Análise: Palmeiras reforça domínio estadual e chega à final com sua atuação mais segura de 2026
Palmeiras 2 x 1 São Paulo | Melhores momentos | Semifinal | Campeonato Paulista 2026
O Palmeiras está pelo sétimo ano consecutivo na final do Campeonato Paulista. Campeão em quatro das seis decisões que disputou desde 2020, o time chega para enfrentar o Novorizontino depois de fazer na vitória por 2 a 1 contra o São Paulo o seu jogo mais sólido do ano.
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Sem surpresas na escalação e com Arias novamente no banco de reservas, o Verdão entrou no Choque-Rei tendo que melhorar sem bola. A equipe já vinha dando mostras de evolução para construir jogo, mas precisava defender melhor no seu campo.
Com mais posse desde o início, o Palmeiras conseguiu abrir o placar rapidamente com uma arma conhecida das equipes de Abel Ferreira: a pressão no ataque. Foi assim que abriu o placar no jogo contra o São Paulo na primeira fase, com Mauricio, e foi assim que saiu na frente nesse domingo, também com o camisa 18.
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A postura mais agressiva no campo de ataque voltou a encaixar como nos melhores momentos do Verdão de Abel. Só que em outros jogos com a equipe ideal, quando o adversário conseguia passar do abafa, tinha espaço para jogar.
Não foi o que aconteceu domingo, em Barueri. Marlon Freitas conseguiu proteger bem a frente da defesa, Andreas fez um grande jogo travando Marcos Antônio, enquanto Murilo dava pouco espaço para Calleri nos embates com o camisa 9, e Mauricio entregava muito sem bola, fechando o lado esquerdo com Piquerez.
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Marcos Ribolli
Allan e Khellven não tinham a mesma sincronia no lado direito, e ainda assim o São Paulo incomodou pouco no primeiro tempo. Com mais capricho, o Palmeiras poderia ter feito o segundo com boas transições ao roubar a bola e acelerar o jogo. Piquerez perdeu a chance mais clara antes do intervalo.
O gol de Flaco López, após jogada ensaiada em cobrança de falta, deu uma vantagem confortável para os donos da casa, que seguiam sem correr grandes riscos. Isto até o pênalti discutível que Calleri descontou, ainda com 20 minutos a se jogar o clássico.
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Marcos Ribolli
Isto mudou o contexto do jogo. O Palmeiras que tinha mais posse viu o São Paulo ficar mais com a bola e ir para o abafa. Ainda assim, o Verdão soube proteger sua defesa.
O local em que o rival tinha mais espaço era na intermediária. Nas bolas pelo alto, Gómez e Murilo foram impecáveis. O camisa 26 vive um ano de retomada, com jogos seguros e foi o líder em desarmes no Palmeiras, com quatro.
Uma demonstração de que mesmo terminado com menos posse (48%) a equipe de Abel Ferreira correu poucos riscos está no fato de Carlos Miguel teve que fazer apenas uma defesa, sem dificuldades.
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O time alviverde finalizou mais (11 a 10) e venceu o Choque-Rei por sua solidez. Teve bons momentos ofensivos, como nos últimos jogos, mas defendeu muito melhor do que no próprio clássico com o São Paulo na primeira fase.
Agora vem a final. E contra o time que impôs a maior derrota da era Abel Ferreira, os 4 a 0 para o Novorizontino. Vem aí a primeira chance de o Palmeiras encerrar um jejum de quase dois anos sem levantar uma taça.
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