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Cuca defende Gabigol e Neymar após empate do Santos, mas admite: “Resultado foi feio”

Cuca defende Gabigol e Neymar após empate do Santos, mas admite: “Resultado foi feio”

Nágila avalia atuação do Santos como “Pífia, patética e desastrosa” | A Voz da Torcida
Técnico do Santos, Cuca deu explicações sobre o resultado de 1 a 1 com os reservas do Deportivo Recoleta, do Paraguai, nesta terça-feira, pela segunda rodada da Copa Sul-Americana, na Vila Belmiro. Experiente, o treinador defendeu Gabigol e Neymar após reações controversas dos dois no estádio.
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Gabigol foi substituído, ouviu muitas vaias e saiu de campo sorrindo, dando aplausos para as arquibancadas. Neymar discutiu com torcedor que estava no setor social da Vila Belmiro após ser chamado de mimado. Para Cuca, faz parte do “combo” do resultado em campo.
— O jogo não foi feio. O resultado foi feio. O jogo foi uma supremacia total. Numa normalidade, com o pé na forma, faz quatro ou cinco. Perdemos gols fáceis e cria uma instabilidade enorme. Bater boca com o torcedor ou sair sorrindo é porque não satisfeitos. Eles queriam ganhar no aniversário. Saem frustrados. Mas só eles podem dar a resposta. Vir domingo e ganhar, como foi com o Galo. Se eu abrir críticas para um ou para outro, vou perder o que estou construindo. Internamente, vou cobrar, como tenho que fazer. Aqui para fora, não.
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Cuca em Santos x Recoleta
Jota Erre/AGIF
Para Cuca, o combo vai além. As cobranças fazem parte de um cenário adverso para a torcida santista há anos, o que criou um clima ruim para o jogo.
Em campo, o Santos teve 80% de posse de bola e conseguiu criar várias chances, mas não conseguiu vencer.
— Futebol. Assim é. Essa cobrança do torcedor não vem do jogo de hoje. Se estivéssemos tudo em dia. Fazer um jogo que se finaliza tantas vezes, com 80% de posse de bola, se está tudo em dia, o torcedor entende que é um dia ruim. Mas isso é um acumulado que o torcedor sustenta faz tempo. Hoje pior no aniversário do clube.
— Começamos bem o jogo, colocamos o adversário para trás, fizemos o gol e perdemos chances muito claras, que não se perde, mas perdeu. Isso cria um perigo porque você pode tomar uma bola e acontecer o gol. Foi o que aconteceu. Cria-se um frisson totalmente adverso. O simples já não é simples e você tem que ganhar. Jogamos o adversário pra trás, continuamos perdendo gols e tomando decisões erradas. Não tem muito o que explicar. É trabalhar, ter confiança. Não é possível criar tanto quanto estamos criando. Tem que botar a bola no gol.
Veja outras resposta de Cuca na entrevista coletiva:
Foi vexame?
— Resultado em si é ruim. Mas não podemos falar em vexame. Não sei ao fundo quantos outros maus resultados ocorreram. A estratégia foi planejada, bem executada. Dominamos o jogo, mas tem que fazer o gol. Quando a gente perde gols fáceis, fica um jogo perigoso. Temos que administrar o mau momento que vivemos na Sul-Americana, reagrupar e domingo fazer um jogo desse nível, com as finalizações melhores e poder vencer.
Santos entrou de salto alto?
— O jogo não foi feio. O resultado foi feio. O jogo foi uma supremacia total. Numa normalidade, com o pé na forma, faz quatro ou cinco. Perdemos gols fáceis e cria uma instabilidade enorme. Bater boca com o torcedor ou sair sorrindo é porque não satisfeitos. Eles queriam ganhar no aniversário. Saem frustrados. Mas só eles podem dar a resposta. Vir domingo e ganhar, como foi com o Galo. Se eu abrir críticas pra um ou pra outro vou perder o que estou construindo. Internamente vou cobrar, como tenho que fazer. Aqui pra fora, não.
Partida de Gabigol
— Ele estava flutuando. Jogador busca espaço ideal. Gabigol não fica enfiado. Ele busca o jogo. Fez a jogada do gol. Com o tempo passando e perdendo gol, todo jogador vai sentindo o jogo. Quando tiro o Gabigol quero um homem mais de área, com o Thaciano. Depois botamos o segundo com o Lautaro. A bola passou na área e não estávamos na área para fazer o gol. Ele é o melhor definidor mas não teve num bom dia. Acontece.
Acredita na classificação?
— Cada jogo é uma história, um capitulo a parte. Temos o San Lorenzo na casa deles. Temos que recuperar os pontos perdidos. Não tem outra alternativa. Fora e dentro de casa também.
Análise do elenco
— Temos que avaliar o elenco para montar o time. Quando vier a janela teremos a análise do que é necessário. Gabriel é definidor, mas a característica não é de pivô. Ele gosta de flutuar. Hoje ele e Neymar não fizeram jogo ruim. Espaço sumiu para ele. Com adversário fechado, não casou com o jogo dele no segundo tempo.
Importância da Sul-Americana
— Não é fácil fazer futebol. Ele está muito caro. Acho que quase todos os grandes clubes tem déficit. Ficou tudo muito caro em todos os sentidos. Por mais que tenha patrocínio, apoio da TV. A única saída é venda de jogadores. Vender três ou quatro jogadores para tentar empatar. É uma realidade clara que temos que entender que ajudamos o clube a nos pagar passando de fase nessas competições internacionais. Isso é obrigação nossa. Se os jogadores não sabem, temos que sempre lembrar isso também.
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