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Pelé, Zagallo, Romário, Bebeto… veja laço de personagens em Copas com Zona da Mata e Centro-Oeste

Pelé, Zagallo, Romário, Bebeto… veja laço de personagens em Copas com Zona da Mata e Centro-Oeste

O lateral-direito Danilo vai ser mais uma vez o representante da região na Copa do Mundo. No entanto, o jogador do Flamengo nascido em Bicas está longe de ser o primeiro a vestir verde, amarelo, azul e branco que tem relação com a Zona da Mata ou Centro-Oeste de Minas.
Por isso, o ge fez um levantamento sobre todos os convocados pelo Brasil em Copas do Mundo e traçou a ligação deles com as cidades da área de cobertura do site.
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Entre coadjuvantes ou protagonistas e campeões mundiais ou personagens de fracassos da Seleção, muitos jogadores nasceram, trabalharam ou criaram raízes por algum motivo ou história nos municípios (confira a lista na sequência).
Canalli (1934)
Se Danilo é a figura mais recente da Zona da Mata em Copas do Mundo, a primeira delas é bem mais antiga que isso e atende pelo nome de Heitor Canalli.
Canalli foi destaque do Botafogo e nasceu em Juiz de Fora
Reprodução
Apesar de ter iniciado a carreira em Petrópolis, o meia nasceu em Juiz de Fora, que fica a cerca de 120km da cidade fluminense. O jogador chamou atenção do Botafogo, onde seria uma das principais peças do tetracampeão carioca entre 1932 e 1935.
Com passagens por Flamengo e Torino-ITA, o jogador defendeu o Brasil em 1934 na derrota por 3 a 1 para Espanha, único jogo daquele mundial para o Brasil.
Flávio Costa (1950)
Linha dura e inovação tática. Considerado como um dos principais técnicos do futebol brasileiro entre as décadas de 40 e 50, Flávio Costa foi o comandante da Seleção na Copa de 1950 que perdeu para o Uruguai no episódio conhecido como “Maracanazo”.
Flávio Costa é ídolo do Flamengo e nasceu em Carangola
Reprodução
Com passagens por Flamengo, Vasco, São Paulo e Portuguesa e com o título da Copa América de 1949 no currículo, Flávio Costa nasceu em Carangola, na Zona da Mata mineira.
Zagallo (1958, 1962, 1970, 1974, 1994 e 1998)
Zagallo esteve em Juiz de Fora comotreiandor do Flamengo aapós conquistas importantes em 2001
Hipólito Pereira / Agência O Globo
Mário Jorge Lobo Zagallo. Este nome talvez seja o que melhor represente o Brasil em Copas do Mundo. Bicampeão como jogador em 1958 e 1962 e com taças como treinador e auxiliar técnico, em 1970 e 1994, respectivamente, o Velho Lobo é quem mais tem títulos mundiais na história.
O treinador teve um momento marcante em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Ídolo de Botafogo e Flamengo, Zagallo esteve na cidade no comando do Rubro-Negro em 2001. O Flamengo acabara de conquistar, sob a batuta do Velho Lobo, o tricampeonato do Carioca diante do Vasco e a Copa dos Campeões, torneio que dava vaga para a Libertadores, contra o São Paulo.
Memória MG: Zagallo comandou o Flamengo em 2001 em Juiz de Fora
O Flamengo de Zagallo estrearia no Campeonato Brasileiro diante da Ponte Preta, com um empate sem gols no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Empolgada, a torcida flamenguista lotou as arquibancadas e fez uma festa bonita para a equipe que vinha de dois títulos importantes. No entanto, o resultado não veio (assista ao vídeo acima).
Pelé (1958, 1962, 1966 e 1970)
Quatro Copas disputadas, três títulos. A presença e os números nos mundiais de seleções foram mais do que suficientes para garantir a Pelé a alcunha de Rei do Futebol. Tricampeão em 1958, 1962 e 1970, o atacante do Santos é um dos principais responsáveis por ter colocado a seleção brasileira no patamar onde está até hoje.
Nascido em Minas Gerais, Pelé teve duas passagens por Juiz de Fora
Pelé fez uma visita a Juiz de Fora, mas não mais como jogador. Após a aposentadoria, o Rei do Futebol se aventurou na política e foi Ministro Extraordinário dos Esportes no Governo Fernando Henrique Cardoso. Em 1996 ele esteva na cidade para uma solenidade do Projeto Bom de Bola, Bom de Escola.
Prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos, Pelé, Ministro Extraordinário do Esporte, em Juiz de Fora
Reprodução/TV Integração
A visita rendeu uma história marcante para um morador da cidade. Marcos Aurélio Duque, atualmente com 56 anos, teve a oportunidade de ficar bem perto de Pelé e ainda conseguiu um autógrafo do Rei. Na época, foi ele quem recebeu Pelé, já que o responsável pelo campo na Vila Olavo Costa não estava no local.
O ge contou a história em 2022, quando Pelé morreu. De acordo com Marcos Aurélio, o autógrafo recebido em uma bola pode ter salvado o emprego dele.
– Na época, eu trabalhava em uma loja de esportes. O patrão até ameaçou me mandar embora porque eu faltei no dia de serviço para receber o Pelé aqui no bairro, mas depois, quando eu cheguei com a bola autografada, ele ficou doido. Deixei ela exposta lá na loja e todo mundo passava para olhar, mas depois levei embora.
A outra relação de Pelé com Juiz de Fora foi ainda como jogador, em uma foto icônica com um ídolo do Tupi em 1966, história que veremos a seguir.
Seleção brasileira (1966)
Uma das piores participações do Brasil em Copas do Mundo foi a de 1966, na Inglaterra. No entanto, aquela seleção tem um momento que envolve o futebol de Juiz de Fora, mais especificamente o Tupi.
Conhecido na época como “Fantasma do Mineirão”, por ter vencido Atlético-MG, América-MG e Cruzeiro no Gigante da Pampulha, o time da Zona da Mata foi convidado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) para fazer dois amistosos contra o Brasil, na preparação para o torneio.
Pelé e Moacyr Toledo, em amistoso do Brasil contra o Tupi em 1966
Autoria não identificada
O Brasil venceu os dois testes por 3 a 1. Em Caxambu, o time brasileiro contou com nomes como Djalma Santos, Pelé, Garrincha, entre outros. Na segunda partida, em Três Rios, a equipe comandada pelo treinador por Vicente Feola foi reserva.
O símbolo daqueles testes foi a foto icônica em uma disputa de bola entre o Rei Pelé e Moacyr Toledo, considerado o maior ídolo da história do Tupi. A fotografia foi levado pelo próprio Pelé até Toledinho no hotel onde o time mineiro estava hospedado em Caxambu.
Carlos Alberto Torres (1970)
O “Capita” disputou uma Copa do Mundo. Carlos Alberto Torres foi o responsável por erguer a taça Jules Rimet no México no tricampeonato em 1970. Ele chegou a fazer parte da preparação da Seleção em 1966, mas não figurou na lista final.
Ídolo de Santos, Fluminense e Botafogo, o lateral-direito foi importante para a história do Flamengo como treinado ao evitar o rebaixamento do time no Campeonato Brasileiro de 2001.
Carlos alberto Torres, o Capitão do Tri, salvou o Flamengo do rebaixamento em Juiz de Fora como técnico em 2001
Agência AP
Recém-chegado ao clube justamente para ajudar a tirar o time da degola, ele comandou a equipe nas vitórias contra Internacional – estreia dele no retorno à Gávea – e Palmeiras, na antepenúltima e última rodada respectivamente.
Os seis pontos conquistados nos jogos nas partidas disputadas no Estádio Municipal de Juiz de Fora salvaram o time da queda.
João Saldanha (1970)
O “Velho Lobo” Zagallo foi o técnico tricampeão mundial em 1970 no México. No entanto, não é possível falar daquela seleção sem mencionar João Saldanha. Retirado do comando técnico do Brasil por questões políticas, João “Sem Medo”, como era conhecido, foi o responsável por preparar aquela equipe no ciclo vitorioso daquele mundial, após o fiasco em 1966.
João Saldanha tinha forte ligação com São João Nepomuceno
Arquivo
Gaúcho, da cidade de Alegrete, Saldanha teve forte ligação com São João Nepomuceno. Amigo de Heleno de Freitas, um dos primeiros ídolos da seleção brasileira e do Botafogo, João frequentemente visitava a Cidade Histórica, onde Heleno nasceu e viveu.
Carlos Alberto Parreira (1970, 1974, 1994, 2006 e 2014)
Preparador físico, treinador, auxiliar técnico, coordenador de seleções. Carlos Alberto Parreira foi de tudo um pouco na Seleção e ajudou o time brasileiro a conquistar os títulos mundiais em 1970 e 1994.
Parreira era o treinador do Fluminense na Série C de 1999; capítulo da campanha foi escrito em Juiz de Fora
Bruno Haddad / Fluminense FC
O treinador, que comandou Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e África do Sul em Copas, também foi o responsável pelo acesso do Fluminense na Série C do Campeonato Brasileiro em 1999.
Um capítulo importante daquela campanha aconteceu em Juiz de Fora, no mata-mata. Após perder o mando de campo, o Tricolor mandou a partida diante do Moto Clube, válida pela segunda fase da terceira divisão, no Mário Helênio. A equipe venceu por 1 a 0, estabeleceu vantagem na eliminatória e arrancaria para o acesso na sequência (veja o vídeo abaixo).
Fluminense vence Moto Club pela Série C do Brasileiro de 1999 em Juiz de Fora
Reinaldo (1978)
Um dos maiores ídolos da história do Atlético-MG, Reinaldo foi um dos grandes nomes do futebol nacional entre as décadas de 1970 e 1980. Apesar das lesões nos joelhos, que abreviaram a carreira do centroavante, ele era uma das principais esperanças de gol do Brasil na Copa de 1978 na Argentina.
Reinaldo é um dos maiores ídolos do Galo e nasceu em Ponte Nova
Ogol
Autor de um tento naquele mundial, diante da Suécia, Reinaldo nasceu na Zona da Mata. O “Rei” e maior artilheiro da história do Galo é natural de Ponte Nova.
Edinho (1978, 1982 e 1986)
Carioca da gema, Edinho fez carreira com grandes momentos no Fluminense e no Flamengo, que renderam a ele a oportunidade de jogar na Europa, onde atuou pela Udinese-ITA.
Edinho é coordenador técnico do Tombense
Victor Souza/Tombense
Sinônimo de talento e elegância, o zagueiro que também atuou pelo Grêmio, foi convocado para as Copas do Mundo de 1978, 1982 e 1986.
Depois de se tornar comentarista esportivo e seguir a vida no Rio de Janeiro, Edinho foi convidado e aceitou o cargo de coordenador técnico do Tombense. Ele chegou ao time de Tombos, na Zona da Mata mineira, em 2019 e permanece até hoje.
Zico (1978, 1982 e 1986)
Ídolo do Flamengo, Zico disputou três mundiais, em especial o de 1982 em um time tratado como um dos melhores de todos os tempos.
Flamengo goleia Fluminense no último jogo oficial de Zico, em Juiz de Fora
O eterno camisa 10 da Gávea tem relação importante com Juiz de Fora. Além de ter uma das unidades mais antigas do Centro de Futebol Zico no município, o Galinho de Quintino fez a despedida dele dos gramados na cidade.
Zico é presença constante em Juiz de Fora, seja para jogos beneficentes ou para eventos no CFZ
Rafaela Borges
Com direito a um golaço de falta de Zico, o Flamengo goleou o Fluminense por 5 a 0 pelo Campeonato Brasileiro no dia 2 de dezembro de 1989 no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.
Telê Santana (1982 e 1986)
Além de ter comandado a Seleção de 1982, considerada uma das maiores da história, Telê Santana é tratado como um dos principais treinadores do país pelas passagens por São Paulo e Fluminense, onde conquistou títulos nacionais e internacionais. No entanto, o profissional não conseguiu o mesmo sucesso, sem levantar taças pelo Brasil na Espanha em 1982 e no México em 1986.
Em meio a tantas andanças no futebol, Telê Santana teve laços direto e indireto com Juiz de Fora. Técnico do Flamengo, ele participou da inauguração do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio no dia 30 de outubro de 1989. Em entrevista à TV Globo, o treinador elogiou a construção da praça esportiva (assista ao papo com Telê no vídeo abaixo).
Telê Santana elogia construção do Estádio Municipal em Juiz de Fora
Reprodução/TV Integração
— Importância muito grande para o futebol brasileiro, inclusive. Sempre reclamei, acho que Juiz de Fora merecia um estádio e tenho certeza que o torcedor vai ficar satisfeito, os clubes vão melhorar e o futebol em Minas Gerais vai melhorar com esta grande estádio que tem Juiz de Fora — disse.
Em sua despedida do Flamengo, Zico recebe o carinho do técnico do Fluminense, Telê Santana. Jogo foi em Juiz de Fora
André Durão/Agência O Globo
Depois disso, Telê retornou à cidade para outro momento marcante. Técnico do Fluminense, ele também esteve na despedida de Zico em 1989.
Mineiro de Itabirito, Telê Santana deixou o futebol em 1996 por conta de problemas de saúde após sofrer uma isquemia cerebral. Já debilitado, em 2005 ele viu o filho Renê Santana se tornar técnico do Tupi, onde ficou por um curto período. Telê morreu em 21 de abril de 2006.
Josimar (1986)
O lateral-direito Josimar foi um dos grandes destaque do Brasil na Copa do Mundo de 1986. O jogador, que era titular e um dos grandes nomes do Botafogo, marcou dois gols naquele mundial, diante da Irlanda do Norte, na primeira fase, e da Polônia, nas oitavas de final.
Josimar com outros jogadores do Botafogo no fim dos anos 1980
Juha Tamminen – https://juhatamminen.photoshelter.com/
Josimar, que também jogou em times como Flamengo, Fortaleza, Sevilla-EDP e Jorge Wilstermann-BOL, esteve perto de firmar um contrato com o Sport Club Juiz de Fora. A empresa dele e o clube mineiro chegaram a negociar um acordo para fomento da base e do retorno do time profissional do Verdão em 2017. No entanto, as tratativas não foram concluídas.
Alemão (1986 e 1990)
Mineiro de Lavras, Alemão foi um dos principais meias dos anos 1980 e 1990. Destaque do Botafogo, o jogador foi negociado com o Atlético de Madrid, mas tem como passagem memorável o Nápoli, onde foi campeão italiano ao lado de Careca e Maradona, de quem era amigo pessoal.
Amigo de Careca Maradona, Alemão passou por Tupi e Tupynambás em Juiz de Fora
Divulgação/Site Oficial do Napoli
Presente nos mundiais do México em 1986 e da Itália em 1990, Alemão veio para Juiz de Fora após parar de jogar. Ele foi diretor de futebol do Tupi em 2006 e técnico do Tupynambás no ano seguinte, quando o time disputou a Segunda Divisão do Mineiro, que é a terceira divisão estadual.
Müller (1989, 1990 e 1994)
Multicampeão por São Paulo e Palmeiras e com boas passagens por Corinthians, Santos e Cruzeiro, Muller conquistou o tetra em 1994 e disputou as Copas de 1986 e 1990.
Muller jogou pelo Tupi em 2003
Reprodução/TV Integração
Em 2003, já no fim da carreira, ele foi o principal reforço do Tupi para a disputa do Campeonato Mineiro. Apesar de não ter marcado gols e ter sofrido uma lesão que o tirou de boa parte do Estadual, ele foi peça importante na campanha que sagrou o time campeão do Mineiro do Interior.
Na estreia de Muller, Tupi vence Villa Nova-MG pelo Mineiro de 2003
Sebastião Lazaroni (1990)
Um dos treinadores mais contestados que já treinaram a seleção brasileira em uma Copa do Mundo é Sebastião Lazaroni. Com longa passagem pelo Flamengo e trabalhos mais curtos em Vasco e Botafogo, ele comandou o Brasil em 1990.
Sebastião Lazaroni nasceu em Muriaé
Daniel Cardoso
Apesar do currículo internacional extenso, que acumula passagens pelas seleções da Jamaica e do Catar e de clubes da Itália, México, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Turquia e Portugal, ele nasceu aqui pertinho, na Zona da Mata. Sebastião Lazaroni é natural de Muriaé.
Tita (1990)
O meia-atacante Tita disputou a única Copa do Mundo dele em 1990, na Itália. Multicampeão pelo Flamengo, o jogador também passou por Grêmio, Internacional, Bayer Leverkusen-ALE, Pescara-ITA e Vasco, clube onde jogava quando foi convocado. No fim da carreira ele atuou no futebol mexicano e guatemalteco.
tita foi técnico do Tupi em 1987
Reprodução / TV
Tita foi o escolhido para comandar o Tupi na volta do time à elite do Mineiro em 2007. No entanto, o treinador durou pouco tempo no cargo e foi demitido após derrota para o Guarani-MG por 1 a 0 em Divinópolis, pela quarta rodada da competição.
Romário (1990 e 1994)
Lenda do futebol e “Rei da Área”, Romário dispensa apresentações. O melhor jogador do mundo e principal nome da Copa de 1994, ele foi o principal nome do tetra nos Estados Unidos e alcançou os 1000 gols e um lugar de respeito no olimpo do futebol.
Em 2006, Romário assina contrato com o Tupi-MG
Ex-Flamengo, Vasco, Fluminense, Barcelona e PSV Endhoven-HOL, o Baixinho quase teve o Tupi na lista de clubes. Atacante e Alvinegro chegaram a acertar um contrato em 2006 (assista ao vídeo acima). No entanto, o jogador foi impedido de atuar na época por ter estourado o limite de clubes em uma mesma temporada.
Romário com a camisa carijó em 2006
Reprodução/TV Integração
Mais de uma década depois, Romário voltaria a Juiz de Fora com mais frequência, não como jogador, mas na figura de torcedor. Romarinho, filho do craque, acertou com o Tupi e foi um dos principais nomes do time na Série C do Brasileirão. O clube chegou até as quartas de final, mas foi eliminado pelo Fortaleza.
Bebeto (1994 e 1998)
O sucesso de Romário em 1994 está muito ligado à presença de Bebeto. O camisa 7 foi fundamental com gols e assistências durante o mundial e foi também muito importante em 1998, ao lado de Ronaldo Fenômeno, quando ficou com o vice-campeonato.
Memória MGTV relembra a inauguração do Estádio Mário Helênio em Juiz de Fora
A principal história de Bebeto com a Zona da Mata tem a ver com Juiz de Fora. Ex-Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Vitória, Deportivo La Coruña-ESP e outros clubes, o atacante fez os dois gols da vitória do Flamengo sobre o Argentinos Jrs. na inauguração do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio (veja os gols no vídeo acima).
Gilberto Silva (2002 e 2006)
O Centro-Oeste de Minas não poderia ficar fora da lista do ge. E a representatividade é pesadíssima, com direito a pentacampeão mundial. Ídolo de Atlético-MG e Arsenal, Gilberto Silva nasceu em lagoa da Prata.
Gilberto Silva ao lado de Ronaldo; volajte nasceu em Lagoa da Prata
Panasia Ohishi / A0862_panasia / DPA
O volante disputou dois mundiais. Além do título alcançado da Copa disputada na Coréia do Sul e no Japão, o jogador também foi convocado em 2006, na Alemanha.
Torcida do Atlético-MG recebe Gilberto Silva com festa após título mundial
Ricardinho (2002 e 2006)
Os anos de conquistas e bom futebol por Corinthians, São Paulo e Santos renderam a Ricardinho a oportunidade de disputar duas Copas do Mundo. A primeira foi no limite, já que ele foi convocado na vaga de Emerson, que machucou o ombro em um rachão, às vésperas do mundial. Pentacampeão na “Família Scolari”, ele voltaria a integrar a lista em 2006, sob comando de Carlos Alberto Parreira.
Ricardinho ficou pouco tempo no Tupi
Bruno Ribeiro
Hoje comentarista esportivo no Grupo Globo, o paranaense se aventurou na carreira como técnico. Ele tentou livrar o Tupi do rebaixamento na Série B de 2016, mas não conseguiu bons resultados e pediu demissão após conquistar uma vitória em nove partidas.
Otimista, Ricardinho se apresenta e comanda coletivo no Tupi-MG
Juan (2006 e 2010)
A carreira sólida nacional e internacional fez de Juan o zagueiro titular da Seleção em boa parte da primeira década dos anos 2000. As grandes atuações por Bayer Leverkusen e Roma mantiveram o nome do defensor em muitas listas do Brasil, inclusive para as Copas do Mundo na Alemanha e na África do Sul.
Em 2001, Flamengo vence o Palmeiras em Juiz de Fora e escapa do rebaixamento
Ídolo no Flamengo, o zagueiro foi fundamental para evitar o maior vexame da história rubro-negra. Juan marcou de cabeça o gol que abriu o caminho para a vitória diante do Palmeiras em Juiz de Fora na última rodada do Brasileirão 2001. A equipe bateu o adversário por 2 a 0 e se livrou do rebaixamento (assista aos lances acima).
Juan ajudou o Flamengo a se salvar do rebaixamento no Brasileirão 2001 em Juiz de Fora
Reprodução SporTV
+ Adolescente perde casa após tragédia e “banca” álbum da Copa sozinho com dinheiro guardado
Ídolo do Lyon, do Cruzeiro e do América-MG, Fred foi um dos principais goleadores do futebol brasileiro nos anos 2000, fato que rendeu a ele duas convocações para mundiais, na Alemanha e no Brasil.
Mineiro de Teófilo Otoni, Fred tem duas passagens marcantes em Juiz de Fora. A primeira foi em 2004, quando marcou um dos gols da vitória do América-MG por 2 a 1 sobre o Tupi, resultado que rebaixou o time da cidade.
Em 2004, Fred marca e América-MG vence Tupi por 2 a 1, pelo Campeonato Mineiro
Nove anos depois, Fred voltou ao município, mas desta vez para ajudar o Galo Carijó e um amigo em especial. O centroavante prestigiou Felipe Surian como técnico do Tupi e foi garoto-propaganda no lançamento do uniforme da equipe. Francis Melo, empresário do jogador, também era investidor no projeto e fez a ponte para que o centroavante viesse a Juiz de Fora.
Felipe Surian é amigo de Fred e ajudou o atacante durante base no América-MG
Felipe Surian/Arquivo Pessoal
Felipe era capitão do América-MG na base e foi o responsável por pedir a permanência de Fred no elenco. O jovem centroavante estava para ser dispensado. Depois daquilo, o jogador passou a se destacar e construiu carreira de sucesso no futebol nacional e internacional.
Felipe Melo (2010)
O volante Felipe Melo é considerado um dos vilões da Copa do Mundo de 2010. O jogador, que vinha bem na competição, deu uma bela assistência para o gol de Robinho, que abriu o placar diante da Holanda pelas quartas de final. No entanto, logo após a virada laranja no segundo tempo, Felipe perdeu aa cabeça, deu um pisão em Robben e foi expulso. A inferioridade numérica complicou o Brasil na sequência do mata-mata.
Com gol de Felipe Melo, Flamengo vence Inter pelo Brasileiro de 2001 em Juiz de Fora
Ídolo de Palmeiras, Fluminense e Galatassaray-TUR e com Inter de Milão e Juventus-ITA no currículo, o jogador começou a carreira no Flamengo e marcou o primeiro gol dele como profissional em Juiz de Fora. O time carioca precisava vencer o Internacional, para seguir com chances de fugir do rebaixamento. Felipe Melo, com apenas 17 anos, apareceu entre os zagueiros colorados e subiu para marcar o gol da vitória no Mário Helênio (assista ao vídeo acima).
Felipe Melo, pais, Flamengo, em Juiz de Fora, na temporada 2021
Reprodução/TV Globo
— Na hora em que cabeceei e que vi a bola lá dentro, não acreditei. Aí eu coloquei a mão na cabeça, agradeci a Deus e fui torcer lá com a galera — disse Felipe Melo, que ao final da partida encontrou os pais, no estacionamento do Estádio Municipal.
Outra curiosidade daquela partida foi a presença de outros dois campeões à frente das equipes. Carlos Alberto Torres, lateral-direito campeão em 1970, e Carlos Alberto Parreira, técnico em 1994 e presente na comissão tricampeã no México, eram os treinadores do time carioca e gaúcho, respectivamente.
David Luiz (2014)
David Luiz foi um dos símbolos da seleção brasileira em 2014, tanto na alegria, quanto na tristeza. Adorado pelas crianças e raçudo, o capitão vestiu a camisa e demonstrou entrega e bom futebol, com gols e carisma. Porém, o jogador também ficou marcado pela emoção após a goleada impiedosa de 7 a 1 imposta pela Alemanha ao Brasil nas semifinais.
Ídolo do Chelsea e com passagens por Benfica-POR e Flamengo, o jogador nasceu em Diadema, em São Paulo. No entanto, a família do jogador se mudou e passou a morar em Juiz de Fora. Durante a folga ou períodos de férias era comum David viajar para a cidade, onde era visto em locais públicos e particulares.
Danilo (2018, 2022 e 2026)
O lateral-direito Danilo vai para o terceiro mundial com a Seleção. Cortado ao 2018 e com problemas clínicos em 2022 durante a campanha canarinho, o jogador é homem de confiança de Carlo Ancelotti para 2026.
Multicampeão por Flamengo, Santos, Real Madrid, Manchester City, Juventus e Porto, o jogador é nascido em Bicas, na Zona da Mata. Além disso, ele começou a carreira no Tupynambás, onde atuou pelas equipes sub-13 e sub-15, até ser descoberto pelo América-MG. geRead More