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Arena multiuso, investimento milionário e mais: as promessas de Edson Silva ao Figueirense

Arena multiuso, investimento milionário e mais: as promessas de Edson Silva ao Figueirense

Conselho escolhe proposta para compra da SAF do Figueirense
Edson Silva estava atuando como o representante da Pansports no projeto de compra da SAF do Figueirense. Contudo, nesta terça-feira, o empresário recuou das tratativas, alegando que facilitaria na condução dos trabalhos e evitaria conflitos internos.
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Edson Silva recua de projeto ligado à Pansports no Figueira
Além da mensagem da saída dele do projeto, enviada à imprensa, Edson Silva disponibilizou um documento com algumas propostas que ele tinha para o clube. Entre elas, transformar a área do estádio Orlando Scarpelli e do antigo ginásio Carlos Alberto Campos em uma arena multiuso, com torres residenciais e comerciais, shopping e área de lazer.
No documento, Edson Silva diz que já há um grupo estrangeiro com contrato de confidencialidade e pré-proposta de gerar a construção do projeto imobiliário. Contudo, ele diz que ainda não foi entregue ao clube.
De acordo com o documento, a arena multiuso teria capacidade para 21.500 pessoas em assentos cobertos e 35 mil lugares destinados em megashows.
As fotos abaixo são do estudo prévio do projeto arquitetônico da arena multiuso, em que, no documento, diz que foi contratado e pago por Edson Silva.
Projeto para arena multiuso no estádio Orlando Scarpelli
Divulgação
Projeto para arena multiuso e torres residenciais e comerciais no estádio Orlando Scarpelli
Divulgação
Vista de cima do projeto para arena multiuso e torres residenciais e comerciais no estádio Orlando Scarpelli
Divulgação
Abaixo, o ge relembra outras propostas que Edson Silva fez ao apresentar o projeto ao Figueirense.
Elas foram retiradas de duas participações do empresário ao programa Debate Diário, da rádio CBN Floripa, nos dias 1° e 4 de junho.
Responsabilidade do projeto
— A Nexxera é o grande alicerce para muita coisa que a gente vai fazer. Mas sempre digo que temos que tomar cuidado entre a paixão e botar dinheiro sem ter um projeto responsável. Reunir grupos que tenham visões complementares é muito importante nisso. Então, a Nexxera vai estar por trás, dando o alicerce que for necessário, mas precisamos separar as coisas. Eu fiz isso no passado, botando dinheiro com recurso da empresa ou pessoal, e não dava resultado. Essa associação com a Pansport, que é um projeto da Pedra Branca, fantástico, a gente acredita que vai ter muito mais resultado.
Investimento inicial
— O investimento dessa fase inicial é estimado em R$ 83 milhões, que envolvem RJ, Clave, várias pendências pequenas e colocar a folha em dia. O investimento após isso, depois de colocar o clube em pé, são recursos que vêm de terceiros interessados e podem passar dos R$ 500 milhões.
Prioridade inicial no futebol
— A resposta imediata que temos de dar é no futebol. A nossa prioridade agora é resgatar o futebol, a base e a formação de atletas. O Figueirense sempre foi um grande celeiro de atletas. E os projetos, assim como entregamos ao Conselho, a gente pensa a partir de 2028. Apesar de se falar muito, eles têm de vir na sequência da reestruturação do clube.
Estádio Orlando Scarpelli drone
Daniel Pauli/FFC
Proposta de projeto imobiliário
— Nada vai pertencer a terceiros, sempre ao clube, associação ou SAF. É uma fonte geradora de receita.
— A questão imobiliária, principalmente a do terreno do ginásio, será transferida para a SAF, porque há um ativo real, valorizado e com oportunidade de ocupação. Gera receita importante no valor final de venda e na recorrência, na locação dos espaços quando ficar pronto.
— Ali há um belo local para estabelecer um shopping, uma área de lazer. O clube tem de sobreviver de outros recursos. A nossa história é do mercado de capitais. Existe dinheiro bom querendo entrar. A gente projeta investimentos na ordem de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões nos próximos anos.
— O projeto que a gente prevê é de um boulevard com lojas, salas e eventos. No ginásio, a gente prevê um shopping com torres residenciais e uma reforma no estádio para que possa ser utilizado com outros fins, com ligação entre o estádio, com passarela até o terreno do ginásio.
— Esses milhões vêm daí, de outros investidores que possuem interesse. Isso vai gerar uma receita recorrente de mais de R$ 3 milhões para o clube. Queremos começar em 2028, porque primeiro precisamos cuidar do futebol.
Contratação de profissionais
— Não adianta só pagar dívida. No dia seguinte, acabou o dinheiro. Temos de olhar para frente. Não temos vaidade de ocupar algum cargo. Vamos botar um CEO lá dentro. Precisamos de pessoas com competência para o futebol.
— Estamos trazendo profissionais de mercado, que são formados lá fora, na Europa. Queremos trazer um pouco da cultura europeia. A gente vem conversando com muita gente, muito ex-jogador que passou pelo clube e que tem se colocado à disposição para nos ajudar. Não vou expor os nomes.
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