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Guarani segue com salários atrasados e não dá previsão de pagamento aos jogadores

Guarani segue com salários atrasados e não dá previsão de pagamento aos jogadores

Executivo de futebol cita erros que marcaram a temporada do Guarani
O Guarani segue com salários atrasados para jogadores e funcionários e não tem previsão para regularizar os pagamentos. O clube enfrenta dificuldades de fluxo de caixa desde a reta final da Série C do Campeonato Brasileiro e acumula pendências referentes a diferentes períodos da remuneração do elenco.
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Entre os jogadores, o Bugre deve os direitos de imagem de junho, julho, agosto e setembro, além dos salários registrados em carteira. Sem entrar em campo desde a eliminação na primeira fase da Série C, no fim de agosto, o elenco está de férias e aguarda uma definição sobre a situação financeira do clube.
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Pessoas ligadas à alta cúpula ouvidas pelo ge descreveram o cenário como pessimista diante da falta de recursos. A expectativa dos atletas está relacionada ao avanço da proposta de Roberto Graziano para assumir 90% da futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mas o processo ainda depende de novas etapas de discussão e votação.
Rômulo Amaro, presidente do Guarani, conversa com o executivo Carlos Frontini
Raphael Silvestre/Guarani FC
A tendência, na avaliação de pessoas que acompanham a situação, é de que as pendências continuem avançando enquanto não houver entrada de novos recursos. O clube, porém, não apresentou um cronograma para quitar os valores em aberto.
Outra preocupação envolve os jogadores cujos contratos com o Guarani terminam entre outubro e dezembro. Além de definir o futuro do elenco para a próxima temporada, a diretoria precisa encaminhar as rescisões e quitar as verbas devidas para evitar novos conflitos judiciais.
O lateral-direito Ynaiã acionou a Justiça do Trabalho por falta de pagamentos e pede a rescisão indireta do contrato, além da liberação para atuar por outra equipe. O meia Diego Torres também recorreu à Justiça em uma ação relacionada a pendências financeiras. Os casos aumentam a preocupação com a possibilidade de novas cobranças trabalhistas.
Ynaiã, lateral do Guarani
Raphael Silvestre/Guarani FC
O clube também tem compromissos pendentes com funcionários. Até o momento, não há uma previsão pública para a regularização dos pagamentos. O presidente Rômulo Amaro não se manifesta à imprensa desde a eliminação do Guarani na Série C.
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No dia 2 de outubro, os associados aprovaram a constituição da SAF do Guarani, com 95,1% dos votos favoráveis. A decisão autorizou a criação do modelo de clube-empresa, mas não representou a aprovação definitiva da venda de participação ao investidor.
A proposta de Roberto Graziano, que prevê a aquisição de 90% da futura SAF, ainda precisa ser encaminhada ao Conselho Deliberativo para análise. Depois do parecer do órgão, o documento deverá ser submetido aos associados em novas assembleias. A previsão inicial é de que a votação ocorra em novembro, mas as datas ainda não foram confirmadas.
Empresário Roberto Graziano
Raphael Silvestre/Guarani FC
Enquanto aguarda a definição, o Guarani busca alternativas para reduzir despesas e aliviar a folha salarial. Uma das medidas foi emprestar jogadores do elenco principal a equipes que seguem em atividade, como o goleiro Caíque França, cedido ao Ceará; o zagueiro Jonathan Costa, ao Vila Nova; o atacante Cachoeira, ao Londrina; os laterais Renan Castro, ao Paysandu, e Dudu à Chapecoense.
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