Análise: Ponte tenta separar o que acontece em campo da crise que a afunda fora dele
Ponte Preta 1×1 Atlético-GO | Melhores momentos | 34ª rodada | Brasileirão Série B
A Ponte Preta voltou a campo na sexta-feira tentando repetir um exercício que tem marcado a reta final de uma temporada desastrosa: deixar os problemas do clube do lado de fora e competir da forma mais digna possível dentro das quatro linhas.
Em um ano com rebaixamentos no Campeonato Paulista e na Série B, salários atrasados e um ambiente de profunda descrença, o empate por 1 a 1 com o Atlético-GO mostrou mais uma vez um elenco empenhado em construir uma realidade diferente daquela vivida pela instituição.
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Diante de apenas 345 torcedores no Moisés Lucarelli – o pior público da atual edição – e contra um adversário que ainda luta pelo acesso à elite nacional, a Ponte encontrou forças para equilibrar um duelo que, tecnicamente, parecia bastante desigual.
Lance de Ponte Preta x Atlético-GO
Raphael Teixeira/ACG
Gilson Kleina montou um time consciente de suas limitações. A proposta priorizou a proteção defensiva, fechando espaços para o Atlético-GO e apostando em contra-ataques esporádicos e na bola parada. Não era o plano mais vistoso, mas era o mais adequado para as circunstâncias.
O roteiro do primeiro tempo seguiu exatamente o esperado. O Atlético-GO teve mais posse de bola, controlou territorialmente a partida e passou a maior parte do tempo rondando a área alvinegra. A Ponte resistiu e foi eficiente quando teve sua oportunidade.
Veja a entrevista do técnico Gilson Kleina após Ponte Preta 1 x 1 Atlético-GO
Na reta final da etapa inicial, em sobra após cobrança de falta, Rodrigo Souza colocou novamente na área, a defesa adversária cochilou, e David da Hora aproveitou o desvio para abrir o placar.
O gol premiava menos o volume ofensivo pontepretano e mais a disciplina tática de uma equipe que compreendeu como precisava jogar para competir.
No segundo tempo, o cenário praticamente se repetiu. O Atlético-GO empurrou a Ponte para trás e assumiu o controle das ações, enquanto os donos da casa tentavam sobreviver defensivamente.
Mesmo assim, a Macaca teve a chance mais clara para definir a partida. Ryan Andrade escapou em velocidade, mas desperdiçou a oportunidade que poderia ter ampliado a vantagem e mudado a história do jogo. Fez falta depois.
Quando o resultado parecia encaminhado, João Pedro aproveitou uma jogada sem grande perigo aparente e empatou aos 41 minutos. Nos instantes finais, o Atlético-GO ainda pressionou em busca da virada, mas sem sucesso.
Placar do estádio Ítalo Mário Limongi em Ponte x Atlético-GO
O empate não muda rigorosamente nada na temporada. A Ponte continua afundada na última colocação da Série B e sem perspectiva de melhora no futuro próximo.
Mas o resultado ajuda a explicar um esforço de quem busca superar dificuldades que consomem o dia a dia dos envolvidos – dentro e também fora do clube. Enquanto a instituição acumula problemas administrativos, financeiros e esportivos, os jogadores seguem tentando preservar a própria dignidade profissional.
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A campanha continua histórica pelos motivos errados. Com 14 pontos, a Ponte ainda convive com a ameaça de terminar a Série B com a pior campanha da história da competição. A marca pertence ao Duque de Caxias, que somou 17 pontos em 2011.
Restando quatro rodadas para o encerramento do campeonato, esse passa a ser um dos poucos objetivos possíveis para uma equipe que já não tem nada a disputar na tabela.
Dentro de campo, a Ponte segue tentando competir. Fora dele, porém, a realidade continua muito mais difícil de enfrentar. geRead More


