Análise: Cruzeiro reinventa ditado, supera combo da Bombonera e fica mais perto de vaga
Boca Juniors 1 x 1 Cruzeiro | Melhores Momentos | Conmebol Libertadores
Era praticamente um mata-mata de Libertadores na Bombonera. Boca Juniors e Cruzeiro sabiam que uma derrota complicaria, e muito, a situação na fase de grupos. O empate por 1 a 1 não serviu para classificar, mas ambos chegam vivos à última rodada. No fim e por todo o contexto, foi melhor para a Raposa, que superou todo o combo da Bombonera e reagiu a partir do seu setor defensivo.
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Pelo o que aconteceu no primeiro tempo, o Cruzeiro mostrava que seria difícil tirar pontos do Boca Juniors. Uma equipe com pouca efetividade ofensiva, que tinha dificuldade na saída de bola e era pressionado pelo time argentino. Foram seis finalizações do Boca nos primeiros 20 minutos.
Uma delas foi o gol de Merentiel. A abertura do placar fez a Bombonera explodir e ampliar o clima adverso. A torcida argentina aumentou o volume dos cânticos e viu o Boca passar a administrar mais o jogo e manter a pressão sobre a arbitragem.
Fagner em Cruzeiro x Boca Juniors
Getty Images
Na Bombonera, o combo – placar a favor do Boca, adversário acuado e arbitragem pressionada -costuma ser mortal. E tudo caminhava para isso. O Cruzeiro não conseguia reagir e foi para o intervalo vendo o time argentino dominar a partida. O placar só não foi maior porque Otávio fez importantes defesas, em chutes de Aranda e Giménez, por exemplo.
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Não foi preciso fazer mudanças. Artur Jorge conversou com os jogadores, pediu mais trabalho de bola e fluidez. Passou a valer a reinvenção do ditado “a melhor defesa é o ataque”. No caso do Cruzeiro, na Argentina, o “melhor do ataque foi a defesa”.
Foi com o sistema defensivo que o Cruzeiro chegou ao empate e sustentou o resultado, após a expulsão de Gerson. No gol, antes de ficar com um a menos, Kaiki fez boa jogada individual pela esquerda e lançou direto para Fagner, na direita, que finalizou sem chances para Brey. Depois de cinco anos, o lateral voltou a marcar.
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Com o vermelho para Gerson, o Cruzeiro se defendia como podia. Apareceu Otávio, novamente com boas defesas. O time também contou com o pequeno repertório do adversário, que, assim como no primeiro tempo, explorou as jogadas pelo alto e triangulações.
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Poderia até ter feito o segundo, mas Villarreal perdeu gol na cara com Leandro Brey. Não foi a primeira vez que o colombiano desperdiçou chances claras.
O Boca pressionou, teve gol anulado e pediu pênalti nos acréscimos. Não adiantou. O combo Bombonera, que funcionara na etapa inicial, perdeu seu efeito. O Cruzeiro chegou a oito pontos e depende apenas das próprias forças, na última rodada, contra o Barcelona de Guayaquil, para se classificar.
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