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Última divisão de SP tem clubes ligados a Diniz e Rivaldo, estádio de seleção e até o Barcelona

Última divisão de SP tem clubes ligados a Diniz e Rivaldo, estádio de seleção e até o Barcelona

Bezinha 2026 terá mais clubes no torneio
O Campeonato Paulista da Segunda Divisão Sub-23, considerado o quinto e último nível do futebol de São Paulo, começa nesta sexta-feira com clubes tradicionais no futebol brasileiro.
O campeonato leva o nome de Segunda Divisão, mesmo sendo o quinto degrau para os clubes, porque as quatro divisões superiores (A1, A2, A3 e A4, esta criada em 2023) levam o nome de “Paulistão” pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Por isso, também é popularmente conhecido como “Bezinha”.
Taça do Paulista Segunda Divisão, a Bezinha, de 2025
Pedro Zacchi/Ag.Paulistão
+ Veja a tabela completa da Bezinha 2026
Entre os 24 participantes da edição 2026 estão equipes que já foram comandadas pelo técnico Fernando Diniz, hoje no Corinthians, camisa que já foi vestida pelo pentacampeão Rivaldo e clube dono de estádio que já foi palco para seleção brasileira e título nacional do Santos (saiba mais abaixo).
Além deles, há quatro estreantes em competições profissionais da FPF: Paulinense e Santa Fé, que já existiam desde 2003 e 2021, respectivamente, e Riopretano e Itaquá, fundados em 2025.
Santa Fé e Riopretano se enfrentam nesta sexta, às 19h, no jogo de abertura do campeonato.
Riopretano é o novo time de São José do Rio Preto e vai estrear na Bezinha de 2026
Divulgação
Abaixo, o ge lista curiosidades de nove times confirmados para a competição:
América-SP
O América-SP enfrenta anos de uma crise política e financeira. No ano passado, não disputou a Segundona e ficou fora de uma divisão do Campeonato Paulista pela primeira vez em mais de 60 anos. O clube de São José do Rio Preto (SP), campeão da Copinha de 2006, é o detentor da marca de time do interior com a maior sequência na elite estadual (1964 a 1997) e já chegou o Brasileirão (1978 e 1980), além das séries B e C.
No entanto, desde 2015 estava na quarta divisão de SP, que virou o penúltimo nível 2023 com a criação da Série A4. Porém, em 2024 foi rebaixado para a quinta divisão.
Estádio Benedito Teixeira – Teixeirão, em Rio Preto
Gabriel Castro
O time joga no Estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão. Fundada em 1996, a casa do América-SP já recebeu um amistoso entre Brasil e Gana e foi palco do título brasileiro do Santos, em 2004. Foi, por muitos anos, alternativa para mando de campo dos grandes do estado quando os respectivos estádios estavam ocupados.
Audax-SP
Fundado em 1985, o Grêmio Osasco Audax disputou a elite do Paulistão pela primeira vez em 2014 e teve o auge em 2016, sob comando de Fernando Diniz. No Grupo C, o time foi líder e tirou o São Paulo nas quartas de final com um sonoro 4 a 1. Na fase seguinte, eliminou o Corinthians nos pênaltis na casa do Timão, mas perdeu a final para o Santos.
No entanto, nove anos após a façanha, o clube foi rebaixado para a Segundona em 2025, quando foi vice-lanterna da Série A4. Foi a quinta queda do Audax desde o vice do Paulistão em 2016. Em 2017, caiu para a A2. Em 2018, para a A3. Apesar de vencer a terceira divisão em 2019, caiu novamente em 2022. No ano seguinte, foi para a A4, até chegar à quinta.
Audax vice-campeão paulista
Marcos Ribolli
Barcelona Esportivo Capela
O Barcelona, embora tenha uniforme Fzul e grená, não tem ligação e nem foi criado em homenagem ao clube espanhol. O time surgiu há mais de 20 anos no bairro da Capela do Socorro, zona sul de São Paulo e nunca saiu das últimas divisões. Nesta temporada, o Barça jogará no Nicolau Alayon, casa do Nacional-SP, clube tradicional da capital do estado.
O “Barça” nunca foi protagonista nas últimas divisões do futebol Paulista, mas tem como trunfo o fato de ter revelado o atacante Diego Costa para o mundo. Ele se tornou profissional pelo clube em 2006 e foi vendido ao Braga-POR, rendendo recompensa financeira ao Barcelona.
Diego Costa registro Barcelona Esportivo Capela
Arquivo Pessoal / Paulo Sérgio Moura
Catanduvense
Em meados dos anos 2000, o Grêmio Catanduvense teve uma ascensão no cenário estadual e chegou à elite estadual em 2012. Na ocasião, no entanto, a Bruxa teve apenas duas vitórias, sete empates, entre eles um com o Palmeiras, e dez derrotas, sendo rebaixada na 19ª e penúltima posição no Paulistão.
Foram quedas em sequência até chegar à última divisão em 2019, quando chegou à terceira fase. Depois, o clube deixou de participar de competições oficiais e retornou agora.
Catanduvense em jogo contra o Palmeiras pelo Paulistão de 2012
Divulgação/Catanduvense
Matonense
Sucesso nos anos 1990 com presença na elite paulista após sair da Série B1, a Matonense já foi a casa de Dorival Júnior, à época Júnior, Zé Carlos, lateral que jogou a Copa de 98, e o primeiro time de Grafite. Em maio, o clube completará 50 anos em meio a uma crise financeira e esportiva.
Nos últimos anos, para se manter na ativa, o clube tem feito parcerias com empresas esportivas para tocarem o futebol. No entanto, são três anos desde a última vitória em jogos oficiais – em abril de 2023, pela Série A3. Em 2024, o time caiu para a Série A4 sem terminar a competição por conta de jogos seguidos com W.O e, em 2025, foi novamente rebaixada para a Bezinha.
Time da Matonense na Série A2 do Campeonato Paulista de 1997: Zé Carlos é o quinto da esquerda para a direita, em pé, e Dorival Júnior é o sétimo jogador da esquerda para a direita, agachado
Gazeta Press
Mogi Mirim
O Mogi Mirim, com o “Carrossel Caipira” no início dos anos 1990, projetou o meia Rivaldo para o futebol, mas desde 2023, quando foi rebaixado para quarta divisão em SP, estava afastado das competições oficiais em meio a crises financeiras em sequência.
O clube, que já chegou a ser campeão do Troféu do Interior em 2012 e foi semifinalista do Paulistão de 2013, também teve disputas nacionais nas séries B, C e D do Brasileiro. Rivaldo chegou a encerrar a carreira no clube para poder atuar ao lado do filho, Rivaldinho. Ele também foi presidente do Mogi, mas deixou o cargo em julho de 2015.
Rivaldo em atuação pelo Mogi Mirim contra o Corinthians
Agência Estado
Paulínia
O Paulínia foi fundado em junho de 2004 com o intuito de formar jogadores e um dos importantes frutos é o volante Fabinho. Nascido em Campinas, ele passou pela base do Paulínia antes de ir para o Fluminense. Ainda jogou pelo Mônaco, Liverpool e atualmente está no Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Ele tem convocações para as seleções de base e profissional.
Volante Fabinho na Seleção
Lucas Figueiredo / CBF
Tupã
Fundado há 90 anos, o Tupã Futebol Clube nunca esteve na elite estadual e é figura carimbada nas divisões de acesso, sobretudo na Segundona. Neste ano, vai para 26ª participação no campeonato, a quinta seguida.
A curiosidade é que, desde dezembro do ano passado, o time tem como presidente o ex-atacante do Corinthians, Tupãzinho. O Talismã da Fiel foi revelado pelo Tupã e passou pelo São Bento antes de chegar ao Timão, onde fez 45 gols em 319 partidas entre as temporadas de 1990 e 1996.
Tupãzinho, ex-atacante do Corinthians, presidente do Tupã
Arquivo pessoal
Votoraty
Fundado em 2005, o Votoraty estava afastado do futebol profissional desde 2010. Foi o primeiro clube de Fernando Diniz como técnico. O treinador foi campeão da Série A3 do Paulista e da Copa Paulista em 2009. A campanha rendeu ao clube a vaga na Copa do Brasil do ano seguinte, quando o Votoraty caiu para o Grêmio na segunda fase.
No entanto, em 2010, o clube foi envolvido em uma negociação com o grupo que havia adquirido os direitos do Comercial de Ribeirão Preto (SP), em manobra que colocou o Alvinegro na Série A2 mesmo tendo sido rebaixado para A3 no ano anterior. Antes de voltar como profissional, o Votoraty disputou torneios de base.
Fernando Diniz campeão da Copa Paulista de 2009 pelo Votoraty
Arquivo Jornal Cruzeiro do Sul/Erick Pinheiro
Sistema de disputa
São quatro grupos com seis times cada. O critério adotado para divisão das chaves foi a regionalização.
As equipes se enfrentam em turno e returno dentro do grupo e os quatro primeiros colocados avançam para as oitavas de final.
O Tanabi é o atual campeão da Bezinha
Rodrigo Corsi/Ag. Paulistão
Os duelos de todas as fases do mata-mata serão definidos com base na classificação geral. Em caso de empate no placar agregado, o classificados será decidido nos pênaltis. Apenas os finalistas sobem para o Campeonato Paulista da Série A4 de 2027.
O campeonato é Sub-23 e, de acordo com o regulamento, cada clube pode ter até três atletas acima da idade no elenco.
Veja os grupos
Grupo 1
América-SP
Assisense
José Bonifácio
Riopretano
Santa Fé
Tupã
Grupo 2
Santacruzense
Grêmio Catanduvense
Independente de Limeira
Mogi Mirim
São Carlos
Matonense
Grupo 3
Flamengo-SP
Guarulhos
Audax
Paulínia
Sporting Club Paulinense
Votoraty
Grupo 4
Manthiqueira
Barcelona-SP
Mauaense
Itaquaquecetuba Athletico Clube (IAC)
Mauá
União Mogi geRead More