RÁDIO BPA

TV BPA

Lucas Halter aponta Vitória como “melhor decisão da vida” e exalta MLS: “Todo mundo está olhando”

Lucas Halter aponta Vitória como “melhor decisão da vida” e exalta MLS: “Todo mundo está olhando”

Halter fala de Messi e explica ida para a MLS: “Quem joga aqui joga em qualquer lugar do m
Lucas Halter viveu um 2025 especial. Trocou o Botafogo pelo Vitória no movimento que considera a “melhor decisão da vida”. Terminou a última Série A como o zagueiro com mais gols (quatro) e foi peça fundamental na campanha que manteve o Leão na elite. O passo seguinte foi o Houston Dynamo, da MLS. Em entrevista ao ge, explicou por que escolheu os Estados Unidos.
+ Diretor do Vitória explica saída de Lucas Halter e detalha busca por substituto
Lucas Halter em sua estreia oficial pelo Houston Dynamo
Tim Warner/Getty Images
– É uma liga que vem crescendo a cada ano, você pode ver muitos jogadores vindo da Europa para cá. Realmente é uma liga competitiva, então eu acho que o que mais motivou foi isso, de ver que essa liga está crescendo, que está todo mundo assistindo, está todo mundo olhando. Muitos jogadores bons também, é uma liga que tem muita qualidade, apesar de muita gente achar que o futebol aqui nos Estados Unidos é muito fraco.
+ ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Futebol Internacional no WhatsApp
Halter fala dos desafios na MLS: “Todo time tem dois ou três que desequilibram”
– Eu acho que é só você pegar e assistir a todos os jogos. São jogos competitivos, não tem favorito em nenhum jogo, em nenhum campeonato, não tem ninguém que aponta qual o time é. Ninguém diz: “Pode ter certeza que esse time nesse ano vai ser campeão, vai brigar lá em cima”. Tudo muda muito. E o que me motivou foi isso, eu gosto muito de desafios, e poder ter vindo para cá com certeza foi um grande passo na minha carreira.
Barreira enfrentada por muitos brasileiros, o idioma não é problema para Halter, de 25 anos. Inglês e espanhol não serão adversários para o ex-botafoguense.
– Graças a Deus eu não tenho esse problema em falar inglês, eu comecei a estudar muito novo desde pequeno. Meus pais sempre faziam de tudo para eu estudar em uma escola boa. Então desde moleque eu aprendi inglês, e aqui me surpreendeu muito porque muita gente fala bastante espanhol, e eu sei falar espanhol. Então em relação ao idioma eu não estou sofrendo nada desde quando eu cheguei.
Fluente em inglês, Lucas Halter elogia MLS: “Está todo mundo olhando”
Gratidão ao Vitória
Antes de iniciar o desafio nos Estados Unidos, Halter tomou uma decisão difícil na carreira. Trocou o Botafogo, então campeão da Libertadores e do Brasileiro, pelo Vitória, candidatíssimo ao rebaixamento. Destacou-se, tornou-se rapidamente capitão e saiu com grande sentimento de gratidão.
– Hoje no Brasil não existe mais time pequeno, né? Por conta da estrutura e de todo o investimento que todos os times estão fazendo. E claro que foi uma decisão difícil eu ir para o Vitória, um time que, comparado com os outros clubes, não tinha um orçamento muito grande. E eu sabia que ia ser um desafio difícil, eu tinha na minha cabeça isso, só que eu gosto disso, eu gosto desse tipo de desafio. Eu gosto de estar sempre me colocando à disposição para coisas assim.
Halter fala de metas e elogia o Vitória: “Melhor decisão da minha vida”
– E, como eu te falei, foi a melhor decisão da minha vida, com certeza, ter topado esse convite do Vitória, de ter ido para lá e ter ajudado. Dei o meu máximo, tentei ajudar o máximo dentro e fora de campo em tudo, não só na parte de futebol, mas na parte de tudo, com o staff e tudo. E eu creio que a gente colheu o fruto de permanecer na Série A, mesmo depois de um ano conturbado, que depois da chegada do Jair a gente conseguiu se unir de novo, ter a cabeça no lugar e fazer com que o Vitória ficasse na Série A.
Lucas Halter em Vitória x Internacional
Victor Ferreira / EC Vitória
Além do Vitória e do novo clube, Halter falou bastante sobre as vantagens de se morar na cidade de Houston, abordou a possibilidade de enfrentar Messi e contou que metas estabeleceu para realizar com a camisa do Dynamo. Veja abaixo:
Halter detalha Houston e diz: “Ver o Kevin Durant foi muito da hora”
Outros tópicos:
O regulamento da MLS faz com que vocês, da Conferência Oeste, enfrentem somente alguns rivais da Leste na temporada regular. Ou seja, um possível encontro com o Messi só acontecerá em fases futuras. É bom não enfrentá-lo nesse momento ou seria ótimo jogar contra ele?
– Cara, eu penso que todo mundo quer jogar contra o Messi ou a favor, jogar com ele. Eu acho que o cara é um ídolo para todo mundo no futebol, é um gênio, conquistou tudo, mas eu não vejo problema se a gente cruzar com o Messi também. A gente tem que fazer o nosso trabalho, claro que vai ser muito difícil marcá-lo, até porque o Miami foi campeão no último ano, eles têm um bom time.
– Mas claro que a gente quer jogar e ao mesmo tempo não quer também (risos), por conta de ter que marcá-lo, mas a gente tem que fazer o nosso trabalho. Se qualquer time cair na nossa frente, a gente tem que fazer o nosso trabalho, fazer um bom papel e buscar sempre a vitória.
Como a MLS pode desenvolver seu futebol?
– A liga vem crescendo, tem muitos jogadores bons, e não só jogadores de nome, consolidados. Aqui tem qualidade, todos os times aqui têm bons jogadores, a nossa estreia contra o Chicago foi difícil para caramba. Se você não estiver bem fisicamente, se não estiver bem-preparado, não consegue jogar. Por ser um jogo muito físico e que exige muito do atleta. Então eu vejo que qualquer pessoa que jogue aqui e consiga se destacar aqui, pode ganhar em qualquer lugar do mundo, com certeza.
Lucas Halter desarma Leonardo Barroso em sua estreia pelo Houston Dynamo com vitória por 2 a 1 sobre o Chicago Fire
Reginald Mathalone/NurPhoto via Getty Images
Cidade de Houston te impressionou em quê?
– Cara, é uma cidade de quase oito milhões de habitantes, é muito grande. Eu até me assustei quando eu cheguei aqui. E tem de tudo, cara, mas eu acho que o que mais me impressionou é a praticidade das coisas. Você consegue encontrar tudo, é uma cidade que, por ser grande, você não pega muito trânsito, porque as ruas e as rodovias são bem pavimentadas e têm muito espaço. Tem muito brasileiro, muito latino, muita gente de qualquer lado do mundo. Tem restaurante de todas as comidas, já fui em três restaurantes brasileiros aqui. É uma cidade que você não passa aperto, sabe?
Cidade que respira esportes
– É uma cidade em que o pessoal é bem receptivo com o esporte, porque aqui tem o Houston Texas, que joga a NFL, tem o Rockets, que joga NBA, aí tem o Astros, que joga também a MLB, de beisebol. Então, assim, é uma cidade que eles são realmente apaixonados por esporte. Então, eles te acolhem e te fazem se sentir em casa. Legal.
– Fui assistir à NBA três vezes já, o Houston Rockets, e fui assistir um jogo do Texas também no Playoffs, que perderam, infelizmente, para o New England. Mas é muito legal vivenciar essa outra cultura e esses outros esportes que você, às vezes, acompanha só pela TV. Mas você vivenciar mesmo é muito legal.
Já tinha ido a um jogo da NBA antes de morar aí?
– Não, nunca tinha assistido. Por incrível que pareça, gosto muito de assistir. Eu, com o meu pai em casa, a gente sempre assiste. Meu pai gosta bastante também de NBA, mas foi a primeira vez. Pô, a primeira vez no ginásio foi uma loucura. É muito diferente. É um show, né? É um show à parte. Consegui ver de perto. Kevin Durant está jogando aqui no Rockets, né? Pô, e ver um cara que é uma lenda da NBA de perto, assim, assistir ao vivo, foi muito da hora.
Kevin Durant no Houston Rockets
Thomas Shea-Imagn Images
Você realizou sonhos já em Houston, como assistir um jogo da NBA. Que sonhos tem para a sua carreira?
– Cara, eu tenho sonhos, a gente fala sonhos, mas também metas também, né? Quando eu cheguei aqui, eu tracei metas aqui dentro do clube, de me estabelecer como um dos principais defensores e de levar o Houston de volta a conquistar títulos. O último foi em 2023, a Open Cup. E eu tenho isso na minha cabeça. Muitas das pessoas pensam que a gente vem para os Estados Unidos só para aproveitar, para ter uma vida boa. Não. Eu realmente topei esse desafio e aceitei vir para cá por isso, porque eu também quero conquistar títulos aqui, me consolidar na liga americana.
Você se destacou muito pelo Vitória. Como foi trocar o campeão da Libertadores e do Brasileiro pelo Vitória?
– A todo mundo que me pergunta, eu falo que eu sou muito grato ao Vitória, especialmente ao presidente Fábio Motta, por eles terem aberto a porta para mim. Era o Carpini o treinador na época também, ele me ligou, conversou e me deu uma confiança absurda de acreditar no projeto do Vitória. E eu creio que foi uma decisão que eu tomei na minha vida que foi muito boa de ter ido para o Vitória. Eu chego, já jogo alguns jogos, já viro capitão, então eu começo a ganhar confiança e minutagem. Joguei quase 50 jogos no ano.
– Mas foi um ano de muito aprendizado, até por ser um capitão novo, né? Eu tinha 24, não tinha nem completado 25 anos ainda e ter essa responsabilidade dentro e fora do campo, de ser capitão de uma equipe grande do futebol brasileiro e que tem uma torcida apaixonada. E eu aprendi muito com isso, porque a gente teve um ano muito difícil. A gente tomou muita porrada, a gente brigou lá embaixo até a última rodada, mas eu falo que foi um ano abençoado e de muito aprendizado para mim. E eu sou muito grato ao Vitória por conta disso.
Não é simples trocar um clube como o Botafogo pelo Vitória. Foi um passo atrás para dar outros na frente?
– Hoje no Brasil não existe mais time pequeno, né? Por conta da estrutura e de todo o investimento que todos os times estão fazendo. E claro que foi uma decisão difícil eu ir para o Vitória, um time que, comparado com os outros clubes, não tinha um orçamento muito grande. E eu sabia que ia ser um desafio difícil, eu tinha na minha cabeça isso, só que eu gosto disso, eu gosto desse tipo de desafio. Eu gosto de estar sempre me colocando à disposição para coisas assim. E, como eu te falei, foi a melhor decisão da minha vida, com certeza, ter topado esse convite do Vitória, de ter ido para lá e ter ajudado.
– Dei o meu máximo, tentei ajudar o máximo dentro e fora de campo em tudo, não só na parte de futebol, mas na parte de tudo, com o staff e tudo. E eu creio que a gente colheu o fruto de permanecer na Série A. Mesmo depois de um ano conturbado, a partir da chegada do Jair a gente conseguiu se unir de novo, ter a cabeça no lugar e fazer com que o Vitória ficasse na Série A.
Você disse que gosta de desafios. Quais serão os maiores na MLS?
– Cara, eu acho que os maiores desafios vão ser durante os jogos, porque todos os times daqui têm do meio para frente sempre dois ou três caras que são “desequilibrantes”. E eu acho que o desafio, não só meu, mas de todos os defensores da Liga de a gente conseguir combater esses caras, fazer bons jogos, e se consolidar realmente, de fazer a gente evoluir, porque a gente sabe que os atacantes da liga são top.
– A maioria já jogou na Europa ou é de seleção, independentemente da nacionalidade. Sábado agora a gente joga contra o LAFC, e tem o Son, o Martinez, um venezuelano que é muito bom. Tem o Bouanga, um africano que é um animal e tem muita força. Eu acho que o desafio é esse, o desafio é cada jogo, passo a passo, estar mais ambientado com a liga e poder desempenhar defensivamente um bom papel. geRead More