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Seleção volta da Copa ainda pior

Seleção volta da Copa ainda pior

Austrália 1 x 1 Brasil | Melhores momentos | Amistoso Internacional
O empate por 1 a 1 com a Austrália, na manhã desta sexta-feira, abriu a caminhada da Seleção para a próxima Copa do Mundo. O resultado, conquistado pela equipe brasileira no último lance da partida, com gol de Rayan, importa pouco. Vale mais observar como o Brasil se saiu depois da frustrante campanha no último Mundial. E o recado é desanimador.
A Seleção piorou no primeiro jogo depois da Copa. É até natural: lá, estava (ou deveria estar) no auge da preparação; aqui, é um recomeço, com poucos dias de treinos, o peso do início de temporada europeia, o impacto do fuso horário e outros et ceteras. Mas o que preocupa é a sensação de déjà-vu. Olhamos para o campo e sabemos que já vimos aquilo antes.
Estiveram presentes velhos problemas e antigos dilemas: a fragilidade da formação com quatro atacantes, a discrição dos laterais, a oscilação de Vini Jr, o debate sobre Endrick merecer ou não ser titular. É como se vivêssemos o mesmo filme repetidamente – como se a Copa do Mundo tivesse sido um pequeno soluço no marasmo da Seleção.
O primeiro tempo foi sofrível. A Austrália, uma equipe de terceiro escalão, dominou a partida, especialmente nos 30 minutos iniciais, e teve chances de abrir o placar, em grande medida aproveitando os espaços permitidos pela distância entre volantes e atacantes na Seleção. O número de escanteios desenha a diferença entre as equipes: foram oito para os mandantes e apenas um para o Brasil no período.
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Rayan comemora gol em Brasil x Austrália
SAEED KHAN / AFP
No finzinho do primeiro tempo e em parte do segundo, a Seleção melhorou e ao menos conseguiu equilibrar a partida. Mas foi muito pouco. Até Raphinha, o melhor jogador na largada de temporada na Europa, caiu na teia da burocracia brasileira. Produziu quase nada.
Preocupa a falta de soluções. Carlo Ancelotti caiu num buraco que não é de hoje: o esquema de quatro atacantes não funciona, mas faltam meias confiáveis para apostar todas as fichas em uma espécie de 4-3-3, a base usada na Copa. Lucas Paquetá, titular no torneio, agora não foi convocado.
Nos quatro anos até a próxima Copa, o Brasil precisará produzir jogadores capazes de resolver os problemas mais crônicos da Seleção – as laterais, o setor de criação no meio, talvez um centroavante. Se não conseguir, continuará sendo uma equipe torta, desconectada. Uma equipe passível de cair para a Noruega.
Para o próximo amistoso, terça-feira, novamente contra a Austrália, Ancelotti deve mudar o esquema e observar outros jogadores. Está certo, é o começo de um longo ciclo, variações são necessárias. Com elas, ele talvez comece a encontrar uma forma de jogo que nos tire da mesmice, algo que esteve longe de conseguir desde sua chegada ao Brasil.
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