Rebeca e Flávia lideram no salto e na trave, e Brasil encaminha vagas nas finais do Mundial
Coube a Rebeca Andrade saltar para encaminhar a vaga do Brasil na final por equipes. Justamente a campeã olímpica do salto teve a responsabilidade da última nota, praticamente precisando cravar. E foi o que ela faz. Rebeca foi para a liderança do salto e fez o time verde-amarelo ultrapassar três adversários na última nota e entrar na zona de classificação para a decisão do Mundial de Roterdã. Flávia Saraiva também brilhou, especialmente na trave, em que liderou o aparelho.
Ainda resta um último grupo de ginastas a se apresentar no encerramento da classificatória desta segunda-feira, com as equipes de China e Coreia do Sul. Assim, a única final confirmada até o momento é o salto para Rebeca, uma vez que só três ginastas do último grupo vão tentar os dois saltos para ir à decisão do aparelho.
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Sophia Weisberg, Lorrane Oliveira, Gabriela Bouças, Thais Fidelis, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva
MeloGym/CBG
Flávia Saraiva no Mundial de ginástica artística
Ricardo Bufolin/Panamerica Press
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Prova a prova
Barras assimétricas
O Brasil começou em um aparelho que historicamente é o ponto fraco da equipe. Thais Fidelis abriu a rotação com uma boa forma nas barras até o momento da saída, quando teve erros de execução e tirou 12,200 (5,0 de dificuldade). Sophia pareceu nervosa e teve duas quedas para tirar 10,033 (4,8), nota que foi a de descarte da equipe. Na sequência, Lorrane praticamente cravou a série para 13,700 (5,6), e Flávia deu dois passos grandes na chegada, mas evitou a queda e conseguiu 13,300 (5.6). Assim, o Brasil somou 39,200 pontos nas barras.
Trave
Thais abriu a trave com segurança, teve apenas desequilíbrios leves e deixou de executar ligações de elementos para focar na boa execução, sendo recompensanda com 13,500 pontos (5,3). Lorrane teve desequilíbrios médios e precisou colocar a mão na trave para não cair do aparelho: 12,466 (5,5). Aí Flavinha entrou em ação e deu show. Simplificou a sequência acrobática para não correr riscos e foi precisa. Ela tirou 14,400 (6,1) e disparou para a liderança do aparelho. Rebeca Andrade fez seu retorno ao Mundial e estava indo muito bem, mas sofreu uma queda em uma acrobacia. Ainda assim conseguiu 13,033 (5,5) para levar o somatório do Brasil a 40,933 pontos na trave, um dos melhores países no aparelho.
Solo
Thais abriu bem no solo mais uma vez. Deu passos largos na chegada de duas acrobacias, mas conseguiu 12,733 (5,3). Ao som de Pedro Sampaio, Sophia entrou mais calma no solo e só pisou fora do tablado em uma acrobacia, o que lhe custou três décimos, mas ficou com 12,566 (5,3). Lorrane abria o sorriso a cada acrobacia bem executada, inclusive um Dos Santos I. Ao som do tema do filme 007, conseguiu 13,133 pontos. Flavia praticamente cravou o solo de Ney Matogroso e Luiz Gonzaga, embora não tenha sido a série de maior dificuldade da ginasta. Ela conseguiu 12,866 (5,4). Assim, o Brasil somou 38,732 no solo.
Salto
Lorrane 12,866. Sophia sofreu queda. 12,766 geRead More


