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Rebaixamentos deixam a Ponte Preta com o pior calendário da história em 2027

Rebaixamentos deixam a Ponte Preta com o pior calendário da história em 2027

Crise na Ponte Preta: ídolos do clube pedem intervenção
Se a atual temporada foi catastrófica para a Ponte Preta, a projeção para a próxima também já causa apreensão no torcedor alvinegro.
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Com os rebaixamentos no Paulistão e também na Série B do Brasileiro, o clube campineiro terá, em 2027, o pior calendário da sua história.
Criciúma 2 x 0 Ponte Preta | Melhores Momentos | 36ª rodada | Brasileirão Série B 2026
Em uma combinação inédita, a Ponte Preta vai disputar a Série A2 do Paulista e a Série C do Brasileiro.
Na década de 1990 o clube jogou as duas divisões no mesmo ano. Em 95, por exemplo, a Ponte caiu no Paulistão e na Série B, mas, em 96, jogou novamente a Série B porque o América-SP, em razão de problemas financeiros, desistiu da participação.
O cenário é desolador, uma vez que a Ponte está afundada em uma profunda crise financeira e administrativa.
Ponte vai jogar a Série A2 e a Série C em 2027
Igor Henrique /PontePress
As campanhas em 2026 ocorrem em meio à crise financeira e administrativa que acompanha o clube desde a temporada passada.
Ao longo de 2026, o noticiário da Ponte foi marcado por atrasos nos pagamentos a elenco, integrantes do departamento de futebol e funcionários, além da saída de mais de 30 jogadores, paralisação das atividades em protesto às pendências (o time chegou a jogar somente com jogadores formados na base para evitar W.O. na Série B contra o América-MG) e inúmeras ações trabalhistas em capítulos que mancham a história alvinegra.
O desempenho em campo foi consequência natural do caos fora das quatro linhas. Segundo uma auditoria feita durante as conversas com um grupo de investidores para a criação da SAF (rejeitada pelos associados), a dívida total do clube gira em torno de R$ 320 milhões (sem considerar o débito relacionado ao IPTU, estimado em cerca de R$ 20 milhões), com um déficit mensal nas casas dos R$ 2,8 milhões.
Luiz Torrano, presidente da Ponte, ao lado do vice Eberlin
Marcos Ribolli
O último balanço do clube, relacionado a 2025, último ano da gestão de Marco Antonio Eberlin como presidente (hoje ele é vice de Luiz Alves Torrano e diretor de futebol), apresentou um déficit de R$ 33.575,770 no período.
A falta de recursos tem causado atrasos salariais recorrentes desde 2025 entre jogadores, profissionais do departamento de futebol e também funcionários no geral.
Quando anunciaram a paralisação das atividades, em agosto (o protesto durou uma semana), os jogadores afirmaram que alguns estavam há cerca de seis meses sem receber.
O ge apurou que, em casos específicos de atletas e profissionais do departamento de futebol, os atrasos já ultrapassaram um ano.
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Ex-jogadores da Ponte Preta pedem intervenção no clube
Em campo, restam duas partidas para a Ponte encerrar uma temporada marcada por números negativos. Entre Paulistão, Copa do Brasil e Série B, foram 46 jogos até aqui, com 35 derrotas, sete empates e apenas quatro vitórias.
O time chegou a ficar 22 jogos consecutivos sem vencer na Série B, no maior jejum da história da divisão, e também registrou um recorde de derrotas em uma só edição na era dos pontos corridos, com 27 até aqui.
Agora, a Ponte tenta evitar a marca de pior campanha da história da Série B. Com 15 pontos, o time tem as partidas contra Goiás (fora) e Operário-PR (casa) para superar os 17 pontos do Duque de Caxias de 2011.
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