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Ainda está no topo? Argentina defende título da Copa do Mundo sem enfrentar europeus no ciclo

Ainda está no topo? Argentina defende título da Copa do Mundo sem enfrentar europeus no ciclo

Argentina é convocada para a Copa do Mundo de 2026
Ganhar um título mundial é difícil, mas defendê-lo é ainda mais complicado. Essa é a tarefa da Argentina na Copa do Mundo de 2026. Na despedida de Messi, a atual campeã tem o desafio de manter a taça no país depois de um ciclo vitorioso que terminou com escolhas questionáveis da federação.
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Messi comemora o gol da Argentina
Reuters
Quando a Argentina conquistou o primeiro título mundial em 36 anos, o país foi tomado pela febre da seleção. Antes mesmo de vencer a Copa, os hermanos estavam completamente fechados com “La Nuestra” (A Nossa na tradução para português), a equipe que encerrou o jejum no futebol e levou a Copa América.
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O reencontro dos campeões mundiais com os torcedores foi pura festa, uma comemoração que durou três anos e meio. Isso não quer dizer que a Argentina abandonou o futebol para celebrar a conquista de 2022, muito pelo contrário. A equipe de Scaloni continuou vitoriosa e faturou mais uma Copa América, em 2024, mas nunca quis correr o risco de sair do pedestal de campeã do mundo.
A base da seleção argentina é a mesma, com pequenas mudanças, como a saída de Di María em uma vaga ainda disputada por Thiago Almada, Nico González, Giuliano Simeone e Nico Paz. Jogadores importantes em 2022 envelheceram e não estão em ligas tão fortes como na última Copa, como Paredes, que saiu da Itália para o Boca Juniors, De Paul, que deixou o Atlético de Madrid e foi para o Inter Miami, mesmo clube de Messi.
Na campanha do bicampeonato, a Argentina jogou de camisas improvisadas
É um time que continua forte com jogadores de alto nível. Mac Allister, do Liverpool, e Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, são os destaques da Argentina antes da Copa de 2026. A base é forte e as novas peças também. A dúvida é: a seleção argentina está pronta para enfrentar grandes adversários na América do Norte?
O questionamento é válido. Os melhores adversários pós-Catar chegaram via Eliminatórias, e os resultados não são animadores para o torcedor argentino. Com um ciclo defeituoso do Brasil (que não superou os hermanos), o espaço estava aberto para a atual campeã mundial liderar a classificatória com tranquilidade. Mesmo assim, a Argentina perdeu duelos com Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai, todas essas seleções garantidas na Copa de 2026. Diante do Brasil, venceu por 1 a 0 no Maracanã e ganhou por 4 a 1 em casa.
Até mesmo a conquista da Copa América não foi fácil. Nas quartas de final, a Argentina precisou dos pênaltis para superar o Equador, e o título chegou na prorrogação diante da Colômbia. A possibilidade de levantar outro troféu seria na Finalíssima, contra a Espanha. A competição seria disputada no Catar, mas precisaria mudar de sede pelos conflitos no Oriente Médio. A Associação do Futebol Argentino (AFA) não aceitou jogar na Europa, e o jogo contra a campeã da Eurocopa não aconteceu.
Claudio Tapia, presidente da AFA
Amilcar Orfali/Getty Images
Desde a Copa do Catar, a Argentina disputou amistosos contra Panamá, Curaçao, Austrália, Indonésia, El Salvador, Costa Rica, Equador, Guatemala, Venezuela, Porto Rico, Angola, Mauritânia e Zâmbia. Nenhum europeu, nenhum grande adversário sul-americano e muitas críticas pelas escolhas dos adversários.
O único europeu adversário da Argentina no ciclo será a Islândia, que não está classificada para a Copa do Mundo. As equipes se enfrentam às 21h30 da próxima terça. Antes, a atual campeã mundial joga contra Honduras neste sábado, às 21h.
O amistoso contra a Mauritânia, disputado em março, chamou atenção. Na Bombonera, casa do Boca Juniors, a Argentina abriu 2 a 0 com 32 minutos e não fez uma boa partida na sequência. A Mauritânia, 115º colocada no ranking da Fifa, descontou nos acréscimos e colocou pressão em busca de um empate.
— Para falar a verdade fomos muito mal. Foi um dos jogos em que pior jogamos, ainda que seja amistosos. Faltou muita intensidade, jogo e velocidade. É algo que temos que analisar que quando colocamos a camisa da seleção precisamos fazer muito melhor. Cabe a mim aparecer quando preciso, e eles chegaram muito. Ganhamos, mas conhecíamos pouco o rival, e eles deram a vida. É preciso ter um pouco mais de coração – disse o goleiro Dibu Martínez após o 2 a 1 sobre a Mauritânia.
“La Nuestra” ainda é a seleção que dominou o Catar? O ciclo aponta para um cenário diferente do que foi visto há quase quatro anos, mas Copa do Mundo é Copa do Mundo. A Argentina está no Grupo J com Argélia, Áustria e Jordânia. geRead More