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Presidente do Museu do Louvre pede demissão do cargo meses após roubos de joias

Presidente do Museu do Louvre pede demissão do cargo meses após roubos de joias

 Polícia descobre esquema de fraudes no Museu do Louvre
A presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou sua renúncia, anunciou nesta terça-feira (24) o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, que aceitou o pedido de demissão para dar um “novo impulso” à instituição, abalada por um roubo de joias em outubro.
“O chefe de Estado aceitou a renúncia, saudando um ato de responsabilidade em um momento em que o maior museu do mundo precisa de tranquilidade e de um novo impulso para realizar grandes projetos de segurança e modernização, assim como o projeto ‘Louvre – Novo Renascimento'”, afirmou a Presidência em comunicado.
Laurence, de 54 anos, foi a primeira mulher a dirigir o prestigioso museu francês, após passar quatro anos à frente de outro importante equipamento francês, o Museu de Orsay.
Durante esse período, a historiadora da arte do século XIX e início do XX se destacou por seu dinamismo e se concentrou na diversidade, nos temas sociais e na importância de atrair as novas gerações.
Laurence Des Cars posa em Museu de Paris em março de 2021
ALAIN JOCARD / AFP
O popular museu parisiense está envolto em controvérsias desde 19 de outubro, quando ocorreu um roubo de joias, além de problemas com vazamentos de água, greves de funcionários e fraude na venda de ingressos.
Roubo de joias
O crime, que ocorreu em outubro de 2025, chocou a França e teve repercussão internacional. O Louvre é o museu mais visitado do mundo. O local abriga mais de 33 mil obras, entre antiguidades, esculturas e pinturas, e é conhecido por abrigar a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.
A área onde ocorreu o roubo fica a cerca de 250 metros do famoso quadro. Joias históricas da monarquia francesa foram levadas pelos criminosos. A invasão aconteceu por volta das 9h30, cerca de 30 minutos após a abertura do museu para visitantes.
Os criminosos estacionaram um caminhão ao lado do museu e usaram uma escada mecânica para acessar o primeiro andar. Eles quebraram uma janela que não era blindada, entraram no prédio e arrombaram duas vitrines de alta segurança.
A ação durou cerca de sete minutos, e os criminosos fugiram de moto. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que as joias roubadas têm “valor inestimável” e representam um “verdadeiro patrimônio”. “Eles claramente fizeram um reconhecimento prévio. Parecem muito experientes”, disse.
Ao todo, foram levadas oito peças da Galeria de Apolo, que abriga a coleção real de pedras preciosas e diamantes da coroa francesa. Uma nona joia, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, chegou a ser retirada, mas foi encontrada danificada na rua, segundo a ministra da Cultura, Rachida Dati. A peça é composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.
Esquema de fraudes
Em 13 de fevereiro, nove pessoas foram detidas sob suspeita de integrar um esquema de fraude na venda de ingressos do Museu do Louvre e do Palácio de Versalhes, segundo o Ministério Público de Paris. O prejuízo estimado é superior a 10 milhões de euros (R$ 61,7 milhões).
Entre os suspeitos estão dois funcionários do Louvre, guias turísticos e uma pessoa apontada como possível organizadora da rede.
“Com base nos elementos já identificados, suspeita-se da existência de uma rede envolvida em uma fraude de grande escala”, afirmou uma porta-voz do museu.
Em resposta às investigações, o Museu do Louvre afirmou que fraudes são “estatisticamente inevitáveis” em instituições de grande porte, após a revelação de um suposto esquema de desvio de ingressos que pode ter causado prejuízo superior a 10 milhões de euros ao longo de uma década.g1 > Mundo Read More