Análise tática do Japão na Copa de 2026: um time “copeiro” e pronto para surpreender
Pense numa seleção que tenha vencido Espanha e Alemanha na última Copa do Mundo, e que nos últimos meses, conseguiu virar um 2 a 0 sobre o pentacampeão Brasil e ainda tenha batido a Inglaterra.
Estamos falando da seleção do Japão, que parece mais pronta do que nunca para surpreender e finalmente fazer juz à popularidade do esporte no país.
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Escócia x Japão – Amistoso Internacional
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O treinador Hajime Moriyasu está no comando da equipe desde 2018, com mais de 100 partidas de experiência. Ainda que faltem títulos de expressão e a saída precoce na Copa da Ásia para o Irã tenha levantado muitas críticas, o Japão vem sendo competitivo e tem condições de passar num grupo bem embolado.
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Resta saber se o elenco estará à disposição para repetir os bons resultados dos últimos meses e da última Copa do Mundo, quando chocou o mundo inteiro ao passar em primeiro no grupo da morte e despachar a Alemanha mais uma vez da primeira fase num jogo completamente épico, além de causar sérias dificuldades à Croácia nas oitavas.
Jogos do Japão na Copa do Mundo
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Esquema tático e time base
O Japão de Hajime Moriyasu joga em um 3-4-2-1 que tem como grande destaque os alas. Mais do que laterais ofensivos, os jogadores de lado funcionam como pontas que recuam para defender, dando profundidade no ataque e intensidade sem a bola.
O provável time base do Japão hoje tem: Zion Suzuki; Itakura, Taniguchi e Hiroki Ito; Junya Ito, Kaisei Sano, Kamada e Mitoma; Kubo e Minamino; Ayase Ueda. A principal preocupação está na defesa: Tomiyasu, Ito e Itakura convivem com problemas físicos recentes, o que pode prejudicar na saída de bola.
Esquema tático do Japão é um 5-3-2
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No meio, Kaisei Sano virou peça importante pela estabilidade defensiva, enquanto Kamada ganhou espaço após a lesão de Wataru Endo. Kubo e Minamino seguem como referências técnicas. Na frente, Ayase Ueda é o centroavante titular.
Como inicia as jogadas?
O Japão começa as jogadas com os três zagueiros bem abertos para facilitar a troca de passes desde a defesa. Os dois volantes se aproximam para dar opção de apoio e ajudar o time a avançar pelo meio.
Quando sofre pressão, a equipe evita acelerar de qualquer jeito: troca passes rápidos, procura o lado menos pressionado e tenta sair com controle da bola. A orientação aqui é pra tocar rápido e buscar os alas – ou melhor, pontas!
Japão tem uma saída sustentada com muita mobilidsade dos volantes
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Um dos pontos fortes do time é a capacidade dos zagueiros de avançarem carregando a bola. Hiroki Ito faz isso muito bem pelo lado esquerdo e Tomiyasu repete pela direita. Essas arrancadas ajudam o Japão a ganhar campo sem depender de muitos passes e conectam o time logo aos alas, de onde vem os principais ataques.
Como ataca?
Quando o Japão consegue controlar a posse, o time ocupa mais o campo de ataque e transforma o sistema em uma estrutura mais ofensiva. Os dois volantes ficam mais atrás para dar equilíbrio, enquanto os jogadores da frente se movimentam bastante, trocando de posição e tentando abrir espaços na marcação adversária.
Ataque do Japão busca a profundidade dos pontas e bastante velocidade
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Mitoma é o principal nome do ataque. Pela esquerda, usa velocidade e drible para ganhar jogadas individuais, chegar na linha de fundo ou cortar para dentro. Quando Minamino joga por dentro do mesmo lado, os dois criam muitas jogadas juntos e aumentam a pressão naquele setor do campo.
O Japão não precisa criar muitas oportunidades para marcar: o time aproveita bem espaços curtos, ataques rápidos e movimentos em diagonal dentro da área.
Como defende?
Quando perde a bola, o Japão recua rapidamente os jogadores das alas e forma uma linha de cinco defensores. Dependendo da jogada, o time pode se organizar com mais jogadores no meio ou fechar ainda mais a defesa, sempre com compactação e bastantre disciplina.
Um dos comportamentos mais observados é quando a defesa sobe a marcação para pressionar a saída de bola do adversário e tentar recuperar a posse ainda no campo de ataque. Ou quando a linha de cinco sobe para forçar o impedimento dos atacantes rivais. Esse time gosta de defender assim, com todo mundo junto. Se não consegue recuperar a bola rapidamente, o Japão recua e reorganiza suas linha
Defesa é compacta e a linha de cinco busca forçar impedimento a todo momento
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A principal dificuldade defensiva do time aparece quando a linha de cinco baixa demais. Nesses casos, surgem espaços pelo meio entre os volantes e os zagueiros, algo que adversários rápidos conseguem explorar com trocas de passes e infiltrações.
Esse ponto só reforça a postura do Japão no grupo: o time não vai ficar lá atrás buscando contra-ataque. Essa equipe tem qualidade, organização e tempo de trabalho para buscar o jogo e impor sua identidade no outro lado.
O grande destaque
Kaoru Mitoma é o principal jogador do Japão no ataque. Enquanto o time normalmente cria as jogadas de forma coletiva, ele tem capacidade para decidir sozinho com velocidade, drible e arrancadas pelo lado esquerdo. É o jogador que mais consegue quebrar linhas defensivas e mudar o ritmo da partida em ações individuais.
Kaoru Mitoma Brighton Liverpool
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Mitoma faz uma dupla de fogo com Minamino pelo lado esquerdo. É de lá que o time tem sua principal força ofensiva e cria melhores espaços para as jogadas do ponta.
O Japão vai ser testado cedo nessa Copa do Mundo. O grupo tem Holanda e Suécia. Convenhamos, adversários com menos peso para quem venceu Alemanha e Japão na última Copa do Mundo.
Num torneio mais democrático, até a terceira colocação rende ao Japão a chance de sonhar mais alto. Já são dois mundiais batendo na trave, competindo até o último minuto contra Bélgica e a Croácia nas oitavas. Curiosamente, os dois rivais que eliminaram a amarelinha. Será que vem um Brasil e Japão aí? A julgar pelo último jogo…
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