Tarumã faz vaquinha para disputar Copinha Feminina e busca R$ 40 mil para passagens
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O Tarumã se prepara para fazer história no futebol feminino amazonense, mas enfrenta um desafio fora das quatro linhas para disputar a Copinha Feminina de 2026. Primeiro clube do Amazonas a garantir participação no torneio nacional, a equipe precisa arrecadar R$ 40 mil para custear as passagens aéreas das atletas e da delegação.
Para viabilizar a viagem a São Paulo, o clube lançou uma vaquinha virtual nas redes sociais e pede ajuda para garantir a presença na competição.
Tarumã vence Penarol-AM Amazonense feminino 2026
Mateus Moreira/FAF
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A quarta edição da Copinha Feminina será disputada entre os dias 24 de novembro e 12 de dezembro, na capital paulista.
O Tarumã garantiu a vaga após conquistar o Campeonato Amazonense Sub-20 e será também o único representante da Região Norte no torneio. Apesar da oportunidade de disputar uma competição nacional e dar visibilidade às atletas, o clube precisa superar as dificuldades financeiras para viabilizar a participação.
Na campanha de arrecadação, o Tarumã destaca a importância de levar o nome do Amazonas e da Região Norte à competição.
Até o momento da apuração, a vaquinha havia arrecadado R$ 105, valor ainda distante da meta estabelecida pela equipe.
— Por trás desse sonho, existem atletas dedicadas que lutam por uma oportunidade de mostrar seu talento. Para que elas possam chegar à competição, precisamos da sua ajuda com as despesas e passagens. Cada contribuição é um passo a mais na realização desse sonho! Doe, compartilhe e fortaleça nossas meninas. Elas merecem essa oportunidade! — publicou o clube nas redes sociais.
Tarumã Feminino.
Laiza Balieiro
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Quem quiser ajudar o representante amazonense pode contribuir pela vaquinha virtual do Tarumã, que tem como meta arrecadar R$ 40 mil para custear as passagens aéreas das atletas e dos integrantes da delegação.
A necessidade de arrecadação ocorre porque as despesas de deslocamento até São Paulo ficam sob responsabilidade dos clubes participantes.
A Federação Paulista de Futebol (FPF), organizadora da competição, é responsável pela hospedagem, alimentação e pelo transporte das delegações durante o torneio, conforme as informações repassadas à reportagem.
Tarumã x São Raimundo – Amazonense Feminino
Larissa Silva/Acesso Imagens
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Procurado pelo ge, o presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Ednailson Rozenha, afirmou que a entidade trabalha para fortalecer o futebol feminino no estado, mas ressaltou que há limitações financeiras para custear despesas logísticas de competições que não recebem subsídios da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Em nota, Rozenha destacou que a FAF concede isenção de taxas federativas e promove competições para ampliar as oportunidades das atletas.
O dirigente também afirmou que parte das ajudas destinadas a esses torneios sai de recursos próprios.
— A Federação Amazonense de Futebol não mede esforços para fortalecer, valorizar e ampliar o espaço do futebol feminino em nosso estado.
Somos uma das maiores incentivadoras da modalidade, garantindo isenção total das taxas federativas e promovendo competições que oferecem cada vez mais oportunidades às nossas atletas.
Entretanto, é preciso compreender que existem limites financeiros. A FAF não dispõe de recursos para assumir todas as despesas logísticas de competições que não recebem subsídios da CBF.
E faço questão de dizer: muitas das ajudas destinadas a essas competições saem do meu próprio bolso, porque acredito no futebol feminino e no potencial das nossas atletas.
Nosso compromisso é verdadeiro, mas precisamos distinguir vontade de ajudar de capacidade financeira para custear.
Seguiremos fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance, com responsabilidade, transparência e, acima de tudo, amor pelo futebol amazonense.
O futebol feminino pode continuar contando comigo e com a Federação Amazonense de Futebol! — afirmou o presidente.
Ednailson Rozenha, presidente da FAF
Mateus Moreira/FAF
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A reportagem também procurou a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) para saber se o Governo do Amazonas pretende apoiar financeiramente o Tarumã no custeio das passagens aéreas. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.
Dentro de campo, o desafio também promete ser grande. O Tarumã está no Grupo A, denominado MASP, ao lado de Palmeiras, Flamengo e Vasco. As partidas da chave serão disputadas no Canindé, em São Paulo.
A Copinha Feminina de 2026 contará com 20 equipes de diferentes regiões do país, divididas em cinco grupos de quatro clubes. Na primeira fase, os times se enfrentam em turno único dentro das próprias chaves.
Amazonas Legis x Tarumã Amazonense feminino
Mateus Moreira/FAF
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Os cinco líderes e os três melhores segundos colocados avançam às quartas de final. A partir dessa etapa, os confrontos serão eliminatórios, em jogo único, até a decisão, marcada para 12 de dezembro.
O Sudeste terá 12 representantes, sendo sete de São Paulo, quatro do Rio de Janeiro e um de Minas Gerais. O Sul contará com Grêmio, Internacional e Criciúma. Já o Centro-Oeste será representado por Aliança-GO e Ação-MT, enquanto Vitória-BA e Sport-PE serão os representantes do Nordeste. O Tarumã será o único clube da Região Norte.
Criada em 2023, a Copinha Feminina chega à quarta edição com títulos conquistados por clubes cariocas.
Na primeira edição, o Flamengo ficou com a taça ao vencer o Botafogo por 2 a 0 na decisão. Em 2024, o Fluminense conquistou o título, enquanto o Flamengo voltou a ser campeão em 2025, ao derrotar o Grêmio por 6 a 0 na final.
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