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Enderson exalta peso da reta final da Série B: “É uma Copa do Mundo”

Enderson exalta peso da reta final da Série B: “É uma Copa do Mundo”

Novorizontino encara o líder Vila Nova em Goiânia valendo a primeira posição da Série B
A cinco rodadas do fim da Série B do Campeonato Brasileiro, o Novorizontino tem um confronto direto pela liderança da competição. Vice-líder, com 60 pontos, o Tigre do Vale visita o Vila Nova, que soma 61 e ocupa a primeira colocação. A partida pode mudar o topo da tabela e representa mais um passo importante na disputa pelo acesso à elite nacional.
Às vésperas do confronto, o técnico Enderson Moreira e o zagueiro Carlinhos destacaram a importância da partida, o equilíbrio da competição e a necessidade de manter a concentração na reta final. O treinador reforçou o respeito ao adversário e comparou o momento a uma fase eliminatória.
— É como se fosse uma Copa do Mundo. Passamos por uma fase classificatória, estamos chegando agora no mata-mata, na fase em que precisamos vencer para chegar ao grande objetivo. Os erros precisam ser mínimos. Qualquer erro pode determinar um não acesso. Em contrapartida, o acerto favorece muito a poder brigar por essas duas vagas diretas — afirmou Enderson.
Enderson Moreira durante treinamento do Novorizontino
Juan Rodrigues/Novorizontino
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O treinador reconheceu a importância do confronto para as duas equipes e elogiou a campanha do Vila Nova, que permaneceu por boa parte da competição entre os primeiros colocados. Enderson também destacou a força da torcida colorada, a evolução estrutural do clube e a relação pessoal que mantém com Goiânia.
— É um confronto muito importante dentro da competição, direto para duas equipes que têm o objetivo de buscar o acesso diretamente. Às vezes, as pessoas falam: “Está desmerecendo um pouquinho esse confronto porque está com medo?”. Não existe um treinador com 15 anos de experiência em Série B, Série A, Copa do Brasil e Libertadores que possa ter medo. O que as pessoas chamam de medo, eu tenho muito respeito.
— A equipe do Vila tem demonstrado muita regularidade na competição, talvez seja uma das equipes que mais permaneceram no G6. Tem uma torcida apaixonada, que sempre faz uma festa maravilhosa. Tenho lembranças ótimas de confrontos no Serra Dourada, com o público. Imagino que, se o estádio tivesse capacidade para 30 mil ou 40 mil pessoas, teria ocupação total. É um momento muito especial vivido pelo Vila Nova.
Enderson também valorizou o desenvolvimento do clube goiano nos últimos anos.
— É uma equipe que teve muitas dificuldades no passado em termos de gestão e de como pensar futebol. Nos últimos anos, encaminhou muito bem esse planejamento. Tivemos a oportunidade de conhecer o CT do Vila Nova, e o CT está maravilhoso. Ficamos felizes pelo clube, porque Goiânia é uma cidade pela qual tenho um carinho enorme. Morei ali por mais de três anos, mas também tenho muito respeito pelos outros adversários.
O comandante do Novorizontino lembrou que a reta final reserva outros compromissos difíceis, independentemente do resultado em Goiânia. Ele citou adversários que também estão na disputa pelas primeiras posições e ressaltou que uma vitória não pode provocar queda de rendimento nas rodadas seguintes.
— Eu tenho confrontos com Atlético-GO, Operário, Fortaleza e Criciúma. Já tendo enfrentado essas equipes no primeiro turno, imagino as dificuldades que teremos também agora no returno. Gostaria muito que o número de 63 pontos fosse suficiente para a gente poder comemorar o acesso ou, pelo menos, a primeira ou segunda colocação. Não é suficiente, então vamos ter que pontuar contra essas outras equipes.
— Precisamos manter o foco, porque às vezes consegue uma vitória, há um entusiasmo natural e depois um relaxamento nos outros confrontos. E não podemos relaxar hora nenhuma. Essa competição nos ensinou durante a temporada que todo adversário é extremamente difícil.
O técnico espera uma partida movimentada, com duas equipes dispostas a buscar a vitória, e reforçou que o resultado pode ter impacto importante na disputa pelo acesso.
— Tenho na minha cabeça que vai ser um jogo muito bom. São duas equipes que jogam para a frente, que querem sempre vencer seus jogos. Tem tudo para ser uma grande partida, muito importante dentro da competição. Quem realmente vencer esse jogo dá um passo enorme para o seu objetivo final, mas precisa manter a concentração nessas últimas partidas. É um campeonato muito traiçoeiro, muito equilibrado, e é muito importante o foco e a concentração para terminar bem até os últimos jogos.
Questionado sobre a movimentação da imprensa goiana em torno da arbitragem antes do confronto, Enderson afirmou não ter acompanhado os relatos, mas demonstrou confiança na preparação do árbitro Felipe Fernandes de Lima para conduzir a partida.
O treinador também mencionou um problema pessoal envolvendo o profissional e um integrante da comissão técnica do Tigre no passado.
— Em relação à arbitragem, não vi nada, não acompanhei nenhum tipo de relato. O que posso falar é que o Felipe é um árbitro preparado para um jogo desse tamanho, que tem tido experiências em grandes jogos, na Série A também. O Felipe teve um problema com um membro da nossa comissão técnica, um problema pessoal no passado. O que mais temos como ideia e certeza é que isso possa ter ficado para trás e que ele possa, acima de tudo, fazer uma arbitragem como costuma fazer.
– É um árbitro que acompanha o jogo de perto, que possa comandar bem essa partida e ser o mais discreto possível. A discrição é sinônimo de qualidade de arbitragem, de um árbitro que tem segurança na sua condução, que tem critério e vai marcar tudo aquilo que realmente perceber. Estamos com uma expectativa muito boa em relação a isso, pela capacidade do Felipe e por ter comandado, nos últimos anos, jogos extremamente decisivos e importantes no cenário nacional.
Enderson também avaliou o peso de enfrentar adversários que disputam diretamente as vagas de acesso nas últimas rodadas. Para o treinador, esses jogos têm uma característica especial.
— O confronto direto é aquele jogo muito especial. Você sabe que está enfrentando o seu oponente de uma forma direta, numa partida em que pode pontuar e fazer com que ele não pontue. Muitas vezes você pontua e fica torcendo por resultados. O nível de sofrimento não acaba com o seu jogo. Você termina esgotado pela pressão e pelo estresse, e logo em seguida alguém fala de outro resultado. Você fica vivendo aquela agonia, parece que não termina, que perdura durante muito tempo.
— Em contrapartida, são jogos muito difíceis, porque o adversário também tem o mesmo objetivo que você e, tecnicamente, são equipes que estão vivendo um bom momento. De alguma forma, são equipes que mantiveram regularidade na competição. São jogos especiais, e precisamos estar muito concentrados.
Carlinhos, zagueiro do Tigre
Juan Rodrigues/Novorizontino
O zagueiro Carlinhos, de 31 anos, também projetou a partida contra o Vila Nova. O defensor vestiu a camisa do time de Novo Horizonte 13 vezes nesta temporada. O atleta destacou que o grupo tem tratado os compromissos finais com seriedade, independentemente da posição dos adversários na tabela.
— As expectativas são sempre as melhores. Encaramos esse jogo como importantíssimo, assim como as rodadas que faltam, e vem tratando isso sempre com muita seriedade. Por ser o líder, para nós isso pouco muda, porque também estamos buscando a liderança. Temos que tratar com muita importância. Estamos trabalhando firme para esse jogo e para os próximos que virão, com muita determinação.
Para o defensor, os confrontos diretos podem ser positivos na disputa pelo acesso, já que o resultado interfere diretamente na pontuação de um concorrente. Carlinhos também destacou a importância de somar pontos longe de casa.
— Ponto fora de casa é muito importante. Tomamos isso como uma vitória, porque o fator casa conta muito, como temos aproveitado os momentos na nossa casa. Acredito que o confronto direto é melhor do que enfrentar quem está na parte de baixo, porque às vezes a parte de baixo vem um pouco sem responsabilidade, não está naquela disputa direta.
— O confronto direto é o que falamos que separa os homens dos meninos. Já dá uma vantagem para quem precisa e define quem se coloca melhor. Acho bem melhor do que enfrentar quem está um pouco mais abaixo.
Carlinhos também falou sobre o retorno à equipe após a lesão. O zagueiro explicou que vinha em uma sequência positiva antes de se machucar, mas reconheceu o desempenho de Gabriel Bahia, que ocupou a vaga e conseguiu se manter entre os titulares.
— Por uma infelicidade, acabei me lesionando. Estamos sujeitos a lesões. Eu estava tendo uma boa sequência, mas o Gabriel entrou bem e se manteve bem no time. Esperamos uma oportunidade trabalhando com seriedade, como sempre trabalhamos.
O zagueiro também valorizou a continuidade do grupo montado pelo Novorizontino. Segundo ele, a manutenção de uma base desde o Campeonato Paulista contribuiu para a construção de um elenco capaz de responder às necessidades da comissão técnica.
— Desde o início vimos a força do grupo, porque não tivemos tantas mudanças dentro do elenco. É um grupo que permaneceu desde o Paulista. Alguns novos chegaram, como eu, para o campeonato brasileiro, mas todo mundo vem trabalhando e se dedicando.
— Quem está entrando está dando conta do recado, e tem que ser assim. O jogador tem que estar preparado para a oportunidade quando ela aparecer. Graças a Deus, agora estamos tendo essas oportunidades e todo mundo está aproveitando muito bem. Um grupo forte é o que define um acesso, define um título na sequência do campeonato.
Carlinhos ainda comentou o ambiente no vestiário às vésperas das últimas rodadas. Mesmo com o Aurinegro na vice-liderança e próximo de garantir o acesso, o defensor ressaltou a importância de administrar a pressão e manter o grupo unido.
— O nosso ambiente é muito bom. Desde as posições que vínhamos conseguindo na tabela, quando estávamos no meio, um pouco com dificuldade, até depois que engrenamos naquela sequência de vitórias, o ambiente foi muito bom.
— Por mais que estejamos em segundo lugar e saibamos que faltam cinco rodadas, precisamos estar bem mentalmente e firmes. Tentamos deixar o ambiente mais tranquilo para não ter tanta cobrança de “precisamos subir, precisamos do acesso”, mas sabemos dessa importância. Tentamos manter todo mundo bem, junto, se unindo para facilitar esse momento de reta final — concluiu.
O Tigre do Vale encara o líder Vila Nova neste domingo, às 18h, no estádio OBA, em Goiânia. geRead More