Donald Trump declara apoio a Netanyahu na eleição de Israel
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O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald.
Reprodução: X (@IsraeliPM)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (18) apoio ao seu aliado Benjamin Netanyahu, enquanto o primeiro-ministro israelense de longa data busca vantagem na eleição parlamentar da próxima semana.
Trump elogiou Netanyahu como um “grande primeiro-ministro guerreiro” e parceiro na busca pela paz, atribuindo a ele o mérito de ter se juntado aos Estados Unidos no lançamento de ataques contra o Irã em fevereiro.
O conflito, que está em seu sétimo mês, desorganizou os mercados de energia em todo o mundo e provocou estragos no Oriente Médio, danificando infraestrutura crítica e desestabilizando economias da região.
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“Bibi Netanyahu foi forte, corajoso e brilhante diante de uma oposição tremenda, inclusive aquela vinda do próprio Israel”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social.
“Apesar de tudo isso, ele perseverou e, na verdade, prosperou! Vi Bibi nos momentos mais difíceis. Homens ou mulheres comuns, em situações assim, teriam sucumbido à pressão — mas Bibi não sucumbiu. Na verdade, ficou ainda mais forte e mantém essa mesma Força hoje.”
Em sua mensagem, dirigida ao “Grande Povo de Israel”, Trump acrescentou: “Que esta Carta sirva para representar meu Apoio Completo e Total a Bibi Netanyahu em sua próxima disputa pela reeleição como primeiro-ministro de Israel.”
Netanyahu responde
Em um pronunciamento após a declaração de Trump, Netanyahu pediu aos eleitores israelenses que ainda estão indecisos que levem em consideração o apoio do presidente americano. Segundo ele, Trump afirmou que a parceria entre os dois produziu “coisas maravilhosas” e que ainda há uma missão a ser concluída.
Netanyahu falou ao povo israelense em um vídeo publicado em suas redes sociais.
Reprodução
Netanyahu disse que Israel e Estados Unidos enfrentaram juntos o Irã e o que chamou de “eixo iraniano”, além de terem afastado a ameaça imediata de bombas nucleares. Ele afirmou que a parceria com Trump continuará para completar essa missão nos próximos dois anos, “ou talvez antes”.
Ao defender sua permanência no cargo, Netanyahu apresentou a relação com Trump como uma questão central da eleição. “Essa é a maior consideração”, afirmou. “Há outras coisas importantes, mas esta é a nossa própria existência.”
Netanyahu também disse que Trump fará a missão “apenas se nós dois a fizermos juntos” e, ao final, pediu diretamente o voto dos eleitores: “Ouçam-no, ponderem estas coisas e votem em mim.”
Eleições em Israel
O apoio de Trump não necessariamente dará um impulso a Netanyahu e ao seu partido Likud, de direita, na eleição nacional de 27 de outubro, já que o apoio da população israelense a Trump diminuiu em meio a divergências entre Israel e Estados Unidos sobre o Irã.
Pesquisas indicam que nenhum candidato tem um caminho claro para chegar ao poder. O primeiro-ministro de Israel é escolhido por meio da formação de coalizões no Parlamento, e não por voto popular direto.
Será a primeira eleição de Israel desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que abalou o país e mergulhou o Oriente Médio em uma crise, enquanto Israel entrou em guerra em Gaza, no Líbano e no Irã.
A eleição poderá determinar se Netanyahu continuará no poder após um dos períodos mais importantes da história de Israel ou se será derrotado por rivais de centro que prometem inaugurar uma nova era.
Netanyahu agradeceu prontamente a Trump no X, escrevendo: “Juntos, vamos completar a missão!”
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