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Argentina presa no Rio por imitar macaco é acusada de roubar carro do ex-namorado, diz jornal

Argentina presa no Rio por imitar macaco é acusada de roubar carro do ex-namorado, diz jornal

 Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema
Agostina Páez, a advogada e influencer argentina que foi presa no Rio de Janeiro após imitar um macaco, é acusada agora em seu próprio país de ter roubado o carro de um ex-namorado. A informação é do jornal “Clarín”, publicada nesta quarta-feira (15).
A denúncia parte do e Javier Zanoni, um dentista de 32 anos, segundo o jornal argentino. A separação teria ocorrido alguns meses antes da viagem de Páez para o Brasil.
Zanoni afirma que, durante a relação, ele teria emprestado a Páez um Citröen C4 Cactus, e esperava a devolução do veículo após o término — o que não aconteceu.
A influencer é acusada agora de abuso de confiança e apropriação indébita.
“Enviamos uma carta formal solicitando a devolução voluntária do veículo, mas não houve resposta. Ele foi paciente devido à situação dela, mas já havia solicitado educadamente a devolução”, declarou um dos advogados do ex, de acordo com o “Clarín”. Ele afirma ter a posse da documentação que prova que o carro é dele.
Agostina Páez
Reprodução
Gesto racista
Agostina Páez, que ainda é ré por injúria racial, retirou a tornozeleira eletrônica no último dia 31 de março, após receber permissão da Justiça.
Ela retornou para seu país no dia seguinte e falou com jornalistas no aeroporto em Buenos Aires.
A advogada também se encontrou com a senadora Patrícia Bullrich, ex-ministra de Segurança Nacional do governo de Javier Milei, uma das representantes da direita do país. O encontro foi registrado com uma selfie postada pela ex-ministra em uma rede social (veja abaixo).
Agostina Páez posou para selfie com a senadora Patricia Bullrich na volta à Argentina
Reprodução/X
Agostina definiu o que passou no Brasil como um “calvário”, mas se disse arrependida por sua “reação”, no episódio de gestos e palavras racistas contra funcionário de um bar na Zona Sul do Rio. “Apesar do contexto, me arrependo de ter reagido desta maneira, mas agora estou aqui”.
Ela afirmou que não é racista. “Há uma lei no Brasil que é muito severa”, disse aos jornalistas. “Nunca contaram a minha parte da história e sou inimiga pública no Brasil”, disse. Ela aconselhou os viajantes que conheçam os contextos das leis no Brasil.
A advogada foi autorizada a voltar para a Argentina após a defesa obter um habeas corpus e o pagamento do valor de fiança estabelecido pela Justiça do Rio de Janeiro. Ela vai responder ao processo em liberdade, a partir do país de origem.
Relembre o caso
Um vídeo com os gestos racistas viralizou nas redes sociais e deu início à investigação da Polícia Civil, que indiciou Páez por injúria racial.
A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O pedido se baseou no risco de fuga e no comportamento reiterado da advogada, que, de acordo com a promotoria, repetiu as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.
Agostina foi presa no dia 6 de fevereiro, mas foi solta na mesma noite após decisão da mesma Vara Criminal. A Justiça determinou que ela continuasse no Brasil utilizando uma tornozeleira eletrônica, até receber permissão para retornar à Argentina, em 31 de março.
Menos de 24 horas após chegar à sua cidade, na província de Santiago del Estero, o pais da influencer, Mariano Páez, foi filmado durante a madrugada em um bar do centro da cidade fazendo gestos semelhantes aos de um macaco e dizendo que sente “asco pelo Estado”.
Advogada argentina Agostina Páez
Reproduçãog1 > Mundo Read More