Textor diz que ainda é dono da SAF Botafogo e alerta investidores: “Tem que saber que está comprando algo inválido”
Matéria em atualização
Afastado do comando da SAF do Botafogo em abril, John Textor atacou o clube social alvinegro. O empresário concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, em um hotel no Rio de Janeiro, e afirmou que o associativo precisa se responsabilizar pela situação delicada, além de dizer que eles querem o poder de volta e que uma possível revenda seria inválida.
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Textor deixou o clube após decisão em abril do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que afirmou que o americano “tinha o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo”. Neste momento, Eduardo Iglesias é o diretor da SAF, que busca um novo investidor.
— O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido. Mas deixa eu dizer quem não tem esse direito também. Um dia, vai haver a resolução de John Textor tem o direito das ações ou se a Eagle vai fazer o impossível e convencer o júri de que o documento diz o que o documento não diz. Mas um grupo (de acionistas) que não tem o direito de fazer isso (vender as ações) é o associativo. Nós temos essa crença de que o associativo pode fazer o que quiser, porque nós crescemos com ele, eles administram o clube. Mas eles tomaram a decisão, pelas leis que regem esse país, de ter 10% das ações. Eles não têm o direito de fazer isso. Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo. Eu acredito em tudo que estão falando e, agora, dizem que eles vão negociar para comprar as ações. Bem, vamos ver. Eles não são os donos, eu sou. O clube social tem que se responsabilizar pelo que tá acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta — declarou o americano
John Textor em entrevista coletiva em hotel no Rio de Janeiro
Bárbara Mendonça/ge
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Textor também falou sobre a gestão do Lyon, que o americano também era acionista até o meio do ano passado. O clube chegou a ser rebaixado para a segunda divisão francesa por causa de problemas financeiros, mas o empresário renunciou ao cargo para reverter a situação.
— Esse pequeno grupo de pessoas decidem, dizem como você deve administrar o seu negócio. Eu, como um americano capitalista, não entendia isso. Era puro socialismo. Eu estava em frente ao grupo dos donos e queria abolir o (modelo) DCNG (Direção Nacional de Controle e Gestão), o órgão de sustentabilidade financeira, queria seguir com o modelo da Premier League. Foi bem estúpido de mim. Não tive os votos para conseguir isso a tempo, depois tive que pedir pela licença. Depois, nos tiraram do sexto lugar para segunda divisão. Eles disseram que foi por causa da (falta de) sustentabilidade financeira. A gente argumentou que puxaria do Crystal Palace, traria 200 milhões para o balanço. Eles deixaram claro que, se eu renunciasse, nós estaríamos de volta direto para a primeira divisão. Dezesseis dias depois, o que aconteceu? Nós voltamos para a primeira divisão. Deveria ter sido um alerta para eu acordar ali. E foi — declarou.
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