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Ataque a tiros em escola da França será investigado pela procuradoria antiterrorismo

Ataque a tiros em escola da França será investigado pela procuradoria antiterrorismo

 Aluno de 14 anos abre fogo com espingarda em escola na França e deixa feridos
A Procuradoria Nacional Antiterrorismo da França informou nesta terça-feira (13) que assumiu a investigação sobre o ataque a tiros em uma escola perto de Marselha, no sul do país, ocorrido na segunda-feira (12).
A investigação inicial apontou que o estudante suspeito, de 14 anos, aparentemente fazia parte de um grupo chamado True Crime Community (TCC).
“O TCC é um ecossistema de comunidades on-line que glorifica autores de massacres e, de determinadas formas, incentiva o uso de violência extrema”, afirmou a procuradoria em comunicado.
Um estudante atirou e feriu dois professores na segunda-feira, em uma escola de Aubagne, perto de Marselha. A arma usada foi um rifle de caça escondido em um estojo de guitarra.
Alunos e pais do lado de fora da escola Lakanal em Aubagne, no extremo sul da França, após ataque a tiros em 12 de outubro de 2026.
Reuters
Entenda o caso
O incidente ocorreu na escola Lakanal em Aubagne, cidade no extremo sul do país próxima a Marselha. O diretor do colégio e uma professora ficaram feridos após serem atingidos por disparos de uma espingarda de caça, segundo o gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.
O diretor e a professora foram internados e atendimento médico no local e nenhum dos dois corre risco de morrer, afirmou o gabinete do premiê.
Uma estudante do nono ano da escola Lakanal disse à agência de notícias Reuters que os alunos saíram correndo das salas de aula quando ouviram os dois disparos de espingarda.
“Ouvimos estrondos e saímos da sala. Pareciam fogos de artifício estourando, mas depois percebemos que eram tiros. Eu e meu amigo olhamos para trás e ele [aluno autor do ataque] estava lá carregando uma arma. Então, entramos em pânico e corremos. (…) Havia sangue nos dois primeiros andares. Não sabíamos o que estava acontecendo. O instinto de sobrevivência falou mais alto, e corri em direção à saída. (…) Fiquei assustada, eu poderia ter morrido”, disse a estudante.
Segundo a aluna, que não teve sua identidade revelada, sua professora de matemática inicialmente havia minimizado o barulho causado pelo primeiro disparo, atribuindo-o a obras nas proximidades. Porém, o segundo disparo foi seguido pelo acionamento de um alarme.g1 > Mundo Read More