Análise: Fortaleza repete roteiro desanimador contra o Atlético-GO e liga sinal de alerta
Autuori admite pressão em casa após empate com Atlético-GO, mas foca na confiança na luta
Um time irreconhecível em campo e que volta a deixar escapar pontos preciosos em casa. O Fortaleza frustrou sua torcida ao empatar sem gols contra o Atlético-GO, nesta segunda-feira (2), desperdiçando mais uma chance de se aproximar no G-2. A queda acentuada de rendimento liga o sinal de alerta para as duas últimas rodadas da Série B.
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Torcida do Fortaleza protesta após novo tropeço contra Atlético-go, após 36ª rodada
O roteiro desanimador se repetiu na Arena Castelão. Mais de 20 mil torcedores viram o Tricolor vacilar na tentativa de consolidar um destino que parecia certo em uma Série B nivelada por baixo. O empate até carimbou matematicamente a vaga nos playoffs, mas escancarou uma oscilação preocupante no momento mais decisivo da temporada.
Rodriguinho e Warley no duelo entre Fortaleza x Atlético-GO
Thiago Gadelha/SVM
Surpresa a cada jogo
O Fortaleza teve mais de uma semana livre entre o empate com a Ponte Preta até o duelo desta segunda. Em busca de soluções, Autuori mexeu suas peças, alterou a estrutura tática e, ainda assim, o time piorou.
As escolhas chamaram atenção negativamente desde a defesa. A dupla formada por Neris e Bastos segue sem transmitir a segurança que Cardona construiu ao longo do ano. No meio-campo, Lucas Sasha é unanimidade na comparação com Ryan, que foi a escolha para ser dupla de Pierre entre os volantes.
Na ala esquerda, mesmo com Mucuri e Kaio Henrique à disposição, a opção foi improvisar Rodriguinho, tentativa que naufragou rapidamente. No ataque, o drama persiste: Pedro Henrique e Chico da Costa seguem inofensivos.
A queda coletiva passa diretamente pelo sumiço das principais referências ofensivas. O artilheiro Vitinho, com 12 gols, sequer entrou em campo durante a partida. Já Miritello, terceiro maior goleador do elenco com dez gols, continua esquecido, sem se quer ser relacionado pela comissão técnica. Este último continua sendo um enigma difícil de explicar, mesmo com elenco reduzido.
Pierre no duelo entre Fortaleza x Atlético-GO
Thiago Gadelha/SVM
Martírio na Arena
A apatia do Fortaleza começou cedo. Sem ser incomodado, o Atlético-GO controlou a partida desde o apito inicial no Castelão. Sem articulação e sem qualquer senso de urgência, os comandados de Autuori não conseguiam trocar passes produtivos no campo ofensivo e não deram um chute sequer na direção do gol adversário.
A postura só mudou no segundo tempo com a entrada de Paulo Baya. Em poucos minutos, o atacante acertou a trave em duas oportunidades, produzindo mais do que Pedro Henrique e Chico da Costa em todo o duelo. A melhora pontual expõe a instabilidade de um treinador que parece bater cabeça e mudar de convicção a cada rodada.
Ainda assim, o jogo esteve aberto até o fim: o time goiano explorou os contra-ataques pelos lados e exigiu defesas providenciais de João Ricardo para manter o zero no placar.
Pedro Henrique no duelo entre Fortaleza x Atlético-GO
Thiago Gadelha/SVM
Chance de ouro
Apesar da atuação fraca, o Fortaleza teve nos pés a chance de arrancar os três pontos. Em rara jogada lúcida, Lucas Sasha encontrou Rodriguinho, enfim atuando em sua posição de origem, que invadiu a área e sofreu pênalti.
A cobrança caiu nos pés de Maílton, que ostentava 100% de aproveitamento no quesito. Mas até a pontaria falhou: o lateral parou nas mãos do goleiro Paulo Vítor, perdendo a chance de repetir o papel de herói de outras partidas.
Apesar do resultado frustrante em casa, o Fortaleza chegou aos impressionantes 17 jogos de invencibilidade, com 9 empates e 8 vitórias. A equipe garantiu vaga no mata-mata, mas o que preocupa é o rendimento das últimas exibições. Um treinador que luta para extrair algo de uma equipe que parece fadada ao desânimo em campo, sem perspectivas de evolução para os dois confrontos finais.
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Maílton em cobrança de pênalti no duelo entre Fortaleza x Atlético-GO
Thiago Gadelha/SVM geRead More


