Técnico da Costa do Marfim foi gandula em jogo do Brasil na Copa e se aposentou por doença
Costa do Marfim embarca para a Copa do Mundo com roupas produzidas por estilista
Na primeira Copa do Mundo da carreira como treinador, comandando a Costa do Marfim, Emerse Faé se lembra com carinho também da primeira experiência em mundiais, ainda na adolescência. Foi como gandula, em uma partida da seleção brasileira, em 1998.
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A Costa do Marfim estreia contra o Equador, neste domingo, às 20h (de Brasília), no Estádio da Filadélfia, nos Estados Unidos, pelo Grupo E. A Globo e o sportv transmitem ao vivo, e o ge faz a cobertura em tempo real do jogo.
Nascido em Nantes, na França, o técnico da Costa do Marfim tinha 14 anos quando o Stade de la Beaujoire recebeu as quartas de final entre Brasil e Dinamarca.
— Pouco antes do início da Copa, disputamos uma partida de futebol e, se vencêssemos, teríamos a oportunidade de ser gandulas no jogo entre Brasil e Dinamarca — contou o treinador.
— Pude ficar no túnel antes da partida ao lado de Roberto Carlos, Cafu e dos irmãos Laudrup. Foi um momento inspirador para mim, pois eram grandes jogadores. Fiquei muito feliz por estar ao lado deles.
— Senti como se estivesse vivendo a Copa do Mundo como participante. Por isso, realmente participar de uma Copa do Mundo hoje é algo incrível.
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Filho de pais marfinenses, Emerse Faé jogava pelo Nantes, da França, quando decidiu atuar pela seleção da Costa do Marfim.
— Observei quem fazia parte da seleção naquele momento. Jogadores como Yaya Touré, Kolo Touré, Didier Drogba e Zokora. Eles tinham uma equipe fantástica, uma geração excelente, com muitos jovens jogadores como eu.
— Depois de refletir bastante, decidi jogar pela Costa do Marfim. O projeto deles me interessava e eu sabia que, com aquele time e aquela geração, poderíamos conquistar grandes coisas.
Técnico da seleção da Costa do Marfim, Emerse Faé, em amistoso contra a França, em Nantes, antes da Copa do Mundo
Gonzalo Fuentes/Reuters
Como jogador, Emerse Faé esteve entre os convocados para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. A Costa do Marfim não passou da fase de grupos, com duas derrotas e uma vitória.
Emerse Faé se aposentou como atleta em 2012, aos 28 anos, devido a uma recorrente flebite – inflamação das paredes internas das veias das pernas.
— Quando tive uma flebite pela quinta vez consecutiva, comecei a me fazer as perguntas certas. Eu não podia colocar minha vida em risco por causa do futebol. Por isso preferi encerrar a carreira, porque o problema era muito recorrente e poderia se tornar perigoso para minha saúde.
Ele se afastou por seis meses do futebol antes de decidir investir na carreira de treinador, começando como auxiliar técnico na base do Nice e crescendo na profissão até assumir a seleção marfinense em meio à Copa Africana das Nações de 2024.
Inicialmente como interino, Emerse Faé foi posteriormente confirmado como efetivo no cargo e levou a Costa do Marfim ao título da competição africana, eliminando o Senegal, o campeão anterior, nas oitavas de final e derrotando a Nigéria na final.
— Vencer a Copa Africana é simplesmente extraordinário. E quando você vence em casa, é 100 vezes melhor. Quando olhamos para nossa trajetória e vemos o quão difícil foi superar a fase de grupos para depois acabar levantando o troféu, percebemos que é algo que jamais esqueceremos. Sempre nos lembraremos disso.
Segundo Emerse Faé, o objetivo para a Copa do Mundo é “ir o mais longe possível”.
— Eu sei que dizer isso pode não significar muita coisa. Mas não sou o tipo de treinador que diz: “Vamos ser campeões” ou “vamos chegar à final” ou “às semifinais”. Meu primeiro objetivo é superar a fase de grupos, temos três partidas muito difíceis pela frente. Sabemos que a Costa do Marfim nunca alcançou a fase eliminatória de uma Copa do Mundo, então esse é nosso primeiro desafio. geRead More


