O que ajudou a formar a Seleção? JN explora a união do futebol brasileiro
Série do Jornal Nacional exalta a essência do jogador brasileiro; tema de hoje foi União
O que forma a espinha dorsal da única seleção pentacampeã do mundo? O Jornal Nacional abordou, nesta quarta-feira, a importância da ousadia do Brasil na série que apresenta os seis elementos fundamentais da Seleção e do futebol brasileiro. Os episódios anteriores trataram de talento, raça e ousadia. Criatividade e fé completam a série nos próximos dias.
Seleção entrou de mãos dadas pela primeira vez contra a Bolívia, em 1993
Reprodução
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O quarto episódio destaca a união que marcou especialmente os títulos de 1994 e 2002, os dois últimos do Brasil. Cada um foi representado por símbolos muito fortes. No tetra, os jogadores entrando de mãos dadas, gesto adotado durante as eliminatórias, em 1993, contra a Bolívia no Recife. E o penta é sempre associado à Família Scolari liderada pelo técnico Felipão.
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— Chamei Ricardo Gomes, umas lideranças, uns três ou quatro, e falamos: “Vamos entrar”. Ali começam as mãos dadas. Se você pegar as mãos dadas, elas iniciam em Recife e vão até o último jogo da Copa — conta Ricardo Rocha, um dos líderes do grupo do tetra.
Romário, o maior nome da conquista nos Estados Unidos, endossou as palavras do ex-companheiro e amigo Ricardo Rocha.
– Uma das coisas mais importantes daquele time era essa união – Romário
Jogadores do Brasil entraram de mãos dadas para a final
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A união fez a força também em 2002. Luiz Felipe Scolari, o Felipão, era um dos técnicos mais bem-sucedidos da época e assumiu uma Seleção que acumulava insucessos desde a derrota na decisão da Copa anterior. O gaúcho lembra que poucos acreditavam no penta e abriu um sorriso ao se ver cantando “Deixa a vida me levar”, de Zeca Pagodinho, em antiga reportagem.
— Ambiente de família. Nós saímos do Brasil sob desconfiança muito grande, 90% não acreditava. Fomos formando um grupo e um ambiente. Até eu cantava, um milagre. Sei nada de canção — afirmou Felipão, técnico de 2002, em entrevista ao JN.
Família Scolari marcou a conquista do pentacampeonato do Brasil, em 2002
Reprodução/TV Globo
Ronaldinho Gaúcho, um dos craques do penta e responsável pelo pandeiro da Seleção, diz que o entrosamento era tanto que os encontros daqueles ex-jogadores é sempre muito animado até os dias atuais.
— Naquela Copa a gente tinha um clima de família. Até hoje em toda vez que a gente tem a chance de encontrar alguém daquele grupo é sempre muito emocionante. Sempre são lembranças maravilhosas, aquele grupo era muito bom — completou Ronaldinho.
Carlo Ancelotti Casemiro Real Madrid
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Um mestre no quesito vestiário, Carlo Ancelotti diz se inspirar em Felipão e deixa claro que um bom ambiente é fundamental para a formação de um grupo vencedor.
– Eu falei com o Felipão do ambiente que ele foi capaz de criar em 2002. Para mim, o ambiente é muito, muito importante. Para mim, a relação pessoal não é só com os jogadores, mas com todos que trabalham aqui. É muito, muito importante. No primeiro ano na seleção brasileira, o ambiente é muito bom e permite ser uma família – disse o italiano.
Uma das lideranças do grupo atual, Casemiro tem certeza que Ancelotti é capaz de promover a união em prol do hexa.
– É um cara que gosta da resenha, de brincar e de deixar o ambiente bem divertido – encerrou o volante.
Programação e calendário da Seleção até o fim da fase de grupos da Copa do Mundo
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