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Membros de facção são condenados a mais de 90 anos de prisão por matar e carbonizar dois homens em Fortaleza

Membros de facção são condenados a mais de 90 anos de prisão por matar e carbonizar dois homens em Fortaleza

 Membros de facção são condenados a mais de 90 anos de prisão carbonizar duas pessoas
O Tribunal do Júri condenou, na última quinta-feira (11), Francisco Jamerson Sousa de Freitas e Marcelo Rodrigues Campos a uma soma de mais de 90 anos de prisão por matar e atear fogo aos corpos de dois homens que eles acreditavam ser de uma facção rival. O crime aconteceu no bairro Pedras, em Fortaleza, no ano de 2020.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), o crime foi cometido por Jamerson, Marcelo e outros suspeitos – todos membros da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) – sob ordens de Marcílio de Freitas Assunção, apontado chefe da GDE no bairro Pedras à época.
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As vítimas, Francisco Antônio da Silva Flor e Carlos Kauã Ferreira Cunha, eram moradores do bairro Genibaú, mas estavam no bairro Pedras em visita à casa da mãe de Kauã. Na tarde do dia 9 de abril, os suspeitos invadiram a residência e levaram os dois homens para um matagal nas proximidades.
No local, os dois homens foram executados pelos membros do GDE, que acusaram a dupla de integrar a facção rival, Comando Vermelho (CV). Os corpos foram deixados na mata.
A investigação policial afirma que ao notar a presença de urubus na região onde estavam os cadáveres, Marcílio ordenou que Marcelo e Jamerson colocassem fogo nos corpos dos mortos.
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Acusações do MP
Jamerson, Marcelo e Marcílio foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará pelos crimes de duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integrar organização criminosa. Contra Marcílio pesava ainda a acusação de chefiar organização criminosa.
Os três foram levados a júri popular na 2ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. No entanto, por problemas relacionados à banca de defesa, o julgamento de Marcílio – apontado como o mandante do crime – foi desmembrado dos demais, e apenas Jamerson e Marcelo foram julgados na sessão desta quinta (11).
O júri considerou Jamerson e Marcelo culpados por duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.
Jamerson Sousa de Freitas foi condenado a 41 anos, um mês e 15 dias de prisão, bem como 240 dias-multa. Já Marcelo foi condenado a 51 anos, sete meses e 15 dias de prisão, além de 240 dias-multa. Somadas, as penas ultrapassam 92 anos de prisão.
Os dois réus também foram sentenciados a pagar indenização de R$ 20 mil cada às das vítimas. Eles devem cumprir as pena em regime fechado e não podem recorrer da sentença em liberdade. A Justiça ainda não informou uma nova data para o julgamento de Marcílio, apontado chefe da facção e mandante do crime.
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