribe. Reginaldo já concorreu outras vezes a cargos eletivos. Em Limoeiro do Norte, ele se candidatou como vice-prefeito (2008) e prefeito (2012). No âmbito estadual, ele concorreu aos cargos de senador (2010) e vice-governador (2018 e 2022).
🔎 O que faz um (a) senador (a)?
O Senado Federal é composto por 81 parlamentares. Cada estado tem três representantes. Duas das três vagas do Ceará serão renovadas este ano. Os dois senadores eleitos em outubro vão passar os próximos oito anos defendendo os interesses do Estado em Brasília e ajudando a decidir assuntos importantes para todo o país. Os senadores participam da criação e aprovação das leis e discutem temas que fazem parte da rotina dos brasileiros, como segurança, saúde, educação e emprego.
Eles também analisam mudanças na Constituição e votam a indicação de autoridades importantes, como ministros do Supremo Tribunal Federal, embaixadores e a direção do Banco Central. Além disso, têm papel decisivo em questões que podem mudar os rumos do país, como julgar o presidente da República em casos de crimes de responsabilidade e aprovar operações financeiras do governo federal, dos estados e dos municípios.
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