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Análise: Diniz repete sina da frustração em São Januário, e Vasco amarga tropeço em estreia em casa

Análise: Diniz repete sina da frustração em São Januário, e Vasco amarga tropeço em estreia em casa

Vasco 1 x 1 Chapecoense | Melhores momentos | 2ª rodada | Brasileirão 2026
O Vasco dominou os 90 minutos, empilhou boas oportunidades, mas saiu com um empate amargo em 1 a 1, nesta quinta-feira, com a Chapecoense. Diniz segue uma sina e não consegue transformar São Januário em um aliado na atual passagem pelo clube carioca. Desde o ano passado, pontos preciosos são deixados no caminho por erros individuais em sua própria casa. E, na estreia no estádio no Brasileirão, mais uma vez, um sentimento permeia a arquibancada: frustração.
Pelo volume que a equipe construiu, uma vitória por três ou quatro gols de diferença não surpreenderia. Na coletiva de imprensa, o treinador do Vasco apontou o duelo desta quinta-feira como o melhor em termos de criação ofensiva do time desde sua chegada ao clube em maio do ano passado. Superior, inclusive, a resultados elásticos como a histórica goleada por 6 a 0 sobre o Santos, pelo Brasileirão de 2025.
Fernando Diniz em Vasco x Chapecoense
André Durão
O Vasco teve ao todo 25 finalizações contra a Chapecoense, 16 delas na direção da meta defendida pelo goleiro Léo Vieira. O único gol foi marcado por Puma Rodríguez, aproveitando a assistência de Andrés Gómez dentro da área.
Diferentemente de outras coletivas de imprensa, em que Diniz, em certos momentos, utiliza estatísticas vazias como escudo para defender atuações ruins, o jogo contra a Chapecoense justifica a frustração do treinador também pelos números. Além de quantidade, o Vasco produziu com volume e qualidade para marcar algumas vezes. Faltou, no entanto, efetividade.
Brenner lamenta em Vasco x Chapecoense
André Durão
Dessa maneira, tornaria-se um pouco duro colocar a culpa maior pelo resultado desta quinta-feira no treinador, que não tem permissão para entrar em campo e empurrar a bola para o gol. Fica na conta dos jogadores.
Brenner, certamente, tornou-se o símbolo de uma vitória que escorreu pelas mãos. Em sua segunda partida pelo Vasco, o atacante desperdiçou quatro chances claríssimas de gol que poderiam ter promovido um roteiro bem diferente para a noite em São Januário. Sob um misto de aplausos e precipitadas vaias, foi substituído por David, aos 23 minutos da etapa final, depois de perder mais uma chance clara, livre dentro da área, em cruzamento de Nuno Moreira.
Diniz elogia produção ofensiva do Vasco e admite: “Resultado muito frustrante”
E o roteiro do futebol é velho, conhecido e previsível. Principalmente para um time pressionado e que, muitas vezes, já demonstrou fragilidades na parte mental para segurar resultados. Depois de finalmente abrir o placar com Puma Rodríguez, o Vasco recuou suas linhas e permitiu que a Chapecoense começasse a ocupar com mais efetividade o campo ofensivo, principalmente após a entrada de Jean Carlos.
Foi justamente dos pés do meia a única finalização da equipe catarinense na direção do gol de Léo Jardim. Mas bastou uma. O goleiro vascaíno armou mal a barreira, com apenas dois jogadores para uma falta perigosa contra um grande cobrador, e permitiu uma bola defensável passar. Empate no placar já nos acréscimos. Jardim também viu a paciência da torcida deteriorar-se após a falha e ouviu vaias.
Time do Vasco | Vasco x Chapecoense
André Durão
Assim, o Vasco começa mais um Brasileirão sem conseguir fazer de São Januário a potência que sempre foi para somar pontos. O que já liga um alerta para o restante da competição. Em 2025, a equipe acumulou jogos frustrantes em sua casa, com erros individuais decisivos e pontos preciosos perdidos pelo caminho. Terminou o Brasileirão do ano passado com apenas dois jogos sem ser vazada em seu próprio estádio e uma amarga 14ª posição na tabela.
Pelo menos, o incômodo sobre a situação parece estar presente no treinador:
— Mexe comigo não ganhar em São Januário. Muito. Aqui é a casa do Vasco e mexe muito desde o ano passado. É uma coisa difícil de explicar porque fizemos partidas que tivemos domínio completo do jogo e não conseguimos vencer. Acho que a gente tem que conseguir reverter o domínio em vitórias — disse Diniz após o empate com a Chapecoense.
O que é certo é que o time não pode se contentar em deixar tantos pontos pelo caminho em sua casa e precisa reencontrar a força e a simbiose com a torcida em São Januário para não repetir os mesmos erros de 2025. O ano está só começando e há como corrigir a rota. Mas é necessário haver o senso de urgência.
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