Nova direção do Inter herdará decisões sobre técnico, Fabinho, Abel e nove atletas; veja situação
Problemas com os goleiros voltam a assombrar o time do Inter
Enquanto tenta evitar o rebaixamento e vive a disputa eleitoral, o Inter já vê a próxima gestão diante de uma série de definições no futebol. Eduardo Baptista, Abel Braga, Fabinho Soldado e nove jogadores têm contrato apenas até o fim do ano.
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José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo são os nomes que lutam para suceder o Alessandro Barcellos no triênio 2027-29. Eles buscam encontrar formas de enfrentar a delicada situação financeira que o clube atravessa e já traçam o planejamento da próxima temporada.
O departamento de futebol merece atenção especial. É preciso definir a permanência do trio que lidera a pasta, mas também avaliar se mantém Rochet, Mercado, Félix Torres, Villagra, Ronaldo, Thiago Maia, Bruno Henrique, Kayky e Alerrandro.
Treinador e dirigentes ficam?
As situações são distintas. Eduardo Baptitsta assinou contrato por 10 jogos. A permanência para 2027 dependerá do desempenho no final do Brasileirão e da avaliação da futura direção.
Responsável pela condução do futebol, Fabinho terá o trabalho na montagem do elenco e nas movimentações de mercado analisado antes de uma decisão sobre sua continuidade. Abelão faz o elo entre os gabinetes e o vestiário e também terá a continuidade debatida pela próxima gestão. A tendência é que o ídolo siga no ano que vem.
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Ricardo Duarte/Inter
Em campo, a direção analisará se vale a pena manter algum dos jogadores. Rochet tinha uma cláusula que renovaria o contrato automaticamente caso disputasse 60% das partidas. Voltou a frequentar o departamento médico e ficou longe da marca necessária.
Outro fator que pesa contra o goleiro é o limite de estrangeiros. Atualmente, o Inter tem nove, além dos garotos ganeses Denis Marfo e Benjamin. A partir de 2027, só poderão ser relacionados oito gringos por partida em competições nacionais.
A questão também influencia as situações de Mercado, Félix Torres e Villagra. O volante, no entanto, tem uma cláusula no contrato que, em caso de alcançar 2800 minutos durante a temporada, será comprado.
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Mercado costuma discutir com a direção sempre no fim da temporada. Ainda que siga como voz ativa no vestiário e um dos poucos que manteve a regularidade em 2026, o fato de já ter 39 anos entrará em debate.
Além da avaliação do clube, Mercado precisará decidir se pretende seguir atuando ou encerrar a carreira. Caberá ainda ao futuro presidente definir se o argentino segue nos planos do Inter para 2027.
Félix Torres está emprestado pelo Corinthians. O zagueiro não se firmou entre os titulares e falhou em mais de uma oportunidade. Ronaldo é outro jogador que sofre contestações de parte da torcida. O volante ficou marcado pela eliminação para o Fluminense na Copa do Brasil ano passado e jamais se consolidou.
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Bruno Henrique foi titular com Pezzolano, mas tem tido menos espaço com Eduardo Baptista. Apesar da qualidade no passe e visão de jogo, o volante tem 36 anos, o que também pesa na decisão.
Thiago Maia, comprado junto ao Flamengo, teve um bom momento com Roger, mas depois caiu de produção. Quase foi negociado com o Santos. A definição sobre sua permanência ficará para depois do Brasileirão.
Kayky está emprestado pelo Bahia. Sem um gol sequer, teve participações discretas quando entrou em campo e ainda se lesionou durante as férias do meio do ano. Atualmente se recupera de cirurgia no tornozelo direito.
Alerrandro é outro que ganhou respaldo de Eduardo Baptista. Está emprestado pelo CSKA da Rússia. Há uma obrigação de compra, caso jogue 60% das partidas e marque 15 gols. O número de gols dificulta que a cláusula seja acionada.
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A eleição
Além das questões esportivas, a futura direção precisará resolver dois transfer bans já existentes e lidar com a possibilidade de novas punições, o que impede o clube de registrar reforços.
O primeiro turno, que abrange apenas os conselheiros, ocorrerá em 9 de novembro. Caso ninguém atinja os 85% dos votos, os dois candidatos à presidência mais votados disputarão o segundo turno, em 12 de dezembro, 10 dias após o término do Brasileirão, com participação dos associados.
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