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Análise: reservas não aproveitam chance, e Atlético-MG faz jus à lanterna na Sul-Americana

Análise: reservas não aproveitam chance, e Atlético-MG faz jus à lanterna na Sul-Americana

O Atlético-MG segue sem apresentar evolução em campo, seja com os titulares ou com os reservas. Contra o Cienciano, mais um jogo ruim da defesa e do ataque, o que culminou na derrota por 1 a 0 no Peru, na noite de quarta-feira, pela terceira rodada da fase de grupos da Sul-Americana.
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Domínguez preservou quase todos os titulares – menos Everson – e viajou para Cusco com um time recheado de garotos. Na escalação, não trouxe surpresas. Utilizou quem estava sem espaço e colocou o jovem Pascini na lateral-esquerda.
Os problemas apareceram logo nos primeiros minutos. O Atlético mostrou limitações para superar a marcação alta do Cienciano, que procurou recuperar a bola no campo de ataque para explorar os espaços em velocidade.
Reinier – Cienciano (PER) X Atlético, Copa Sul-Americana
Pedro Souza / Atlético
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A ideia do Galo era atrair o time da casa com Reinier centralizado e utilizar os corredores, principalmente o esquerdo, para Dudu avançar no um contra um e criar problemas ao adversário. Não deu certo. O meio-campo pouco fez para municiar o ataque, e as inversões de bola não foram bem executadas.
A melhor chance foi criada em chute de fora da área de Alexsander. A bola passou perto da trave. Depois, o time peruano seguiu com maior volume e saiu na frente. Robles ganhou pela esquerda e cruzou na área. Bandiera apareceu com velocidade – surpreendeu Ivan Román – e cabeceou forte para marcar.
O gol não fez o Alvinegro mudar a postura e ser mais ofensivo. Pelo contrário, o Cienciano cresceu na partida e criou, pelo menos, duas oportunidades para ampliar. Everson precisou trabalhar para evitar um estrago maior no primeiro tempo.
Em busca de ter maior volume ofensivo, Domínguez optou por colocar Minda e Bernard em campo para a segunda etapa. O equatoriano trouxe maior velocidade pelo lado direito e por pouco não empatou. Em lançamento de Everson, Preciado ajeitou para Minda, que ganhou da marcação e saiu na cara do gol. O atacante optou pelo passe para Reinier, que foi travado pela marcação.
Preciado, lateral-direito do Atlético-MG
Pedro Souza / Atlético
No minuto seguinte, tudo voltou a se complicar. Preciado fez falta dura, levou o segundo amarelo e foi expulso. Se em igualdade numérica estava difícil, com dez ficou impossível.
Com um a mais, o Cienciano controlou o jogo como quis. Deu trabalho para Everson em mais uma cabeçada, arriscou alguns chutes e viu o goleiro Espinoza não ser exigido de forma alguma. Tudo muito confortável para os donos da casa.
Cienciano (PER) X Atlético, Copa Sul-Americana
Cienciano/Reprodução
Na reta final, Domínguez deu minutos para os garotos Luiz Gustavo, Iseppe e Cauã Soares. O meia foi quem mais apareceu e mostrou personalidade ao tentar jogadas individuais. Pouco, mas superior a muitos nomes de quem se espera muito mais — como Scarpa, Alexsander e Bernard.
O Atlético faz jus à sua posição na Sul-Americana: lanterna do grupo B. Em uma chave fraca, o time vê a classificação ameaçada – e com justiça. Seja com reservas ou titulares, o clube não mostra sinais que vai reagir na temporada.
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