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Título do Grêmio sobre o Atlético inaugurou última fase de títulos; campeões lembram pressão

Título do Grêmio sobre o Atlético inaugurou última fase de títulos; campeões lembram pressão

Edilson relembra preparação para a final da Copa do Brasil de 2016
Grêmio e Atlético-MG voltam a se encontrar na Copa do Brasil neste domingo, a partir das 18h30, na Arena, no primeiro jogo da semifinal. Há 10 anos, as duas equipes se enfrentavam na decisão do torneio, com título que inaugurou a última fase vitoriosa do clube gaúcho.
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Marcelo Oliveira relembra preparação para a final da Copa do Brasil de 2016
O elenco gremista, na época, precisava lidar com a pressão de 15 anos sem títulos. O último havia sido a própria Copa do Brasil, em 2001. Contudo, dentro de campo, o eventual peso do jejum transformou-se em confiança pela forma como os resultados foram construídos.
Na semifinal e na final, o Grêmio venceu o primeiro jogo, ambos no Mineirão contra os rivais Cruzeiro e Atlético, e administrou a vantagem na Arena.
— O que me marcou mais na preparação foi o mental de todo o elenco. Acho que o grande “up” de tudo foi a confiança, foi termos feito uma semifinal em que sobramos contra o Cruzeiro, também um grande elenco. Depois, pegamos o Atlético-MG sabendo que era difícil, tinham jogadores de altíssimo nível: Fábio Santos, Robinho, entre outros — comenta Edílson, lateral-direito do Grêmio na conquista.
— Sempre digo que o título de expressão mais importante foi a Libertadores. Mas o título mais difícil que conquistei foi a Copa do Brasil de 2016, devido à pressão e um grupo que estava se formando. Muitos jogadores ainda não tinham sido campeões. O Luan não tinha sido campeão de título nacional, o Geromel, o Marcelo Grohe. Vários jogadores ali estavam se formando, tínhamos uma pressão muito grande e sabíamos do tamanho disso — recorda o ex-lateral.
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Edilson comemora o título da Copa do Brasil, na Arena, em 2016
Lucas Uebel/Grêmio
Depois de vencer o Cruzeiro por 2 a 0 no Mineirão, o Grêmio empatou sem gols na Arena e ficou com a vaga na final. Diante do Galo, novamente no Mineirão, o time de Renato Portaluppi fez 3 a 1. O empate em 1 a 1 em casa confirmou o título e pôs fim à espera dos gremistas.
O então lateral-esquerdo Marcelo Oliveira lembra que o comportamento dos atletas foi um diferencial diante da força da torcida atleticana. Autor dos dois primeiros, Pedro Rocha acabou expulso aos 21 minutos da etapa final. O Galo descontou com Gabriel, mas o Grêmio teve forças para fazer o terceiro com o recém-promovido Everton Cebolinha.
— Quando estava 2 a 0, tomamos o primeiro gol do Atlético-MG de escanteio. Todos sabem, a torcida do Atlético tinha aquele bordão deles de gritar “eu acredito”. O Atlético sempre virou quando a torcida começava a gritar isso. Quando eles fazem o 2 a 1, que aquele estádio inteiro começa a gritar “eu acredito”, dentro de campo eu também gritava com os caras assim: “se eles acreditam a gente acredita muito mais” e não vamos tomar mais gol, vamos para cima. Conseguimos fazer o terceiro gol com uma jogada linda do Geromel. O Everton Cebolinha faz o terceiro gol — lembra Marcelo Oliveira.
O título contra o Galo desencadeou uma série de outras conquistas com o mesmo elenco como base. No ano seguinte, veio o tri da Libertadores. Em 2018, a Recopa Sul-Americana e o primeiro de uma sequência de sete títulos estaduais.
Marcelo Oliveira pelo Grêmio em 2016
Félix Zucco / Grupo RBS
Para 2026: mente em foco e confiança em Renato
De olho na decisão de 2026, Edilson e Marcelo Oliveira reforçam o que pode ajudar o Grêmio a passar pelo Atlético-MG rumo à final da Copa do Brasil. A classificação também vale vaga na Libertadores, desde que o time gaúcho permaneça na Série A, no qual luta contra o rebaixamento.
Para Edilson, é crucial se manter concentrado nas partidas em que cada detalhe pode valer a vaga ou a eliminação. Ele também lembra o papel que Renato Portaluppi tem perante o grupo.
— Sempre digo que nunca fui um jogador extraordinário, mas eu era um jogador superconcentrado. Infelizmente, o Grêmio vem vivendo uma fase não tão boa no Campeonato Brasileiro, mas tem um treinador que é supervitorioso, que tem esse espírito de vitória dentro dele, que contagia todo mundo nessa sementinha que ele sempre planta, de que dá para ser campeão, de que pode conseguir. Ele é um dos caras mais vitoriosos com os quais eu trabalhei, então acredito que o grupo em si tem que confiar muito no trabalho do Renato — destaca Edilson.
Renato foi campeão da Copa do Brasil de 2016 pelo Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Já Marcelo Oliveira toca no ponto que, em 2016, funcionou no Mineirão lotado: controlar a mente e evitar as distrações.
— Você pensar sempre positivo, ter clareza do que tem que fazer em campo, acreditar, não pensar nada negativo. Tudo isso ajuda muito e faz acreditar que não existe o impossível. Tudo é possível dentro de campo. O que está no teu controle, faça e faça bem feito. Tem coisas que não estão no teu controle. O árbitro não está no teu controle, a torcida não está. Tudo aquilo que pode tirar a concentração, não pensa nisso, só pensa no que vai conseguir controlar e entrega 100% porque a chance aumenta de tu conseguir o teu objetivo final — opina o ex-lateral-esquerdo.
O segundo jogo entre Grêmio e Atlético-MG ocorre no próximo sábado, às 18h, na Arena MRV, casa do Galo que não existia em 2016. Entre os dois jogos, Renato Portaluppi precisa voltar à atenção ao Campeonato Brasileiro. Na quarta-feira, o Tricolor visita o Flamengo, no Maracanã.
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