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Torcida da Ponte Preta faz campanha para ajudar funcionários com salários atrasados

Torcida da Ponte Preta faz campanha para ajudar funcionários com salários atrasados

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Torcedores da Ponte Preta começaram a se mobilizar nos últimos dias para ajudar os funcionários do clube com salários atrasados diante da grave crise alvinegra.
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Ponte aproveita dias sem jogos para reformar gramado do Majestoso
A falta de recursos tem causado pendências salariais recorrentes desde 2025 entre jogadores, profissionais do departamento de futebol e também funcionários no geral.
A arrecadação de um dos grupos já ultrapassou os R$ 12,5 mil, com doações de mais de 100 pontepretanos desde o início da tarde de quinta-feira. Segundo André Nunes, um dos idealizadores, o valor será destinado para a compra de cestas básicas.
— Com essas ações podemos trazer mais conforto para essas pessoas que se empenham tanto no clube nessa fase tão difícil. Dependendo do valor que arrecadarmos pretendemos fazer mais de uma doação por pessoa. Talvez outubro e uma cesta “mais generosa” para o final do ano — comentou André.
Torcida da Ponte Preta se mobiliza para ajudar funcionários com salários atrasados
Marcos Ribolli
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Ele também fez questão de destacar o papel do lateral-esquerdo Danilo Barcelos:
— Importante ressaltar que sem a ajuda do Danilo, nós não teríamos como ajudar. Eu resolvi ajudar a partir do momento em que fiquei sabendo que ele estava fazendo isso. Ele conseguiu algumas doações para 26 cestas que já foram entregues. Danilo é um atleta exemplar, que se preocupa com todos.
No início de setembro, após a derrota por 2 a 0 para o São Bernardo, no Majestoso, Danilo Barcelos e André Lima já tinham feito um apelo sobre a situação dos funcionários.
— Nosso plano era paralisar tudo. Muitas pessoas recebem um salário mínimo, de dois, três mil reais, e estão há cinco, seis meses sem receber. Não digo nem por mim. Por eles. Eu que tenho um salário maior, a gente tenta. Mas como um pai de família com salário mínimo vai ficar tanto tempo sem receber. O plano era mais por eles do que por nós – afirmou André Lima na oportunidade.
— A situação é crítica, precisamos de socorro o mais rápido possível. Só Deus sabe como a gente está levando um dia após o outro aqui dentro. Não sei até onde a gente vai. É a primeira vez que acontece algo do tipo. Tem funcionário que não aguenta passar mais um ou dois dias. Precisamos resolver o mais rápido possível. Quem tem poder para mudar isso que resolva o mais rápido possível — desabafou Barcelos à época.
Clube também faz entrega de cestas
A Ponte divulgou, por meio do site oficial, que realizou na última sexta-feira a segunda entrega em setembro de cesta básica de alimentos aos funcionários e também anunciou que “os atrasos de salários de todos funcionários serão equacionados e colocados em ordem nos próximos dias”.
Ponte entrega cestas básicas aos funcionários
Paulo Santana/ PontePress
Sobre a ajuda dos torcedores, o posicionamento foi o seguinte – dado pelo diretor jurídico José Henrique Specie:
— A Associação Atlética Ponte Preta esclarece que preza pela conduta ética e profissional na gestão da instituição. O clube não interfere, não monitora e não se responsabiliza por relações ou atividades particulares de torcedores, conselheiros, atletas ou colaboradores fora do âmbito de suas obrigações e relações institucionais, cabendo exclusivamente aos envolvidos eventuais esclarecimentos. A Associação Atlética Ponte Preta reafirma seu compromisso contínuo com a legalidade, o profissionalismo e a ética em todas as suas atividades.
“Quase insolvência”
Em entrevista no último fim de semana, quando os associados rejeitaram a criação da SAF (Sociedade Anônima de Futebol), o diretor jurídico alvinegro, José Henrique Specie, citou que a Ponte vive “um cenário de quase insolvência”.
Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta
Marcos Ribolli/ PontePress
Segundo uma auditoria feita durante as conversas com um grupo de investidores para a criação da SAF (a proposta era de aproximadamente R$ 1 bilhão), a dívida total do clube gira em torno de R$ 320 milhões (sem considerar o débito relacionado ao IPTU, estimado em cerca de R$ 20 milhões), com um déficit mensal nas casas dos R$ 2,8 milhões.
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O último balanço do clube, relacionado a 2025, último ano da gestão de Marco Antonio Eberlin como presidente (hoje ele é vice de Luiz Alves Torrano e diretor de futebol), apresentou um déficit de R$ 33.575,770 no período.
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