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Operário-MS cita indisciplina e rebate ação trabalhista de ex-técnico

Operário-MS cita indisciplina e rebate ação trabalhista de ex-técnico

Foi parar na justiça
O Operário-MS divulgou nesta quinta-feira (4) uma nota oficial em resposta à ação trabalhista movida pelo ex-técnico Paulo Massaro. O treinador cobra R$ 232.957,74 na Justiça do Trabalho de Campo Grande e alega diferenças trabalhistas, pagamento de premiações e irregularidades relacionadas ao seu contrato com o clube.
Na manifestação, o Operário-MS afirmou que tomou conhecimento do processo por meio da imprensa e que exercerá o direito de defesa assim que for formalmente citado pela Justiça.
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Paulo Massaro, técnico Operário-MS
Rodrigo Moreira/FFMS
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O clube também criticou a divulgação de documentos relacionados ao caso e classificou como “extremamente grave” o fornecimento da minuta contratual a terceiros, alegando que havia cláusulas de confidencialidade no documento.
Na nota, o Operário-MS afirmou que o principal motivo para o desligamento de Massaro foi a “má conduta profissional” e a falta de alinhamento com as diretrizes institucionais do clube.
Segundo o clube, o treinador teria solicitado em diversas ocasiões que o supervisor João Araújo não permanecesse próximo à delegação durante concentrações, pedido que teria sido negado pela diretoria.
O clube também citou um episódio ocorrido após a derrota por 6 a 0 para o Vila Nova-GO, pela Copa Verde. Conforme a versão apresentada pelo Operário-MS, Massaro pediu autorização para deixar o estádio e seguir diretamente ao hotel acompanhado de um amigo pessoal, separado dos jogadores, comissão técnica e dirigentes.
De acordo com a nota, o pedido foi negado porque a diretoria entende que todos os integrantes da delegação devem permanecer juntos independentemente do resultado da partida.
– O Operário FC MS SAF repudia qualquer forma de desrespeito, desigualdade e comportamento inadequado, priorizando sempre um ambiente de respeito mútuo e disciplina”, diz trecho do comunicado.
Ex-técnico cobra R$ 232 mil do Operário-MS em ação trabalhista
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Paulo Massaro, técnico Operário-MS
Divulgação
Cobrança de premiações
Outro ponto contestado pelo clube é a cobrança de premiações apresentada pelo ex-treinador. Na nota, o Operário afirma que os pedidos não possuem respaldo contratual ou jurídico e classifica a reivindicação como uma pretensão de caráter individual.
Massaro sustenta na ação que teria direito a um bônus de R$ 30 mil pela conquista do Campeonato Sul-Mato-Grossense e a R$ 9,2 mil pela classificação à terceira fase da Copa do Brasil.
“A solicitação de premiação formulada pelo ex-treinador não encontra qualquer respaldo contratual ou jurídico, uma vez que inexiste o próprio fato gerador capaz de justificar a pretensão apresentada”, argumentou o clube.
Vila Nova x Operário-MS – Copa Verde
Roberto Corrêa / Vila Nova F.C.
O que diz a ação
Massaro comandou o Operário entre dezembro de 2025 e março de 2026. Na ação trabalhista, ele afirma que recebia salário mensal de R$ 23 mil, mas que apenas R$ 1.518 estavam registrados oficialmente em contrato, o que teria causado prejuízos em verbas trabalhistas, fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS) e contribuições previdenciárias.
O treinador também alega que foi demitido às vésperas da decisão do Campeonato Sul-Mato-Grossense para evitar o pagamento de bônus previstos em contrato pela conquista do título estadual.
A demissão foi oficializada em 30 de março, dois dias após a goleada sofrida por 6 a 0 para o Vila Nova-GO, entre os jogos das finais do Estadual. Mesmo sem Massaro no comando, o Operário confirmou o título ao vencer o Bataguassu nos dois confrontos decisivos.
Além das verbas trabalhistas e premiações, o ex-treinador pede que a Justiça determine a publicação da rescisão contratual no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo ele, a ausência do registro o impediria de assumir outros clubes.
Em entrevista ao ge, Massaro afirmou ter recebido quatro propostas após deixar o Operário, mas disse que não conseguiu avançar nas negociações por ainda constar vinculado ao clube no sistema da CBF.
O treinador também declarou que nunca recebeu explicações sobre os motivos de sua demissão, comunicada por telefone pelo executivo de futebol Thiago Pires.
Paulo Massaro revela alívio com retomada de liderança
Mikael Machado/ADC
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