Análise: Flamengo é incompetente no ataque, não encaixa o jogo nos 180 minutos e cai diante do Estudiantes
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Favorito pelo investimento e por ser o protagonista na América do Sul nos últimos anos, o Flamengo não conseguiu em nenhum momento provar que merecia carregar esse peso durante os confrontos com o Estudiantes – dois empates por 0 a 0. Se alguns esperavam um embate tranquilo pela óbvia diferença técnica entre os elencos, o que se viu foi a classificação do time que soube implementar melhor sua estratégia de jogo. O clube carioca foi incompetente nos 180 minutos e nas cobranças de pênaltis e pagou caro por isso.
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O time de Leonardo Jardim sai do confronto em uma disputa de pênaltis com três dos principais líderes do elenco desperdiçando as cobranças. Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique erraram os chutes em noite brilhante de Muslera, que demorou praticamente 140 minutos até de fato ser testado – e mesmo assim precisou trabalhar pouco no tempo normal. A única grande chance foi com Plata, já no fim da segunda etapa.
Se o grande problema da temporada vinham sendo as finalizações em profusão sem eficiência, desta vez não houve nem oportunidades para contar história. Faltou tudo ofensivamente. Inspiração, técnica, eficiência e capricho. Ninguém se salvou neste quesito, tanto em La Plata quanto no Rio de Janeiro. No primeiro jogo, Bruno Henrique mal viu a cor da bola. No segundo, Pedro apareceu bem duas vezes, mas sumiu no restante do duelo. Os pontas não funcionaram e nem os meio-campistas. Não há nada a se tirar de útil da parte ofensiva.
Jorginho lamenta pênalti perdido em Flamengo x Estudiantes
Pablo PORCIUNCULA / AFP
Nem mesmo um a mais em campo foi capaz de fazer o Flamengo se portar melhor e de fato pressionar o Estudiantes. O time ficou com a bola, mas faltou critividade. Léo Pereira insistiu em cruzamentos sem destino. O nível baixo de poder de jogo assustou em alguns momentos. Os argentinos, que apostaram no jogo físico e fecharam magistralmente os espaços, também souberam fazer o tempo passar. Os cariocas, aparentemente, não entenderam o jogo em nenhum momento.
Outro fator a se mencionar foi a demora de Jardim em mexer na equipe. O treinador optou por iniciar com Pedro na vaga de Bruno Henrique e manter Paquetá como camisa 10. Não funcionou. No segundo tempo, Baltasar Rodríguez foi expulso aos quatro minutos. A primeira mudança de Arrascaeta na vaga de Carrascal aconteceu somente aos 18. O português só foi abrir de verdade a equipe aos 35, quando tirou Pulgar, Lino e Alex Sandro para as entradas de Bruno Henrique, Plata e Ayrton Lucas. Logo em seguida, o time criou a chance mais clara com Plata e outra boa com Paquetá.
Dos seis confrontos contra o Estudiantes nos últimos dois anos, pode-se dizer que o Flamengo só jogou bem de verdade uma vez. O conhecimento do adversário não fez o time chegar próximo de saber ler e prever melhor o que viria pela frente, diferentemente do que fizeram os visitantes. Difíceis em todos os duelos, eles chegaram ao ápice nesta semifinal anulando as principais valências rubro-negras.
A derrota faz com que o Flamengo traga para si uma obrigação ainda maior de ser campeão brasileiro. É preciso virar a chave imediatamente e fazer com que a atuação demonstrada contra o Bahia no fim de semana seja regra e não exceção.
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