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Análise: o Náutico precisa voltar a se respeitar; até isso acontecer, ninguém vai respeitar o Náutico

Análise: o Náutico precisa voltar a se respeitar; até isso acontecer, ninguém vai respeitar o Náutico

Veja os melhores momentos de Náutico 0 x 3 CRB no Brasileirão Série B pela ge tv
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No jogo seguinte ao que garantiu matematicamente a permanência na Série B, o Náutico sofreu uma humilhação pública.
E ela não está relacionada à derrota em si por 3 a 0 para o CRB, em um jogo em que o time só cumpria tabela e parte da torcida comemorou até mesmo os gols do time alagoano por conta da rivalidade com o Sport (o resultado sepultou as chances rubro-negras de classificação aos playoffs do acesso).
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A humilhação se deve a tudo o que cercou a partida do ponto de vista institucional. Com jogadores usando as redes sociais praticamente todos os dias antes da partida (e até mesmo horas antes do jogo) para dar indireta à diretoria por conta dos salários atrasados. E mesmo assim, sem o mínimo de motivação, muitos foram escalados pelo técnico Bruno Pivetti. Quase a contragosto.
Atacante Derek, do Náutico, faz ironia nas redes sociais antes de jogo com o CRB
Reprodução
Não por acaso, o que se viu diante do CRB foi um time que entrou em campo para não jogar. Um descompromisso que ficava claro a cada cartão amarelo levado, que resultava em suspensão automática para a partida derradeira da Série B, quarta-feira, contra o Londrina, fora de casa, em mais um jogo para cumprir tabela.
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Ou resumido no lance do terceiro gol da equipe alagoana, quando o goleiro Guruceaga defendeu o pênalti cobrado por Mikael, também o rebote, e mesmo assim a bola foi parar no fundo das redes, após finalização tranquila de Danielzinho dentro da área, sem ser pressionado por nenhum jogador do Náutico.
Danielzinho comemora gol do CRB contra o Náutico, nos Aflitos
Marlon Costa/AGIF
Assim, mesmo evitando o rebaixamento, o Náutico termina a Série B de forma melancólica. Com a sensação de um clube sem comando. Seja de dentro do vestiário, seja de dentro da diretoria.
Óbvio que é obrigação do clube pagar o que deve. E qualquer trabalhador tem o direito de cobrar o que lhe é devido. Mas a forma como essa relação deve acontecer não passa por desrespeitar a instituição. Seja por parte de quem paga, seja por parte de quem recebe.
Betão, zagueiro do Náutico, faz cobrança pública por salários atrasados
Instagram
Se não há mais clima ou motivação para entrar em campo, que a instituição seja poupada. Nessa relação, ninguém precisava mais passar por um desgaste. Nem atletas, nem a torcida.
Em coletiva de imprensa após a partida, o técnico Bruno Pivetti explicou a escalação com vários jogadores já sem perspectiva de futuro no clube para “preservar a competitividade do time”. Uma falta de visão que vai para além das quatro linhas.
Afinal, em uma partida em que não tinha nada a perder, o Náutico conseguiu sair menor. Melhor seria colocar em campo quem tinha o mínimo a oferecer em termos de motivação. Nesse caso, garotos da base que olhariam um jogo de cumprimento de tabela como uma vitrine, e não como um fardo.
Entrevista completa do técnico do Náutico, Bruno Pivetti, após jogo com o CRB
E ao presidente Bruno Becker, fica uma última lição de um 2026 que não deixará saudades. Dita pelo alvirrubro Joaquim Costa, no X (antigo Twitter). O Náutico precisa voltar a se respeitar, porque até isso acontecer ninguém vai respeitar o Náutico.
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