Sorriso vale ponto? Entenda como o carisma é carta na manga de Flávia Saraiva no Mundial
Flávia Saraiva consegue 12,933 no solo da classificatória da Copa do Mundo da Hungria
A cada série finalizada, uma comemoração vibrante. Flávia Saraiva abre o sorriso largo. Faz parecer fáceis as acrobacias. Seja no solo, seja na trave. O carisma é algo natural para a medalhista olímpica, mas também algo trabalhado para somar pontos, afinal conexão com a torcida é um requisito da ginástica artística. É uma carta na manga de Flavinha para cativar os arbitros no Mundial de Roterdã, a partir deste sábado.
– A gente sabe que a conexão com o público vale o ponto, né? Então a gente também trabalha isso, mas eu acho que é muito de mim também. Eu gosto que o público se sinta competindo junto comigo. Então eu tento sorrir, eu tento ser leve. Eu tento trazer músicas mais animadas para que o público entre comigo dentro do tablado – disse Flávia.
Os canais sportv transmitem ao vivo as finais do Mundial de ginástica artística a partir do dia 20 de outubro.
Flávia Saraiva no Mundial de ginástica
REUTERS/Jennifer Lorenzini
A expressão artística é um requisito da ginástica, e conta pontos especialmente no solo feminino. É um componente fundamental da nota de execução. O código de pontuação pede que a ginasta combine harmonia coreográfica, qualidade artística, expressividade, musicalidade e técnica perfeita. Expressividade pobre pode ter até 0,3 de dedução.
Flavinha é considerada uma das ginastas mais expressivas e artísticas do mundo. Assim, ela cativa os árbitros desde o ouro do solo das Olimpíadas da Juventude, em 2014. Ela também foi bronze do solo no Mundial de 2023 e foi peça fundamental da equipe brasileira na prata do Mundial de 2023 e no bronze das Olimpíadas de Paris.
– Acho que quando mais nova acontecia naturalmente, porque eu não entendia muito bem. Hoje tudo é muito treinado. Em um dia de treino, a gente repete a coreografia mais de 10 vezes para que tudo fique perfeito no tempo certinho da música. Onde vai botar um sorriso, onde a gente vai botar um carão, onde a gente vai poder respirar. É algo que eu gosto de fazer – disse Flavinha.
Flávia Saraiva no treino para o Mundial de ginástica artística
MeloGym/CBG
Em Roterdã, a medalhista olímpica vai apresentar uma série com duas músicas brasileiras. Flavinha é fã declarada de Ney Matogrosso e, por isso, escolheu “Homem com H” para sua trilha sonora. “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, é uma homenagem para o pai, João Saraiva, que é da cidade pernambucana de Exu, assim como o Rei do Baião.
– Eu sinto que a minha personalidade aparece nas séries. É pelas músicas, já que a gente escolhe, a gente procura escolher músicas que combinem mais com a gente, com o nosso estilo e a gente sempre tenta colocar um toque nosso. Eu quero que o público se sinta primeiramente muito orgulhoso, né? Escolhi duas músicas brasileiras muito fortes, que não só me representam, mas representam minha família e o Brasil. Quero que os torcedores se emocionem.
Flavinha pode surpreender no solo se conseguir recuperar suas principais acrobacias no Mundial de Roterdã. Além de buscar uma medalha no aparelho, ela vai ser fundamental para a equipe brasileira, que disputa a classificatória na segunda-feira, às 14h30 (de Brasília). Rebeca Andrade, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis, Sophia Weisberg e Gabriela Bouças completam o time. geRead More


