Justiça nega recurso da diretoria e mantém novas eleições no Guarani
Willian Farias marca no fim e Guarani volta pro G-8 da Série C
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o recurso interposto pela atual diretoria do Guarani e manteve a decisão judicial que determina a realização de novas eleições no clube.
+ siga o canal ge Guarani no WhatsApp
A decisão foi proferida pelo relator Enéas Costa Garcia, da 1ª Câmara de Direito Privado, na última segunda-feira. O desembargador indeferiu o pedido de efeito suspensivo solicitado pelo clube, justificando que “não se constata situação de urgência ou verossimilhança apta a justificar a concessão da liminar”.
O recurso havia sido apresentado pelo atual Conselho de Administração, presidido por Rômulo Amaro, na tentativa de suspender a decisão da juíza Ana Lial Beall, da 11ª Vara Cível de Campinas.
Bandeira do Guarani; Brinco de Ouro
Raphael Silvestre/Guarani FC
No documento, a diretoria do Bugre pedia a manutenção da validade do pleito de dezembro e argumentava que a anulação causaria instabilidade administrativa e prejuízos financeiros. O clube também defendia a soberania da Assembleia Geral na exclusão da chapa de oposição.
Com a negativa do TJ-SP, a determinação de primeira instância continua valendo. Para evitar um vácuo administrativo e paralisação das atividades, os atuais ocupantes dos cargos nos Conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal seguem mantidos provisoriamente em suas funções.
No entanto, o clube precisará organizar e realizar uma nova assembleia eleitoral no prazo de 30 dias corridos, aproveitando os mesmos integrantes da comissão eleitoral do ano passado.
Eleições no Guarani são suspensas e preocupam gestão
Entenda o caso
A ação é baseada em um pedido de tutela de urgência feito por Felipe Ramos Roselli, que encabeçava a chapa de oposição “Meu Bugre Forte”.
A candidatura de Roselli havia sido impugnada de forma polêmica durante a Assembleia Geral realizada no dia 14 de dezembro de 2025. Na ocasião, a exclusão da chapa adversária abriu caminho para a reeleição de Rômulo Amaro na presidência do Conselho de Administração.
O ponto principal da decisão da última quarta-feira estava justamente na forma como o processo de impugnação da chapa de oposição foi conduzido. No dia da votação, Felipe Roselli foi barrado sob a alegação de faltas injustificadas no ano de 2023.
Rômulo Amaro, presidente do Guarani
Raphael Silvestre/ Guarani FC
Segundo o entendimento da juíza Ana Lia Beall, houve irregularidade na maneira como a exclusão foi votada durante a Assembleia Geral e também no fato de que a impugnação estaria baseada no antigo estatuto do clube.
– A soberania da Assembleia não autoriza o descumprimento do rito estatutário. No caso em tela, há prova literal de que a votação ocorreu de forma aberta (‘por levantamento’), em flagrante violação aos artigos do Estatuto que exigem o voto secreto para questões eleitorais. Ademais, a inovação de motivos para impugnação em sede assemblear, após a homologação prévia pela Comissão Eleitoral, configura nítido cerceamento de defesa e violação ao devido processo legal associativo – explicou a magistrada sobre a situação envolvendo a votação da exclusão de Roselli durante a Assembleia.
+ CLIQUE AQUI e leia mais sobre o Guarani
– O fundamento para a impugnação (faltas em 2023) baseou-se em sanção do Estatuto antigo, que teria sido suplantado pelo novo Estatuto vigente desde setembro de 2025, o qual não previa a mesma penalidade de inelegibilidade automática por este motivo – citou a juíza em relação ao segundo ponto que considerou irregular. geRead More


