RÁDIO BPA

TV BPA

Dia do Idoso: os 10 melhores países para se aposentar — e quanto você precisa ganhar para morar lá

Dia do Idoso: os 10 melhores países para se aposentar — e quanto você precisa ganhar para morar lá

 ‘Pode Perguntar’ responde dúvidas sobre aposentadoria e benefícios do INSS
Nesta quinta-feira (1º), quando é celebrado o Dia Nacional do Idoso, o g1 mostra quais são os 10 melhores países para se aposentar em 2026, segundo um estudo da Global Citizen Solutions.
🔎 O Brasil não aparece no ranking principal, mas se destaca em outro critério: ocupa o 3º lugar no mundo entre os destinos para quem busca um segundo passaporte.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Em primeiro lugar, o Uruguai foi escolhido como o melhor lugar para se aposentar. O país aparece à frente de Ilhas Maurício, Espanha, Costa Rica e Portugal, que completam os cinco primeiros colocados.
O ranking compara 46 programas de visto voltados a aposentados e pessoas com renda passiva — ou seja, quem recebe dinheiro de fontes como aposentadoria, investimentos ou aluguéis, sem necessariamente trabalhar no país.
Além de analisar quanto é preciso comprovar de renda para obter a residência, o estudo considera fatores como:
qualidade de vida;
facilidade para viajar para outros países;
regras para obtenção de cidadania;
tributação e burocracia;
custos de entrada.
No caso do Uruguai, por exemplo, é preciso comprovar uma renda estável de pelo menos US$ 1.700 (R$ 8.789 mil) por mês. Em contrapartida, o programa concede residência permanente diretamente, sem uma etapa anterior de residência temporária.
Veja abaixo os 10 primeiros colocados.
grafico
grafico
1. Uruguai
Montevidéu, no Uruguai.
Reprodução/Turismo oficial do Uruguai
O Uruguai ocupa a primeira posição por apresentar, segundo o estudo, um desempenho consistente nos cinco critérios analisados. O país é um dos dois do ranking que alcançam pelo menos 75 pontos em todos os cinco pilares considerados pela pesquisa.
Para se aposentar no país, é necessário comprovar renda estável mínima de US$ 1,7 mil por mês (R$ 8,7 mil). As taxas governamentais variam de US$ 100 (R$ 517) a US$ 300 (R$ 1,55 mil), e o programa concede residência permanente diretamente.
O relatório também destaca a possibilidade de cidadania depois de 3 a 5 anos, desde que sejam cumpridas as condições previstas, e a possibilidade de manter a nacionalidade de origem.
Outro ponto citado é o chamado Tax Holiday 2.0, que prevê isenção de imposto sobre capitais estrangeiros por 10 anos.
2. Ilhas Maurício
Ilhas Maurício
Unsplash/Xavier Coiffic
Ilhas Maurício aparece em segundo lugar e se destaca principalmente pelas regras tributárias. O país utiliza um sistema territorial, que, segundo o estudo, não tributa pensões ou rendimentos estrangeiros. Também não há cobrança de impostos sobre patrimônio ou herança.
O requisito de renda é de US$ 2 mil por mês (R$10,3 mil), ou uma transferência anual de US$ 24 mil (R$ 124 mil).
O programa também permite incluir uma ampla quantidade de familiares, como cônjuge, filhos de até 24 anos e pais.
3. Espanha
Igreja românica de Santa Maria, na Espanha.
Reprodução/Portal oficial de turismo da Espanha
A Espanha se destaca nos critérios de qualidade de vida e mobilidade. O relatório cita a infraestrutura do país, a força do passaporte e uma expectativa de vida de 84 anos.
O visto Não-Lucrativo exige renda passiva mínima de € 2,4 mil por mês (R$ 14 mil), equivalente a 400% do Indicador Público de Renta de Efectos Múltiples (IPREM), um índice que calcula subsídios e auxílios sociais.
O processo é estimado em quatro a oito meses. Por outro lado, o estudo aponta que é necessário planejamento tributário, já que o país possui tributação progressiva sobre a renda global.
4. Costa Rica
Penínsua de Nicoya, Costa Rica
Reprodução/CostaRica.org
A Costa Rica combina, segundo o relatório, baixo custo de entrada e regras tributárias favoráveis.
O visto Pensionado exige uma pensão vitalícia de pelo menos US$ 1 mil por mês (R$ 5,17 mil). O valor não aumenta pela inclusão de dependentes diretos.
O estudo também destaca o sistema tributário territorial do país, que isenta aposentadorias estrangeiras de impostos, além de não cobrar impostos sobre patrimônio ou herança.
A residência pode levar à naturalização depois de sete anos.
5. Portugal
Praia da Falésia, Portugal
Wirestock/Freepik
Portugal aparece em quinto lugar com o visto D7, voltado a pessoas que possuem renda própria.
O requisito mínimo é de € 920 por mês (R$ 5,3 mil), valor indexado ao salário mínimo nacional. Para o cônjuge, acrescentam-se 50% desse valor; para cada filho dependente, mais 30%.
O programa aceita diferentes tipos de renda passiva, como pensões, dividendos e aluguéis.
O relatório destaca ainda a qualidade de vida, a segurança e a possibilidade de circulação pelo espaço Schengen. Entre os pontos de atenção citados pelo estudo estão os prazos burocráticos para emissão do visto.
6. Paraguai
Cachoeira no Paraguai.
Reprodução/Site oficial de turismo do Paraguai
O Paraguai aparece como uma das alternativas de menor custo entre os 10 primeiros.
A renda mínima exigida é de US$ 1,2 mil por mês (R$ 6,2 mil), proveniente de aposentadoria ou dividendos. O processo leva, segundo o estudo, entre três e seis meses.
O país também utiliza um sistema tributário territorial e, de acordo com o relatório, não cobra imposto sobre receitas de fonte estrangeira.
O Paraguai ainda lidera a classificação específica de “Budget Retiree”, que considera a combinação entre custo de entrada e eficiência tributária.
7. Letônia
Casa dos Cabeças Negras, na Letônia.
Reprodução/Site oficial de turismo da Letônia.
A Letônia aparece em sétimo lugar e é apresentada pelo estudo como uma das rotas mais rápidas para aposentados na Europa.
O requisito é uma renda mínima de € 1,23 mil por mês (R$ 7,21 mil). A taxa governamental padrão é de € 160 (R$ 937), e o tempo de análise informado pelo relatório é de aproximadamente dois meses.
O programa é direcionado a pessoas com 65 anos ou mais que sejam de países isentos de visto.
A residência também permite circulação pelo Espaço Schengen, a zona livre que reúne 29 países europeus.
8. Andorra
Projeto Beyond Walls em Andorra
Divulgação/Valentin Flauraud
Andorra aparece entre os 10 primeiros, mas tem um requisito financeiro significativamente maior que os demais países.
O interessado precisa comprovar renda de fonte estrangeira de pelo menos € 54,9 mil por ano (R$ 321,78 mil), além de aproximadamente € 18,3 mil por dependente (R$ 107,26 mil).
Também é necessário fazer um investimento local de € 1 milhão (R$ 5,86 milhões), que pode ser destinado a imóveis, fundos bancários ou títulos públicos.
Por isso, o programa é apresentado pelo relatório como uma alternativa voltada a pessoas com patrimônio elevado. O estudo destaca ainda a segurança e a qualidade de vida do país e regras tributárias que incluem imposto de renda de no máximo 10%.
9. Itália
Bandeira da Itália em Roma
Wesley Bischoff/g1
A Itália ocupa a nona posição e combina os critérios relacionados à vida na Europa com regras de mobilidade e cidadania.
O visto de Residência Eletiva exige renda passiva mínima de € 31 mil por ano (R$ 181,66 mil), equivalente a cerca de € 2.,5 mil por mês (R$ 15,13 mil). O visto não permite trabalho local.
O relatório também destaca a possibilidade de dupla cidadania e regimes fiscais específicos. Entre eles está uma alíquota fixa de 7% sobre rendimentos estrangeiros para aposentados que se mudem para pequenas comunas no sul do país.
10. Grécia
Lagoa de Balos, na Grécia
Krzysztof Dubiel/ Unsplash
A Grécia fecha o top 10. O país exige renda mínima de € 3,5 mil (R$ 20,5 mil) por mês, com acréscimo de 20% para o cônjuge e de 15% por filho.
Segundo o estudo, a Grécia alcança a pontuação máxima no critério de Mobilidade e Cidadania. O país permite dupla cidadania e o caminho para naturalização é de sete anos.
O relatório também destaca um regime tributário especial que estabelece uma taxa fixa de 7% sobre rendas e pensões estrangeiras por até 15 anos.
grafioc
graficog1 > Mundo Read More