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SAF no Santos: SDC Sports diz ao Conselho que proposta final depende de mudança no estatuto

SAF no Santos: SDC Sports diz ao Conselho que proposta final depende de mudança no estatuto

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Os três sócios da SDC Sports interessados na compra da SAF do Santos se reuniram com o Conselho Deliberativo na noite desta segunda-feira, na Vila Belmiro, e afirmaram que uma oferta vinculante só será apresentada depois da conclusão da mudança no estatuto do clube.
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No encontro, os representantes da empresa apresentaram a cronologia das conversas com a presidência do Santos e deram detalhes sobre os próximos passos de uma eventual proposta final.
Jesse Fioranelli foi apresentado como o nome da empresa para comandar o futebol do clube em caso de concretização da compra da SAF. Ele destacou falar cinco idiomas e se definiu como um veterano da gestão de clubes, com passagens por Roma, Milan e Lazio, da Itália, Al Nassr, da Arábia Saudita, e San Jose Earthquakes, dos Estados Unidos.
No organograma da empresa, Fioranelli seria o principal responsável pelo futebol profissional do Santos em caso de avanço da operação.
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Também participaram do encontro os outros dois sócios, Michael Lipman e Diego Garcia, que se apresentaram como responsáveis pela área de negócios e pela gestão da empresa. Analista do fundo, Can Keles também esteve presente, mas não se sentou à mesa.
A reunião também contou com a presença de pessoas ligadas à XP Investimentos, que assessora o Santos no processo desde maio do ano passado, e da Rothschild, que assessora a SDC Sports.
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Jesse Fioranelli trabalhou no San Jose Earthquakes, da MLS
Divulgação/X – @SJEarthquakes
E a proposta?
No encontro, a SDC Sports deixou claro aos conselheiros que só apresentará uma oferta vinculante – ou seja, uma proposta final – depois da conclusão da mudança estatutária. A ideia da empresa é não se envolver em questões políticas, apresentando o documento final apenas após a certeza de que o estatuto do clube permite a venda majoritária das ações.
Há três semanas, o Santos assinou um termo de condições (“term sheet”) com a empresa norte-americana, no qual fica claro que há uma série de requisitos para o avanço das conversas.
Nos últimos cinco meses, Santos e empresa passaram por processo de due diligence (diligência dupla), para que as duas partes avaliassem a situação financeira uma da outra.
Segundo os envolvidos, o resultado foi positivo para os dois lados. Em fevereiro, a oferta previa R$ 1 bilhão de aporte para o futebol e mais R$ 1 bilhão para o pagamento de dívidas, em troca de 80% do controle do clube. Nesta reunião, porém, os valores não foram apresentados aos conselheiros.
A reforma estatutária do Santos está em andamento, mas, neste momento, não há uma data fechada para que seja concluída. Atualmente, com o estatuto em vigor, o Santos não pode vender a parte majoritária de suas ações, o que impede o avanço da operação da SAF.
O processo, que ainda inclui aval da Assembleia Geral após a mudança estatutária e do Conselho sobre a proposta, é considerado demorado e complexo, com pouca chance de ser concluído ainda neste ano.
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