Juiz dos EUA considera legal taxa de 100 mil dólares criada por Trump para vistos de trabalho para estrangeiros
Trump assina ordem executiva para novas condições de visto.
Reuters/Ken Cedeno
Um juiz federal dos Estados Unidos anulou nesta segunda-feira (8) a taxa de US$ 100 mil imposta pelo presidente Donald Trump para a emissão de novos vistos H-1B, destinados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados.
Na decisão, o juiz distrital Leo Sorokin concluiu que a cobrança configurava um imposto ilegal, sem autorização do Congresso americano.
A decisão foi tomada em uma ação movida por 20 procuradores-gerais estaduais do Partido Democrata, que contestaram a medida anunciada por Trump em setembro do ano passado. A taxa elevava drasticamente o custo para empresas que desejassem contratar profissionais estrangeiros por meio do programa.
O visto H-1B oferece anualmente 65 mil vagas, além de outras 20 mil destinadas a trabalhadores com diplomas avançados. As autorizações costumam ter validade de três a seis anos.
Antes da medida adotada por Trump, as empresas pagavam entre US$ 2 mil e US$ 5 mil em taxas para solicitar o visto, dependendo de diferentes fatores.
Governo Trump vai cobrar US$ 100 mil por ano de empresas que contratarem estrangeiros qualificados
Documentos apresentados à Justiça indicam que o aumento dos custos reduziu significativamente os pedidos de vistos H-1B. Segundo o governo americano, até 15 de fevereiro apenas 85 pagamentos da nova taxa haviam sido registrados.
A administração Trump argumentou que a cobrança era uma penalidade financeira autorizada pela legislação federal de imigração e destinada a restringir a entrada de determinados estrangeiros nos Estados Unidos.
Sorokin, indicado ao cargo pelo ex-presidente Barack Obama, rejeitou esse entendimento. Segundo ele, a natureza e a aplicação da cobrança demonstram que se trata de um imposto, independentemente da denominação adotada pelo governo.
“A substância e a aplicação do pagamento de US$ 100 mil revelam que se trata de um imposto, independentemente do nome dado à cobrança”, escreveu o magistrado na decisão.
A Casa Branca não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre o caso.g1 > Mundo Read More


