Roger Machado diz que não arrepende de ida para o São Paulo e traça novos objetivos
O Roger Machado estava mais que pressionado no São Paulo
O técnico Roger Machado está livre no mercado desde a demissão do São Paulo. Pressionada praticamente desde o momento no qual foi anunciado, o treinador comentou a saída do clube em maio e disse não ter se arrependido de aceitar o desafio. Roger tem como objetivo trabalhar fora do Brasil e foi procurado por alguns mercados. A prioridade é embarcar em projetos consistentes.
Roger foi anunciado pelo São Paulo no dia 10 de março e deixou o clube no dia 13 de maio. O treinador afirmou em contato com o ge que deixou o clube com a “consciência tranquila” e que todas as experiências geram aprendizado, mesmo as que “não tem a duração imaginada”.
– Não me arrependo em nenhum momento de ter aceitado o desafio. O São Paulo é um dos maiores clubes do continente e qualquer treinador gostaria de ter a oportunidade de trabalhar ali. Evidentemente, quando um trabalho é interrompido em pouco tempo, existe uma frustração natural porque o treinador chega com ideias, planejamento e objetivos que demandam tempo para serem implementados.
– Desde a minha chegada, percebi que havia uma insatisfação acumulada no ambiente, algo que vai além de um treinador ou de um momento específico. Em determinados momentos, esse descontentamento se direcionou à minha figura, e eu compreendo a reação do torcedor. Também entendi que o clube precisava estar acima de qualquer situação individual – destacou Roger.
“Roger vai ter de lidar com a pressão”, analisa GE São Paulo sobre momento do técnico
Em um período de descanso com a família, Roger foi procurado pela Chapecoense, por equipes da Arábia Saudita e do México. Uma das intenções do treinador é ter uma experiência fora do Brasil, em outros mercados. O técnico diz que não tem pressa em definir o futuro e avalia as possibilidades.
– A experiência internacional é algo que me interessa. Acredito que todo profissional deve buscar novos ambientes, novas culturas e diferentes formas de enxergar o jogo. Acompanho há bastante tempo o que acontece em outros mercados, então vejo essa possibilidade com naturalidade.
– Sobre ser um ambiente mais ou menos hostil, acho que cada país tem suas características. O que talvez exista em alguns mercados é uma cultura um pouco mais voltada para processos e para avaliações de médio prazo. Mas pressão por resultado existe em qualquer lugar do mundo.
Os motivos e consequências da queda de Roger Machado 👀
Além da intenção de viver experiência em um mercado novo, Roger também mantém a conquista de títulos como o principal objetivo da carreira, seja onde for. Mas que também com a motivação de estar envolvido em projetos consistentes e que possa deixar uma herança positiva.
– Meu principal objetivo continua sendo evoluir e conquistar títulos. O futebol muda muito rápido e sempre procurei manter uma postura de estudo e atualização permanente. Quero continuar trabalhando em ambientes que me desafiem e que me permitam desenvolver equipes competitivas.
– Em relação a sonhos, gosto de pensar mais em construção do que em metas específicas. Claro que existe o desejo de disputar grandes competições, conquistar títulos importantes e eventualmente trabalhar em outros mercados, mas o que mais me motiva é participar de projetos consistentes, ajudar no desenvolvimento de atletas e deixar um legado positivo por onde eu passar.
Expectativa pela Copa do Mundo
Estudioso e atento ao futebol como um todo, Roger não crê em uma transformação tática profunda no que for apresentado pelas seleções para a Copa do Mundo. O treinador espera ver conceitos já utilizados no alto nível dos clubes cada vez mais consolidado também nas seleções.
– A Copa do Mundo costuma funcionar como uma fotografia do momento do futebol mundial. Não acredito em uma revolução tática específica, mas vejo algumas tendências se consolidando cada vez mais.
– A primeira é a versatilidade dos jogadores. Cada vez mais os atletas precisam desempenhar diferentes funções dentro do mesmo jogo. Outra questão é a influência crescente dos dados e da tecnologia nos processos de preparação e tomada de decisão. Isso já faz parte do cotidiano dos clubes e tende a aparecer de forma ainda mais evidente nas seleções.
– Também acredito que veremos equipes tentando equilibrar intensidade física, organização coletiva e talento individual. O futebol continua sendo um jogo coletivo decidido muitas vezes por jogadores capazes de resolver situações que os sistemas não conseguem controlar.
Roger Machado em Inter x São Paulo
Maxi Franzoi/AGIF geRead More


