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Ginastas do Brasil têm intercâmbio com o Bolshoi e aprimoram técnica de ballet de olho nas Olimpíadas

Ginastas do Brasil têm intercâmbio com o Bolshoi e aprimoram técnica de ballet de olho nas Olimpíadas

O treino da seleção brasileira de ginástica rítmica ganhou um reforço de peso na última segunda-feira, em Aracaju. As ginastas vice-campeãs mundiais do conjunto receberam a visita dos bailarinos do Bolshoi Brasil, a filial brasileira da tradicional escola russa de ballet. Foi um intercâmbio para aprimorar a técnica de ballet das atletas, afinal a ginástica rítmica carrega a dança clássica na própria essência. Mais um um passo na preparação rumo às Olimpíadas de Los Angeles 2028.
– O ballet faz parte da nossa rotina. A gente faz em torno de uma hora e meia de preparação corporal com base totalmente no ballet clássico – contou Bruna Martins, auxiliar técnica e professora de ballet da seleção brasileira de conjunto de ginástica rítmica.
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Ginastas fazem intercâmbio com o ballet Bolshoi
Juracy Feitosa/CBG
A leveza e a elegância dos movimentos são requisitos na ginástica rítmica. O ballet é a linguagem corporal da modalidade e o alicerce para a construção das coreografias usadas nas competições.
– Tem um pré-requisito na avaliação dos árbitros que envolve as dificuldades corporais. Então nós temos equilíbrio, giros, os saltos… Toda a técnica para ensinar esses três elementos da ginástica rítmica vem do ballet. A gente costuma falar que, na ginástica rítmica, elas são bailarinas com aparelho na mão – explicou Camila Ferezin, técnica da seleção brasileira de conjunto.
Ginastas fazem intercâmbio com o ballet Bolshoi
Juracy Feitosa/CBG
O ballet se fez ainda mais presente na rotina das vice-campeãs mundiais com a visita da filial brasileira do famoso teatro Bolshoi de Moscou. Os bailarinos trocaram experiências com as ginastas e deram dicas.
– Os nossos bailarinos são atletas cênicos. Aqui a gente encontrou atletas que procuram a arte e a emoção para a técnica delas. Então, a gente vê que eles, no fundo, se complementam – disse Célia Campos, diretora do Bolshoi Brasil.
Ginastas fazem intercâmbio com o ballet Bolshoi
Juracy Feitosa/CBG
Os bailarinos do Bolshoi Brasil estão em turnê. Eles se apresentaram em Aracaju na terça e na quarta-feira, com as ginastas da seleção brasileira na plateia. São Paulo, em agosto, e Belém, em setembro, vão ser as próximas cidades a receber o espetáculo da filial brasileira do ballet russo, que inspirou ainda mais as ginastas da seleção.
– Juntando ginástica e ballet, a gente pode evoluir muito. Agora a gente quer fazer os fouettés igualzinho a eles – disse Duda Arakaki, capitã da seleção brasileira, referindo-se ao giro clássico do ballet que também é um elemento da ginástica rítmica.
As brasileiras colocam as aulas de ballet em prática durante o Campeonato Pan-Americano, a partir de 4 de junho. A competição no Rio de Janeiro é um importante teste antes do Mundial de Frankfurt, em agosto, primeiro torneio classificatório para os Jogos de Los Angeles 2028.
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