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Zubeldía critica gramado após empate do Fluminense: “Não estamos cuidando do jogador”

Zubeldía critica gramado após empate do Fluminense: “Não estamos cuidando do jogador”

Zubeldía, técnico do Fluminense, ficou bastante descontente com as condições do gramado do Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa-PR, depois do empate sem gols com o Operário na noite desta quinta-feira, no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil.
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O treinador do Flu reservou boa parte da entrevista coletiva depois da partida para criticar o campo do Operário. A partida foi marcada pela lesão de Martinelli com cinco minutos do primeiro tempo.
– Nessas partidas de Copa do Brasil, nesse contexto, esperávamos um jogo assim, muito brigado, com muita dificuldade para poder trocar passes. O que eu mais lamento é que… eu, aos 23 anos, tive que deixar de jogar futebol por uma questão de lesão no joelho. Joguei muitos jogos profissionais em pouco tempo, em gramados diferentes. E possivelmente uma das causas da minha saída precoce foi produto de não cuidado, de jogar muitos jogos em pouco tempo, em gramados diferentes e em uma estrutura física com a qual não estava preparado – disse o comandante.
Zubeldía em entrevista coletiva depois do empate entre Operário e Fluminense
MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.
– Então a reflexão que deixo hoje é que, em um jogo com o que significa a Copa do Brasil, com a organização que tem a Copa do Brasil, que é muito boa, que eu digo que é uma Copa Libertadores interna, em que todas as equipes têm a possibilidade de poder escalar em 180 minutos… A reflexão que chego é que, com gramados como o de hoje, não estamos cuidando do jogador, não estamos – acrescentou.
Zubeldía citou a lesão do Martinelli, que deixou o campo aos oito minutos para a entrada de Otávio e será reavaliado pelo departamento médico do Fluminense na volta ao Rio de Janeiro. E afirmou que o jogo contra o Operário deveria ter sido realizado em outro estádio.
– Era muito difícil fazer o futebol que costumamos fazer, mas isso não é inconveniente porque cada equipe tem sua fortaleza, dentro do seu campo. O único que eu peço é que os gramados estejam bem a favor da saúde do jogador. Depois falamos do espetáculo. Então acredito que a organização, nesse aspecto, não pode apresentar um gramado assim. Nós, aos cinco minutos, tivemos uma lesão de um jogador superimportante como Martinelli, que não se lesiona nunca. Então chamo para reflexão nesse ponto – disse.
– Havia tempo para poder organizar em outro campo. Creio que é justo para as duas partes, para o espetáculo e, sobretudo, para a saúda do jogador. No demais, é muito difícil analisar. Não dava para trocar passes, não dava para ter situações de último terço. Muito difícil jogar em um gramado assim. Repito que havia tempo para analisar se o gramado estava de acordo com uma partida importante ou não. Se não está, tem que levar para outro lado. Temos que priorizar um pouco a saúda do jogador, estamos jogando a cada 3 dias nessa etapa, e vamos seguir jogando. Está um fenômeno isso, ao menos (é preciso) um gramado bom. Se não, vai seguir lesionando os jogadores. Assim é muito difícil – completou Zubeldía.
“Quem viu o espetáculo na televisão se deu conta. Impossível de jogar, para as duas equipes. Impossível de jogar. Uma pena”, concluiu.
Veja outros pontos da coletiva de Zubeldía, técnico do Fluminense:
Por que a demora e por qual motivo não fez as cinco substituições?
– Dos que haviam jogado a última partida, estou tentando relembrar, Hércules, Serna e Alisson, mas esse jogou 60 minutos. De 11 jogadores, contando Fábio também, são quatro jogadores que repetiram. Estavam com energia para jogar e sustentar a partida. Depois, preciso substituir aos cinco minutos por lesão. Sabíamos que iam fechar a partida com 2 pontas, me parecia uma partida difícil de jogar. Pensamos em um momento em colocar o Riquelme para ter um pouco mais de associação por dentro, mas são partidas de copa e o gramado não joga a favor dos jogadores mais técnicos. Então, creio que respondemos muito bem fisicamente, encaramos e competimos, apesar de não ter sido uma boa partida para nenhuma das equipes, pela energia que tínhamos, não tinham minutos acumulados. Achava que era o suficiente para poder ter oportunidades. Bem, dentro de uma partida ruim, a série segue aberta.
Mais sobre o gramado
– O problema é para as duas equipes, sim. É um inconveniente para o espetáculo. Mas coloque acima de tudo a saúde do jogador. O espetáculo é muito importante. Se você senta para assistir a uma partida de futebol, e a bola é impossível de controlá-la, até o ponto que tiveram sete finalizações para uma equipe, e seis para outra. Isso significa que as dificuldades para gerar ocasiões de gol existem para as duas equipes. O ponto que me estranha é que uma partida tão importante se jogue em um gramado tão ruim, sabendo que a partida já estava programada. Então, onde fica a saúde do jogador? Onde fica o espetáculo? Eu fui jogador de futebol. Esse me parece um torneio muito importante para não se pensar no gramado. Para além de enfrentar uma boa equipe, o gramado é uma dificuldade para os dois.
O que você não conseguiu colocar em prática com o gramado?
– Não se trata de colocar em prática ou não. É impossível realizar nosso jogo. Tudo que eu possa analisar aqui… tem que jogar de outra forma, dificulta mais. É algo totalmente diferente ao que normalmente jogamos, mas está bem. A equipe competiu, esteve organizada e correu. Operário não teve situações de gol, e nós, já no fim com dois pontas, circulamos mais. Pudemos solucionar o problema da equipe com o Martinelli, que é um jogador importante. Mas a equipe competiu bem, e mata-mata é assim: temos que fazer 180 minutos bem.
Lesão de Martinelli
– Eu chamo isso de movimentos involuntários. Este tipo de gramado te faz ter que fazer movimentos involuntários, em que tem que controlar a bola. Corre-se risco de um jogador ter dificuldades físicas. Sempre digo que calendário apertado já sabemos de antemão, que gramado sintético já sabemos e que está dentro do que planejado. Mas há coisas evitáveis. E a de hoje poderia ter sido evitada porque não foi boa para nenhuma das partes.
Como é o momento do Samuel Xavier e do Renê no Fluminense?
– Estão bem os quatro (laterais). Para mim são quatro laterais muito bons, não sei quantas vezes tive quatro laterais tão bons. Na esquerda, são um pouco diferentes em características, mas muito efetivos. E, na direita, muito eficientes nas suas tarefas. Para mim, é uma posição em que vou vendo os jogos, as características que necessitamos, o momento. Como o calendário e longo e manter o nível é muito difícil, a decisão é justa para saber quem vai jogar ou não. Os quatro estão em muito bom nível, podem flutuar um ou outro dependendo do momento da temporada. Mas é uma bênção ter soluções nas laterais quando, por aí, no mundo, faltam laterais. Tenho quatro, isso é um lindo problema.
Dupla de zaga e estreia de Millán
– A dupla de zaga esteve bem. No Uruguai, sabemos que os campos não são bons, são poucos que são bons, e Millán jogou muito lá. Então, às vezes, há jogadores que possam estar adaptados a partidas como hoje, e ele foi bem.
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