Palmeiras mostra alto nível em cenários distintos e põe pressão no Flamengo
O Palmeiras deu mais uma grande demonstração de força para buscar os títulos que almeja na reta final desta temporada. Encarou o Athletico, terceiro colocado do Brasileirão, fora de casa, e se impôs de acordo com as demandas que o jogo apresentou. Foi dominante para gerar uma vantagem de gols precoce, e atuou por mais de um tempo com a um homem a menos. Pouco sofreu na defesa.
O triunfo palestrino faz a equipe pular na frente do Flamengo na tabela de classificação e assumir a liderança. Pelo menos até amanhã, quando o rubro-negro encara o Bahia, em Salvador. O desempenho do Furacão foi muito decepcionante. Desorganizado defensivamente nos primeiros minutos e com repertório ofensivo limitado ao ter superioridade numérica por mais de 50 minutos.
Escalações
Odair Hellmann não teve Esquivel e Dantas para escalar na zaga. Luiz Gustavo atuou improvisado no setor. Com isso, Felipinho ganhou chance no meio. Já Abel Ferreira não teve Gustavo Gómez, Giay e Vitor Roque. Khellven entrou na ala-direita e Bruno Fuchs na zaga. Marlon Freitas e Jhon Arias, poupados, começaram no banco. Maurício e Ramon Sosa entraram. Andreas jogou de volante.
Como Athletico e Palmeiras iniciaram o duelo válido pela 31ª rodada do Brasileirão 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
Se existe um início de partida perfeito para quem vai atuar como visitante na Ligga Arena, o Palmeiras mostrou que pode fazer mais do que isso. Em nove minutos já vencia o Athletico por 2×0 com gols de Maurício e Piquerez. É verdade que o goleiro Mycael contribuiu bastante. Falhou em um chute sem ângulo do meia aos cinco minutos, e armou mal a barreira na cobrança de falta do lateral logo depois.
Mas o Palmeiras teve méritos inquestionáveis na construção dos dois gols. E eles estiveram principalmente na mobilidade do seu trio ofensivo. Flaco López e Maurício não guardavam posição. Buscavam se conectar, como no lance do primeiro tento, e tiravam totalmente a referência de marcação dos defensores adversários. Sosa iludia Aguirre com movimentos em profundidade.
Soma-se a isso uma grande vontade de ter a bola e trocar passes no campo de ataque, algo que se cobra da equipe palestrina na condição de visitante muitas vezes, mas que aconteceu em Curitiba. O apoio dos alas também foi fundamental para o cenário inicial, assim como a agressividade para pressionar logo após a perda da bola, incluindo a participação dos zagueiros bem avançados.
Mauricio comemora gol do Palmeiras contra o Athletico-PR
Paulo De Tarso/AGIF
O Furacão se viu perdido. Marcava em um 5-3-2. Deixava Leozinho solto, combatendo ao lado de Viveros mais a frente, e ficava em inferioridade desde o início da construção paulistana. Sempre correndo atrás ou chegando atrasado na marcação. As coisas só foram se assentar perto dos 15 minutos, quando os donos da casa aumentaram o tempo de posse no ataque, mas sem efetividade.
A melhor jogada foi um lance individual de Leozinho, que vinha do meio para receber bem aberto na ponta-direita. De lá ele cortou para dentro e bateu de longe. Carlos Miguel quase aceitou. Agora marcando mais atrás, o Palmeiras tirava a profundidade que o Athletico tanto gosta. O espaço para as inversões rápidas de lado, outra marca rubro-negra, também era escasso.
Para completar, jogadores como João Cruz, Gilberto e Felipinho pareciam nervosos com o cenário e demoraram a acertar as ações técnicas. Por mais que o contexto tático tenha mudado, o time mais perigoso seguia sendo o visitante. Sosa quase marcou ao receber de Barboza nas costas de Aguirre. Flaco López mandou de primeira no travessão ao receber um ótimo cruzamento de Piquerez.
Aos 42 minutos, no entanto, Andreas Pereira, que já tinha cartão amarelo por entrada dura em Jadson, chutou uma segunda bola que a torcida paranaense jogou para dentro do campo na bola do jogo, que estava nos pés de Luiz Gustavo. Acertou! Acabou levando o segundo cartão amarelo com justiça e foi expulso.
Andreas Pereira é expulso em Athletico x Palmeiras
Paulo De Tarso/AGIF
O Palmeiras manteve-se firme e compacto defensivamente até o término da 1ª etapa. O Athletico era pouco inventivo e bastante afobado. Viveros deu algum trabalho, mas foi muito bem marcado por Murilo. Abel pôs Marlon Freitas no intervalo. Maurício saiu. Já Odair Hellmann sacou João Cruz e Felipinho para botar o lateral-esquerdo Claudinho e o atacante colombiano Jorge Rivaldo.
O Furacão foi montado num 4-2-4 na 2ª etapa. Luiz Gustavo fez dupla de volantes com Jadson. Jorge Rivaldo atuou próximo de Viveros na faixa central do ataque. Leozinho e Mendoza eram os pontas. Além disso, Gilberto e Claudinho tinham total liberdade para avançar e ocupar os flancos. A busca por pressionar quase gerou um gol a Viveros no primeiro minuto do novo tempo.
Logo depois de ter entrado, Claudinho sofreu uma torção no tornozelo e precisou sair de campo. Bruno Zapelli entrou e Mendoza passou para a lateral-esquerda. O Palmeiras se defendia basicamente em 5-4-0. Flaco López e Ramon Sosa voltavam pelos flancos para dobrar a marcação com Khellven e Piquerez. Obviamente o time só se defendia. Não conseguia ter meios de segurar a bola na frente.
Se defendia, porém, com extrema competência diante de um Athletico sem soluções criativas. O cenário encorajou o Verdão e começou a tirar a energia defensiva dos donos da casa. Tanto que o Palmeiras chegou muito perto de marcar o terceiro em jogada extremamente bem trabalhada desde a saída de bola. Jadson impediu o gol de Sosa.
Athletico x Palmeiras, pelo Brasileirão
Paulo De Tarso/AGIF
Jhon Arias foi colocado em campo aos 20 minutos. Flaco López saiu. O atacante teve outra ótima atuação. Já Odair tirou o ineficiente Gilberto para botar mais um atacante. O jovem Chiqueti. Jadson passou a jogar de lateral-direito e Zapelli foi recuado para volante. O meio-campista argentino assustou Carlos Miguel em bom chute de média distância.
Na sequência, o goleiro trabalhou em batida de longe de Leozinho. Pelo menos algo diferente dos muitos cruzamentos para uma área bem protegida pela defesa alviverde. Arthur e Emiliano Martinez foram outras peças colocadas por Abel em campo. Lucas Evangelista e Ramon Sosa foram sacados. Odair utilizou sua última troca para botar Dudu na vaga de Leozinho, que caiu bastante de produção.
No Palestra, o jovem Benedetti substiuiu o esgotado Bruno Fuchs. No ”abafa” final, o Athletico chegou perto de marcar em finalizações de Luiz Gustavo e Arthur Dias, mas o onipresente Murilo e o goleiro Carlos Miguel tiveram ótimas intervenções para impedir. Os últimos atos dos paulistas em uma atuação basicamente impecável. geRead More


