Bola no teto, “toque-ataque” proibido e mais: veja novas regras do vôlei que serão testadas em 2026
Brasília receberá etapas feminina e masculina da Liga das Nações de Vôlei
A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou que vai testar uma série de mudanças nas regras da modalidade na temporada de seleções de 2026. Segundo a entidade, as alterações “buscam melhorar a fluidez dos jogos e simplificar as regras do esporte, enquanto impulsionam a compreensão e o engajamento do público”.
As novas orientações serão aplicadas na Liga das Nações, nos campeonatos continentais – incluindo o Sul-Americano, disputado pelo Brasil – e no Campeonato Mundial Sub-17. Entre as novidades, estão o aumento no número de substituições, mudanças na dinâmica do desafio, mais rigidez com condução nos ataques e a liberação do toque da bola no teto dos ginásios. Veja todas as propostas abaixo.
Brasil x República Tcheca, Mundial masculino de vôlei
FIVB
Outra mudança prevista é a implementação do desafio para lances em que a bola toca na defesa antes de sair. Além disso, haverá mais rigidez na marcação da arbitragem em lances de condução, com a proibição do movimento conhecido no Brasil como “toque-ataque”, por exemplo.
Confira as mudanças de regra no vôlei a serem testadas em 2026:
Substituições: cada time poderá fazer oito mexidas por set, em vez de seis;
Toque da bola no teto: caso a bola toque no teto do ginásio ou em outra estrutura fora da quadra após o primeiro ou o segundo toque, o lance seguirá normalmente, desde que a bola não passe para lado adversário – antes, o rali era paralisado imediatamente, com marcação de ponto para o time contrário. Se a bola acertar uma câmera usada na transmissão, o ponto será jogado novamente;
Dois toques: após a flexibilização da regra dos dois toques nos últimos torneios, a entidade confirmou que esse tipo de lance seguirá permitido no movimento de levantamento, desde que a bola não passe para o lado do adversário;
Macris faz o levantamento contra a Bélgica pela VNL
Volleyball World
Rigidez contra a condução: a entidade reforçou que vai aplicar com mais vigor a regra que impede que os jogadores segurem ou arremessem a bola. Com isso, jogadas com mudança de direção da bola, ataques com as duas mãos (“toque-ataque”) e carregadas não serão toleradas. Apenas a largadinha com a ponta dos dedos será permitida;
Número de relacionados: cada equipe poderá inscrever de 12 a 14 jogadores por partida – um deles, obrigatoriamente, precisa ser líbero. A lista de atletas relacionados deverá ser divulgada até uma hora antes do jogo;
Erro de posicionamento: o time que vai receber o saque deverá permanecer na posição correta da rotação no momento em que o árbitro apitar para autorizar o serviço. Os jogadores poderão se mover a partir do instante em que o sacador iniciar o movimento, e não mais após o toque dele na bola;
Gabi em ação na disputa pelo bronze do Mundial feminino de vôlei
FIVB
Novo desafio: os treinadores poderão pedir desafio em lances em que a bola desvia na defesa ou na recepção antes de sair – até então, apenas desvios no bloqueio podiam ser revistos. Segundo a FIVB, a imagem do desafio deverá mostrar claramente o toque no atleta para alterar a marcação da arbitragem. Se não houver imagem conclusiva, o apontamento inicial do árbitro será mantido;
Desafio no meio do rali: em possíveis infrações que ocorrem durante o rali, os treinadores poderão marcar o lance que gostariam de pedir a revisão. Caso o time perca o ponto. O objetivo dessa mudança é acelerar a análise do desafio nas partidas;
Sem tempo após o desafio: os treinadores não poderão pedir tempo técnico logo após pedirem um desafio. Apenas o técnico do time adversário terá esse direito, se julgar necessário;
José Roberto Guimarães, Zé Roberto, vôlei Brasil
FIVB
Uso do apito do árbitro: o primeiro árbitro não vai precisar apitar em lances que a bola cai direto no chão – dentro ou fora -, em saque que vai direto na rede ou em ataques em que a bola claramente bate no bloqueio e sai;
Interação do árbitro com o treinador: nas competições internacionais de 2026, os treinadores poderão se aproximar do primeiro árbitro para entender a marcação ou para esclarecer o pedido de desafio. Protestos e reclamações seguem proibidas;
Novo protocolo de aquecimento: cada time terá um período especial de 90 segundos para aquecimento de saque sem a presença de jogadores do adversário em quadra. Essa medida busca aumentar a segurança dos atletas. geRead More


