Ivonei vive mudanças na Ásia, sonha com retorno ao Santos e elogia Diniz: “O melhor que tive”
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Formado nas categorias de base do Santos, o meia Ivonei tem vivido uma experiência diferente no futebol asiático. Desde agosto de 2024, o jogador de 24 anos atua em um clube dos Emirados Árabes Unidos, em sua primeira experiência fora do Brasil.
Ivonei defende o Al Bataeh, clube que luta para se manter na primeira divisão nacional. Depois de enfrentar dificuldades no início, ele se vê bem adaptado aos costumes locais.
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– Na temporada passada, nos primeiros seis meses, foi um pouco complicado. Depois, eu consegui me adaptar rápido. Era difícil por conta dos horários de refeições e treinos. É muito diferente do Brasil. Quando eu cheguei, fiquei um mês sozinho aqui. Eu só comia frango, pão e salada. Estava no hotel do clube. Tinha a comida deles, frango, pão e salada. Passei um mês assim. Era o mais brasileiro que tinha em relação à comida.
– Quando tem o Ramadã os jogos mudam para 22h30. Passa o dia todo sem comer. A concentração muda os os horários das refeições, os treinos são 22h. Nesse período é complicado. Você chega do treino em casa 0h. Até baixar a adrenalina, você conseguir ir dormir, já é tarde. Você acorda tarde. Quebra a rotina totalmente.
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Ivonei (de uniforme branco) em jogo do campeonato dos Emirados Árabes
Divulgação/Al-Bataeh
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Dentro de campo, o ex-santista também passou por adaptações. Comandado pelo iraniano Farhad Majidi, o jogador tem desempenhado uma outra função em campo, com um foco maior na marcação.
– No Brasil, eu atuava como um 10. No Santos atuei como o camisa 8, como o 10, muitas vezes um segundo atacante. O treinador atual pede uma função diferente. Um camisa 5, um camisa 8 mais recuado. Tenho me adaptado muito bem. Estou mais preparado em entendimento de jogo, intensidade na nova função. Sou versátil. Nas três funções do meio tenho desempenhado bem.
Próximo do fim da temporada nos Emirados Árabes, Ivonei tem contrato até o fim da temporada atual com o Al-Bataeh, com opção de renovação por mais um ano. No entanto, ele deve definir o futuro após as férias.
Fernando Diniz e desejo de retorno ao Santos
Atualmente no Santos, o técnico Cuca foi quem deu a primeira oportunidade para Ivonei no time profissional. Apesar disso, para o meia, o técnico que mais o marcou durante a passagem pelo Peixe foi Fernando Diniz.
– Quem me subiu foi o Jesualdo (Ferreira). O Cuca me deu oportunidades naquele ano em que chegamos na final da Libertadores. Mas um treinador que me marcou muito no Santos foi o (Fernando) Diniz. Eu falo para todos que foi melhor treinador que tive. Ele é sincero, o que precisar falar, falará na sua cara. Ele não vai elogiar muitas vezes, mas você sabe que está fazendo o certo. Ele ficou três meses e foi o período em que tive mais sequência. Depois que ele saiu nós mantivemos contato. Para mim, o melhor treinador foi o Diniz.
Ivonei durante aquecimento pelo Al-Bataeh, dos Emirados Árabes
Divulgação/Al-Bataeh
Ivonei deixou o Santos após uma rescisão em comum acordo em junho de 2024. Contudo, o meia não esconde o carinho que mantém pelo clube que o revelou para o futebol.
– Agradeço muito ao Santos. Foram quase 11 anos. Os momentos na Vila ficam marcados na memória. Após assinar a rescisão veio a proposta dos Emirados e aceitei. Um dia, se Deus quiser, a gente volta e segue a história que temos lá – disse o jogador, que falou sobre a decisão de deixar o clube.
– Eu, junto com meu pai, decidimos que era o melhor para mim e para o Santos. Tinha um ano de contrato ainda, mas estava claro que não seria utilizado. Ou iria buscar um novo empréstimo, ou uma negociação para sair. Tinham ofertas de outros clubes. Demoramos para assinar a rescisão e perdi algumas oportunidades. Assinamos em comum acordo.
– Eu acho que muitas vezes foram coisas internas que não vem ao caso. Faltou mais diálogo e confiança da diretoria passada, de pessoas de dentro do clube. Se tivessem a confiança que tinham em outros jogadores acho que teria dado certo. Muitas vezes eu jogava um jogo e no outro não entrava, não tinha sequência. E era cobrado por isso. Acho que era mais confiança do clube em mim para me dar uma sequência. Acho que teria dado certo.
Ivonei com a família nos Emirados Árabes
Divulgação
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